O que é Letra Financeira? Vale a pena investir?

A maioria dos investidores costuma aplicar seu dinheiro em opções mais conhecidas e tradicionais, como CDBs, títulos públicos do Tesouro Direto ou fundos de investimento de renda fixa. No entanto, é preciso saber que o mercado financeiro oferece um leque bastante diversificado de investimentos.

Uma dessas opções é a Letra Financeira, também conhecida como LF. Criada em 2010, trata-se de uma aplicação de renda fixa e, assim como os CDBs, é uma forma das instituições financeiras captarem recursos. Ela tem, porém, algumas características próprias.

Neste artigo, vamos explicar o que é exatamente a Letra Financeira, como ela funciona e discutir um pouco se vale a pena investir nessa modalidade. Vamos ver?

O que é Letra Financeira?

Como já adiantamos, a Letra Financeira (LF) é uma modalidade de investimento de renda fixa. Assim como os CDBs, é emitida pelas instituições financeiras como uma forma de captar recursos.

No entanto, ela tem algumas características que a distinguem dos CDBs. As duas principais são: as LFs exigem investimento inicial mínimo de R$150 mil e o dinheiro deve permanecer aplicado por no mínimo dois anos. Existem, inclusive, Letras Financeiras com prazos mais longos.

Outra diferença importante é que, ao contrário do que ocorre com os CDBs, a Letra Financeira não conta com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), um mecanismo que reembolsa o investidor em caso de falência da organização no limite de R$250 mil por CPF por instituição financeira.

Como é calculada a rentabilidade da LF?

A maioria das Letras Financeiras é pós-fixada e tem sua rentabilidade vinculada a algum indicador, que na maioria das vezes é o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), a taxa de juros praticada nos empréstimos entre os bancos e que é sempre bem próxima à Selic, a taxa básica de juros do país. Existem também LFs prefixadas, mas são menos comuns.

Como esse é um investimento de longo prazo e com risco um pouco maior que o do CDB, já que não conta com a garantia do FGC, também costumam oferecer uma rentabilidade superior e esse é justamente o seu maior atrativo.

Vamos ver a diferença usando a calculadora do cidadão, do Banco Central. Imagine que você tenha aplicado R$150 mil em um CDB com rendimento de 100% do CDI. A aplicação foi feita no dia 1º de junho de 2017 e o resgate dois anos depois. Nessa situação, você teria obtido um lucro de R$21.205, antes de descontar o imposto.

Agora, se você aplicou a mesma quantia em uma LF com rentabilidade de 120% do CDI, considerando as mesmas datas, o lucro seria de R$75.792. Uma diferença considerável, não é?

Como é a tributação da Letra Financeira?

A tributação da LF segue a tabela do Imposto de Renda dos investimentos de renda fixa. No entanto, como o prazo mínimo para o dinheiro permanecer aplicado é de dois anos, a alíquota do IR vai ser a menor da tabela, que é de 15%.

Vale lembrar de que o IR é calculado em cima do rendimento e não do valor total da aplicação. Então, retomando o exemplo anterior, o IR seria 15% de R$75.792, o que dá R$11.368,80.

Quando falamos de Letra Financeira, é comum que as pessoas lembrem de que as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e as LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) são isentas de IR. Isso é verdade, mas não pagar Imposto de Renda não significa necessariamente ganhar mais. Para saber qual é a mais vantajosa financeiramente, é preciso comparar as rentabilidades e fazer as contas, e isso só pode ser feito caso a caso.

Outro ponto importante é que algumas Letras Financeiras pagam juros semestrais. Se for esse o caso, o IR sobre esse rendimento vai ser maior, já que esse dinheiro não terá ficado dois anos aplicados. Isso influencia negativamente na rentabilidade total da aplicação.

O que é Letra Financeira subordinada?

Algumas letras financeiras têm uma cláusula de subordinação. Isso significa que, caso a instituição financeira que a emitiu vá à falência, o pagamento aos detentores dessas LFs só será feito após a quitação de outras dívidas. No entanto, esse tipo de LF oferece aos emissores alguns benefícios contábeis.

Para o investidor, essa cláusula de subordinação eleva um pouco o risco da aplicação. Como contrapartida, a Letra Financeira subordinada oferece uma rentabilidade maior que a não subordinada.

Outra diferença importante para o investidor é que a Letra Financeira com subordinação tem investimento mínimo de R$300 mil e o dinheiro deve permanecer aplicado por pelo menos cinco anos. Portanto, mais uma vez, vemos que risco e retorno andam juntos. Quanto maior o risco, maiores as possibilidades de retorno.

Vale a pena investir em Letra Financeira?

Quando falamos em investimento não existe “o melhor”, mas aquilo que é mais adequado para cada pessoa. Assim, se você só tem R$150 mil, sem nenhuma outra reserva de emergência que possa resgatar rapidamente em caso de necessidade, a Letra Financeira não é a melhor opção para você.

Agora, se você já tem uma carteira de investimentos, com uma reserva de emergência alocada em aplicações de baixo risco e alta liquidez e está procurando formas de diversificar seus investimentos, buscando uma rentabilidade maior, as LFs podem ser uma ótima alternativa.

É uma maneira de diversificar a carteira ainda dentro da renda fixa. Nesse sentido, vale lembrar de que o risco que ela oferece é totalmente a de uma aplicação em renda variável. No caso das LFs, não existe surpresa quanto ao rendimento. O principal ponto de atenção, portanto, é quanto à solidez da instituição.

Agora você já sabe como funciona a Letra Financeira, quais são as condições para aplicação e para quem ela é indicada. Se está em busca de uma forma de diversificar seus investimentos em renda fixa, com rendimentos superiores aos das aplicações tradicionais, e pode deixar o dinheiro aplicado por pelo menos dois anos, vale a pena conhecer as LFs disponíveis para aplicação e considerar essa opção.

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