Variação cambial pressiona e prejuízo da Azul chega a R$438 milhões no 3º trimestre 

A Azul (AZUL3) divulgou seu relatório de desempenho do terceiro trimestre, apurando um prejuízo quase oito vezes maior do que o valor reportado em 2018, totalizando R$438 milhões.

Desconsiderando a variação cambial do período, a companhia aérea apresentou um lucro líquido de R$441,4 milhões, um valor 57% maior na comparação anualizada.

O ajuste financeiro nas demonstrações foi realizado para refletir a adoção da norma contábil IFRS 16 e, por isso, a empresa anotou o pior resultado líquido da história, em termos nominais.

A receita líquida cresceu 25,5%, no montante de R$3,03 bilhões e o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) avançou para R$935,8 milhões, anotando alta de 24,4%.

O resultado antes do financeiro e da incidência de tributos foi de R$543,4 milhões, saltando 27% em relação ao mesmo trimestre de 2018 e figurando como o maior da história da companhia.

Apesar da melhora no aspecto operacional, o prejuízo financeiro líquido da Azul mais que dobrou, atingindo o montante de R$1 bilhão, devido ao aumento das despesas e o acentuado impacto cambial.

Em semelhante proporção, as despesas financeiras se expandiram a R$1,18 bilhão e as perdas com variações monetárias e cambiais passaram de R$329,3 milhões para R$879,3 milhões.

Dessa forma, o prejuízo total atribuído aos acionistas controladores da aérea totalizou R$453,8 milhões, fechando com a maior perda registrada no ano.

Segundo análise da XP Investimentos, os resultados corporativos da Azul foram ligeiramente abaixo do esperado, apesar de os números mostrarem um crescimento forte das receitas, impulsionado pelo aumento da oferta no mercado doméstico.