Bolsas da Europa terminam a semana em queda alarmadas por sinais de crise econômica

No pregão desta sexta feira (22), as Bolsas da Europa encerraram a semana com fortes quedas impulsionadas por abalos na economia global. Outro ponto importante, foi que como a indústria alemã está num momento de contração e muitos investidores decidiram fugir dos riscos. Somado à isso, houve a inversão de parte da curva de juros dos títulos do Tesouro americano.

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O mercado considerou estes fatores como uma sinalização de crise econômica. O índice pan-europeu registrou baixa de 1,22% a 376,04 pontos. O FTSE 100 de Londres foi a 7.207,59 pontos, com recuo de 2,01% e o alemão DAX de Frankfurt caiu 1,61%, marcando 11.364,17 pontos.

Na França, o CAC 40 de Paris, teve sua segunda perca consecutiva, com declínio de 2,02% a  5.269,92 pontos, e o FTSE Mib de Milão cedeu 1,38%, a 21.078,76 pontos. Em Madri, o índice espanhol IBEX 35 perdeu 1,67% terminando com 9.199,40 pontos, enquanto o BEL 20 de Bruxelas teve uma contração maior, de 1,80% indo a 3.588,73 pontos. Por fim, o lisboense PSI 20 ficou com menos 2,04% e 5.160,37 pontos.

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Segundo a IHS Markit, só neste mês, o índice de gerentes de compras (PMI) da indústria da Alemanha, a maior economia da zona do euro, caiu 44,7. Este foi o pior resultado em 6 anos, e esta abaixo dos 50, que indica contração. A indústria também recuou no Japão e nos Estados Unidos, onde marcou o pior patamar em 21 meses.

O que alarmou à todos sobre a economia global foi que pela primeira vez desde 2007, o spread da T-bill de três meses e da T-note de dez anos, se tornaram negativos, o que indica uma inversão na curva de juros no intervalo de referência utilizado pelo Federal Reserve (Fed) para simbolizar momentos de recessão.

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O economista John Hill, do banco canadense BMO Capital Markets afirmou que: ‘’A inversão doeu. Como já discutimos anteriormente, essa é a curva em que o Fed mais presta atenção devido a seus pontos de previsão para uma recessão nos EUA.”

Nesta sexta, o Conselho Europeu adotou formalmente  o documento que concede ao Reino Unido uma extensão do prazo para o Brexit até 22 de maio, contanto que a Câmara dos Comuns britânica vote a favor da atual proposta de acordo na próxima semana, ou até 12 de abril, caso o ‘’não’’ ainda prevaleça em Westminster. De acordo om o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, até 12 de abril “tudo é possível” em questão de alternativas para o Brexit.

Cidade Índice 21/03 22/03
Toda a Europa Stoxx 600 -0,04% -1,22%
Frankfurt DAX -0,46% -1,61%
Londres FTSE 100 +0,88% -2,01%
Paris CAC 40 -0,07% -2,02%
Milão FTSE Mib +0,20% -1,38%
Madri IBEX 35 -0,53% -1,67%
Bruxelas BEL 20 -0,02% -1,80%
Lisboa PSI 20 +0,04% -2,04%

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