Como o aumento ou baixa da taxa Selic impacta o investimento no Tesouro Direto?

Ouvimos sempre no noticiário as informações em relação ao aumento ou à queda da taxa Selic. Além dos efeitos sobre a economia, esses movimentos têm impacto direto em uma das aplicações mais populares do país, o Tesouro Direto.

Isso ocorre porque a taxa Selic serve como referência para o rendimento que esses títulos pagam, tanto de forma direta quanto indireta.

Elaboramos este post para que você entenda melhor a relação entre Tesouro Direto e Selic. Acompanhe!

O que é a taxa Selic?

Antes de mais nada, precisamos compreender os termos dos quais estamos tratando. A taxa Selic é a taxa básica de juros do país, ou seja, a taxa que o governo vai pagar a quem emprestar dinheiro para ele. Por isso, ela é uma balizadora para as demais taxas praticadas no mercado.

A taxa Selic é definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária), um órgão do Banco Central, a cada 45 dias. Em agosto de 2019, ela chegou a 6% ao ano, o menor patamar desde 1998. Para ter uma ideia, apenas três anos antes, em agosto de 2016, a taxa estava em 14,25%. É possível conferir toda a série histórica da Selic no site do Banco Central.

A definição da taxa básica de juros é um instrumento que o governo tem para controlar a inflação e estimular ou frear o crescimento econômico. Quando a taxa sobe, os investidores passam a ter uma fonte segura com bons rendimentos.

Por isso, passa a valer mais a pena aplicar em títulos públicos do que injetar esses recursos na economia, seja emprestando para empresas, seja investindo diretamente em um negócio. Para valer a pena emprestar o dinheiro, os bancos cobram uma taxa de juros mais alta, para compensar o risco.

Assim, menos dinheiro circula no país. Além de frear o crescimento econômico, isso ajuda a segurar a inflação, já que a economia desaquecida desestimula o consumo e, com menos demanda, os preços sobem menos.

O mesmo raciocínio vale para a outra ponta. Quando a inflação está sob controle e a economia continua com dificuldades para crescer, o governo reduz a taxa Selic. Assim, os títulos públicos vão pagar rendimentos menores aos investidores, que vão precisar procurar aplicações de maior risco se quiserem ganhar mais.

Por isso, os bancos têm mais recursos disponíveis para empréstimos e com taxas mais baixas, já que elas costumam acompanhar a mesma tendência da Selic. Aqui é importante ressaltar que elas acompanham a mesma tendência, mas não são iguais. As taxas cobradas pelos bancos dos seus clientes são sempre muito mais altas do que a Selic.

Com mais oferta de dinheiro e a juros mais baixos, as empresas podem financiar seu crescimento e os consumidores podem financiar o consumo. É especialmente positivo, portanto, para os setores que vendem bens de maior valor, como o automobilístico e o imobiliário.

Da mesma forma, quem quer ganhar dinheiro no mercado financeiro não vai mais poder contar apenas com o baixo risco dos títulos públicos. Nesse sentido, ganham as aplicações de maior risco, especialmente o mercado de renda variável, como o investimento direto em ações na bolsa de valores, os fundos de investimento em ações e os fundos multimercados.

O que é o Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é o programa do governo federal que permite que investidores pessoa física comprem títulos públicos diretamente, sem ter que fazer isso por meio de um fundo de investimento que tenha títulos públicos na sua carteira. Os títulos públicos são uma modalidade de investimento em renda fixa.

Atualmente o Tesouro Direto oferece três tipos de títulos:

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um título pós-fixado, ou seja, seu rendimento está atrelado a algum indicador, no caso, a taxa Selic. Ele rende mais quando a Selic sobe e menos quando ela cai.

Tesouro Prefixado

Como o nome indica, o Tesouro Prefixado paga uma taxa de juros prefixada, ou seja, conhecida no momento da compra do título. É importante destacar que essa é a taxa que você vai receber apenas se permanecer com o título até o seu vencimento.

Tesouro IPCA+

O Tesouro IPCA+ é um título cujo rendimento é dividido em duas partes: existe uma taxa prefixada e outra parte é pós-fixada, atrelada ao IPCA, o índice oficial de inflação do país. É o mais indicado para proteger o dinheiro dos efeitos da inflação.

Da mesma forma, você receberá o rendimento combinado apenas se ficar com o título até o vencimento. Se decidir se desfazer dele antes, o governo garante a recompra, mas a preço de mercado, e esses títulos podem ter uma volatilidade alta, de forma que você pode ter lucro ou prejuízo caso opte pela venda antecipada.

Qual o impacto da Selic no Tesouro Direto?

A alta ou a queda da taxa Selic têm impacto no Tesouro Direto, mas os efeitos variam de acordo com o título.

No caso do Tesouro Selic, o impacto é direto, já que seu rendimento está diretamente atrelado ao da taxa básica de juros do país. Assim, a queda na Selic significa imediatamente menos rendimento para esse tipo de título.

O Tesouro Prefixado também vai pagar menos, mas vale lembrar que o rendimento dele é definido no momento da compra. Assim, mesmo que a taxa Selic continue a cair depois que você fizer o investimento, você vai receber o acordado quando comprou o título.

Por exemplo, no momento em que este texto está sendo escrito, a taxa do Tesouro Prefixado 2022 estava em 5,98% ao ano. Mesmo que a Selic caia para menos de 6% ao ano nas próximas reuniões do Copom, a rentabilidade do título que você comprou não muda.

No entanto, quem for comprar o título depois de uma nova queda da Selic provavelmente o fará com uma taxa mais baixa, ajustada à nova realidade. O mesmo vale para a taxa prefixada do Tesouro IPCA+. No site do Tesouro Direto é possível conferir todos os títulos, com as datas de vencimento e as taxas de cada um naquele momento.

Assim, vimos que a movimentação da taxa Selic tem impacto no Tesouro Direto e como ele se dá nos diferentes tipos de títulos públicos. Agora você já tem mais subsídios para tomar sua decisão de investimento levando em consideração essas variáveis.

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