Conheça 6 investimentos melhores que a poupança

Nós sabemos que o povo brasileiro, no geral, não é bom poupador, concorda? Mas, mesmo que poupar não seja da natureza da nossa população, ainda existem aqueles que, por alguma razão, fazem a escolha por guardar e aplicar suas economias.

Entretanto, ainda é comum no Brasil aplicar o dinheiro na modalidade menos indicada atualmente e com a pior rentabilidade: a poupança.

Neste post, vamos apresentar seis investimentos melhores que a poupança para você começar a aplicar e ver o seu dinheiro render de verdade. Ficou curioso? Então, acompanhe a leitura!

1. Tesouro Direto

Os títulos do Tesouro Direto são emitidos pelo Governo Federal para arrecadar fundos para financiar a sua própria dívida. Logo, quem compra esses títulos está, em outras palavras, “emprestando” seu dinheiro ao Governo em troca de rentabilidade.

Os valores arrecadados com a venda dos títulos do Tesouro são destinados à quitação de gastos referentes à manutenção e prestação de serviços ao povo brasileiro.

Então, quando você aplica nessa modalidade de investimento, além de fazer o seu dinheiro render, você vai estimular o desenvolvimento do seu próprio país, já que o Governo destina a arrecadação a projetos de infraestrutura, educação e saneamento.

Além disso, as rentabilidades dos títulos públicos são superiores à da caderneta de poupança e essa é uma aplicação que oferece bastante diversificação, já que o Tesouro disponibiliza vários modelos diferentes de rentabilidade ao investidor.

O investimento mais similar à poupança é o Tesouro Selic, que proporciona rendimentos diários. Além dele, existem os títulos que pagam por juros semestrais ou até mesmo com taxas pré-fixadas.

Em termos de segurança, o Tesouro Direto é um dos melhores. Isso porque o risco de o Governo Federal quebrar é bem menor, uma vez que ele detém o controle sobre as suas receitas e detém o poder de emitir moeda.

2. CDB

Os Certificados de Depósito Bancário, popularmente conhecidos como CDBs, funcionam de maneira muito similar aos títulos do Tesouro Direto. Contudo, em vez de ceder o seu dinheiro para o Governo em troca de rentabilidade, dessa vez você vai emprestar suas economias para os bancos privados.

Dentro dessa modalidade de investimento, existem três diferentes tipos de títulos:

Pré-fixados

Os CDBs pré-fixados têm a taxa de juros estabelecida na contratação do investimento. Em outras palavras, você vai saber exatamente a quantia que terá ao final do prazo da aplicação.

Indexados à inflação

Os CDB indexados à inflação utilizam o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para remunerar os investidores, além de uma taxa extra de juros.

Caso você aplique nessa modalidade, vai proteger o poder de compra do seu capital ao longo do tempo e garantir uma rentabilidade extra frente ao seu investimento, já que ele vai render exatamente o mesmo valor do IPCA acrescido de um determinado percentual de juros definido no momento da compra do título.

Pós-fixados

No caso dos CDBs pós-fixados, o que vai determinar a rentabilidade é o percentual do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) no momento da contratação. O CDI é uma taxa bastante utilizada no mercado financeiro, e seu valor é bem próximo do valor da Taxa Básica de Juros da economia brasileira, a Selic.

Os bancos são livres para determinar qual será o percentual do CDI que vai ser utilizado como referência para rentabilidade dos seus títulos. Portanto, antes de investir, pesquise profundamente, porque a rentabilidade pode variar bastante de banco para banco.

3. Fundo Multimercado

O fundo multimercado faz parte de uma categoria de investimento que está em ascensão no mercado financeiro. Basicamente, ele consiste em grupos de investidores que, ao comprarem cotas do fundo, estão repassando o seu dinheiro para um gestor aplicar em diferentes tipos de aplicação.

É importante dizer que cada fundo estabelece uma política diferente e, por isso, cada um também aplica o dinheiro de maneira diferente. Existem fundos que investem em títulos de renda fixa, em câmbio, em renda variável, entre outros. E também há os fundos que investem em todas essas modalidades ao mesmo tempo.

Por isso, se você pretende aplicar em algum fundo multimercado, é importantíssimo ler o prospecto e descobrir em quais tipos de aplicação o seu dinheiro será investido, já que existem riscos envolvidos. Mas fique tranquilo, existem fundos para todos os gostos: conservadores, moderados e arriscados. Basta procurar e estudar qual deles se encaixa melhor ao seu perfil de investidor.

4. LCI

As LCIs, ou Letras de Crédito Imobiliário, são títulos de investimento emitidos por instituições bancárias com intuito de arrecadar recursos para financiar empreendimentos imobiliários.

Da mesma forma que o CDB pós-fixado, essa modalidade de aplicação remunera o investidor de acordo com um determinado percentual do CDI.

A grande vantagem das LCIs, entretanto, é a isenção do Imposto de Renda. Por isso, ela é bem mais vantajosa para os investidores que pretendem aplicar o seu dinheiro, principalmente em curto prazo.

5. LCA

As LCAs, Letras de Crédito do Agronegócio, também fazem parte do grupo de investimentos melhores que a poupança. De maneira similar às LCIs, que levantam recursos para o setor imobiliário, as LCAs são emitidas para angariar fundos para financiar o setor agrícola. Da mesma forma, são remuneradas por meio de um percentual do CDI e também são isentas de Imposto de Renda.

6. COE

Um dos investimentos melhores que a poupança é o COE. Também é uma novidade no mercado financeiro e nem todos os investidores estão familiarizados com essa aplicação.

Um Certificado de Operações Estruturadas, basicamente, junta elementos da renda fixa e da renda variável e tem seu rendimento atrelado ao desempenho futuro de algum ativo, como o dólar, inflação ou ações.

Independentemente de qual ativo seja, quem determina essas condições é o banco emissor do COE. Para cada cenário futuro, a instituição bancária desenvolve uma regra de rentabilidade diferente.

Atualmente, no Brasil existem duas modalidades de COE. A primeira é a de capital garantido, ou seja, independentemente da situação que acontecer no futuro, na pior das hipóteses você vai receber todo o seu dinheiro de volta.

A outra é a de capital de risco. Nessa modalidade, os possíveis retornos são bem mais atrativos, todavia, como o próprio nome diz, existe o risco de você perder todo o seu dinheiro caso o cenário futuro não esteja de acordo com o previsto.

Como você pôde perceber ao longo deste artigo, há diversas opções de investimento melhores que a poupança. Existem, inclusive, aplicações bastante semelhantes em termos de liquidez e segurança que proporcionam ao investidor bem mais rentabilidade do que a caderneta.

Cada uma das alternativas descritas neste post oferece condições diferentes para quem investe. Portanto, estude sobre cada uma delas e veja qual das opções se encaixa melhor no seu perfil de investidor antes de decidir sobre sua nova aplicação.

Agora que você já conhece alguns dos investimentos melhores que a poupança, leia agora o nosso artigo sobre os melhores sites para se inteirar sobre o mercado financeiro!

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