A renda variável não é um bicho de 7 cabeças, mas não se iluda!

No meu último artigo, falei sobre como entender a relação que existe entre a taxa de juros e seus investimentos. Em um cenário de queda na taxas de juros, a tendência é de a Renda Fixa se tornar menos interessante de se investir. Isso acarreta um fluxo de investidores interessados em investir no mercado de Renda Variável na busca de rentabilidades mais atrativas. 

Existe um motivo pelo qual a Renda Variável pode “render mais” que uma Renda Fixa e eu explicarei de forma simples:

Imagine um funcionário público. Esse colaborador ganha um salário fixo todo mês. Mesmo ao tomar iniciativas de se qualificar e ser promovido, são remotas as chances de ele dobrar sua renda em 6 meses ou 1 ano. Ele tem uma Renda Fixa, ou seja, todo mês ele sabe o quanto vai ganhar trabalhando independente de serem meses bons ou ruins na instituição onde trabalha.

Agora imagine um fornecedor de papel toalha para os banheiros dessa instituição. Conforme for a demanda por papel toalha ele terá ganhos maiores, ou seja, seu potencial de ganho é muito maior que de qualquer funcionário com salário fixo. O fornecedor tem uma Renda Variável. 

Mas claro, ele corre o risco de a instituição trocar de fornecedor, deixar de usar papel toalha por completo ou instalar um secador elétrico de mãos. Sendo assim, ele tem um potencial de ganhos maiores, mas corre o risco de ganhar menos que uma Renda Fixa, ficar no zero ou até ter prejuízos. 

No mundo dos investimentos, a lógica é a mesma! Na Renda Fixa tem-se um “acordo” com uma intuição que “promete” entregar uma rentabilidade pré-estabelecida para o investidor. Na Renda Variável a rentabilidade está associada à oferta e demanda dos ativos financeiros – esses movimentos de oferta e demanda acontecem na bolsa de valores e são eles que provocam aqueles milhões de números “piscando” no pregão. 

Simples assim! A Renda Variável não é um bicho de 7 cabeças, mas como sua rentabilidade está associada à oferta e demanda dos investidores, “ninguém sabe” quais ativos vão subir ou cair. E é aí onde a coisa começa a complicar…

Nessa história de tentar prever o que vai cair e o que vai subir, surgem os analistas. E são esses caras que em geral aparecem nos anúncios das redes sociais com o canto da sereia de se obter rentabilidades astronômicas. 

Além disso, como é um mercado de muitos movimentos de especulação, investir na Renda Variável não se limita em apenas comprar e vender ativos financeiros, como no mercado de ações. Existem também os derivativos. Aí mesmo é que o investidor se atrapalha…

Muitos entram no mundo dos investimentos querendo vencer no mercado de ações, decidem assinar o recebimento de relatórios com recomendações de sucesso e de repente se deparam com termos como contratos a termo, contratos futuros, opções de compra e venda, operações de swaps, long and short e etc.

Mas fique calmo! Os derivativos nada mais são do que “contratos” que foram criados para diversificar as formas de negociação na bolsa. Por isso que quando uma ação cai alguns “fazem festa” porque estavam “vendidos” na operação. Para um leigo ou iniciante essa frase arranha nos ouvidos, mas nada é assim tão complicado de entender.

O mundo da internet vende uma ilusão a muitos investidores com ideais de enriquecimento fácil e sugerem que buscar ajuda de alguém na hora de investir significa “pagar para ser enganado”. Isso não é verdade. 

O aprendizado no mundo dos investimentos é longo e pode sair mais caro fugir de taxas do que pagar taxas para ter acesso a um serviço especializado que te ensina na prática como ter uma carteira de investimentos vencedora. Não deixe que os bom profissional da área de finanças pague pelos maus, busque serviço que te entrega transparência.