As melhores ações para investir em dezembro de 2019, segundo 18 corretoras

As ações da Petrobras (PETR4) apareceram liderando as recomendações de dezembro, em função das perspectivas positivas que apresenta para os próximos anos, tanto em termos de crescimento exponencial da produção, quanto em relação aumento da rentabilidade.

Entre 2020 e 2024, a estatal planeja remunerar os acionistas pagando cerca de US$34 bilhões em dividendos, podendo este valor ser ainda maior caso a administração consiga reduzir a dívida bruta total a US$60 bilhões.

Além disso, a companhia pretende investir aproximadamente US$64 bilhões nas atividades de exploração e produção de óleo bruto no período, direcionando recursos, principalmente, aos campos arrematados no leilão de cessão onerosa do pré-sal.

A Petrobras adquiriu os melhores blocos do certame, a preços muito competitivos, concentrando esforços no desenvolvimento de sua atividade-fim, ao mesmo tempo em que dá continuidade à política de desinvestimentos em setores secundários, como o de refino e gás natural.

Por ocupar a posição de 10ª maior petroleira do mundo e atuar de forma estratégica na economia brasileira, suas ações estão sendo negociadas com um desconto substancial em comparação às demais empresas do ramo, o que a torna excepcionalmente atrativa no curto e médio prazo.

A próxima da lista é a Vale (VALE3), que mostrou forte resiliência após o desastre de Brumadinho/MG, suspendendo temporariamente o pagamento de dividendos e arcando com todo o prejuízo gerado pelo rompimento da barragem.

Mesmo enfrentando tantas circunstâncias adversas, a mineradora conseguiu manter o crescimento dos resultados e, aos poucos, está retomando os níveis de produção, estimando guidances cada vez mais ousados para os próximos períodos.

Além disso, o mercado prevê a possibilidade de aumento na demanda global do minério de ferro em 2020, o que pode significar a elevação das exportações e a valorização dos preços da commodity, tornando a Vale uma das melhores opções do setor.

Na terceira posição do ranking ficou a JBS (JBSS3), que aproveitou o desabastecimento do mercado asiático para entrar competitivamente na região e obteve êxito na empreitada, conseguindo autorização para exportar grandes quantidades de proteína.

Diante das novas oportunidades, o frigorífico decidiu investir R$8 bilhões em infraestrutura no Brasil, nos próximos cinco anos, além de projetar ganhos cíclicos acentuados, aproveitando o aumento nos preços da carne e a valorização adicional proveniente da listagem de ações nos EUA.

Não é por menos que a companhia se tornou uma preferência majoritária entre os investidores, pois, nos últimos meses, foi estabelecida uma gestão de capital mais eficiente e houve um esforço reiterado por parte da administração para aprimorar os instrumentos de governança corporativa.