Saiba por que fazer diversificação de investimentos

Investir é um processo delicado, que exige bastante conhecimento e a aplicação de boas estratégias, não é mesmo? Entre as clássicas, a diversificação de investimentos é a mais usada, sendo fundamental para o sucesso.

Essa técnica consiste na distribuição de recursos em diversas modalidades, com o objetivo de minimizar o risco das aplicações. Mas não é só isso: quando a diversificação é feita da maneira correta, ainda impulsiona os ganhos e ajuda o investidor em seus objetivos.

Vale destacar que esse cuidado não vale apenas para quem aplica em opções de maior risco, mas também para o investidor conservador. Quer saber quais são as verdadeiras vantagens dessa prática? Continue a leitura e confira!

O que é diversificar investimentos?

Diversificar não é o mesmo de “espalhar” o dinheiro em diversas aplicações. Sem uma estratégia definida, isso pode apenas dar mais trabalho para acompanhar a sua carteira e aumentar os gastos com taxas ou impostos.

Assim, trata-se de ter uma estratégia que reduza o risco total de suas aplicações — ao mesmo tempo em que permita buscar rendimentos maiores com uma parcela do patrimônio investida em opções de maior risco. O percentual dos recursos que estará alocado em investimentos de risco é o que vai determinar se você é um investidor conservador ou arrojado.

O conservador é aquele que não suporta (ou não quer) ver uma variação negativa em suas aplicações. O importante para ele é a segurança. Dessa forma, a maior parte dos seus recursos deve estar alocada em opções de baixo risco.

Quais são as vantagens dessa prática?

Quais são as vantagens de diversificar os investimentos? Confira abaixo.

Redução de riscos

Existe uma máxima no mercado financeiro que diz: quanto mais diversificada é uma carteira de investimentos, menores são seus riscos. Isso acontece porque, ao contar com diversos ativos, a chance de todos eles se desvalorizarem ao mesmo tempo é praticamente nula.

Ainda assim, é preciso ter muito cuidado com as estratégias usadas. Segundo Warren Buffett, um dos maiores investidores do mundo, é importante diversificar, mas sempre devemos atentar para não diluir sucessivamente nosso patrimônio em pequenas aplicações, o que dificultaria os acompanhamentos.

Maior exposição ao mercado

Além da redução de riscos, o investimento em vários ativos é favorecido pelas transições típicas e atípicas. Assim, uma carteira que comporta diferentes estratégias pode, também, estar protegida das adversidades econômicas às quais o país está sujeito.

Se você conta apenas com ações, o início do ano foi muito rentável, principalmente no período em que a Ibovespa disparou. Por outro lado, as aplicações de renda fixa eram absolutamente lucrativas há dois anos. Quem tinha ambos os produtos conseguia acompanhar essas mudanças e obter mais lucros.

Melhor liquidez

Ainda no quesito segurança, a liquidez propiciada por diversos ativos chama a atenção de investidores mais conservadores ou com pouco tempo disponível. E aqui não estamos falando apenas daquele período de espera para resgatar um CDB, por exemplo.

Mesmo em ações é preciso considerar a liquidez. Não faz sentido vender um ativo que está em alta, sendo que a margem máxima de ganhos ainda não foi atingida. Por isso é interessante ter aplicações secundárias, como o Tesouro Direto, para recorrer caso aconteça alguma emergência.

Isso minimiza significativamente as perdas que poderiam ser ocasionadas por uma operação feita às pressas.

Eficiência em diversas estratégias

Somado a todos os pontos levantados até agora, a diversificação de investimentos ainda tem mais uma grande vantagem: a melhoria da eficiência da carteira de ativos do investidor.

Ao pegar ativos de diferentes áreas é possível garantir que a desvalorização de um produto favoreça a valorização de outro. No exemplo que demos entre o mercado de ações e a renda fixa, você percebeu que isso aconteceu?

Em um cenário com altos juros, como em 2015, os indexadores (CDB, Selic, Ipca etc.) tendem a remunerar melhor. Quando a situação muda, os indexadores ficam menos atrativos e as empresas ganham acesso a crédito. Como resultado disso os ativos variáveis (ações, principalmente) disparam, assim como aconteceu no início de 2018.

Que aplicações são recomendadas para o investidor conservador?

É inegável que os investimentos têm graus de riscos diferentes. De forma geral, pode-se considerar que o mercado de renda variável é mais arriscado do que a renda fixa. Como o próprio nome sugere, na modalidade variável não é possível saber de antemão quais serão os rendimentos. A cotação dos ativos oscila, o que quer dizer que tanto sobe quanto cai.

Ainda assim, vale lembrar que a renda fixa não é um certificado de garantia contra riscos e cada investimento apresenta suas características. Por isso, é necessário sempre ter consciência de como funciona a aplicação escolhida. Abaixo, veja algumas possibilidades consideradas conservadoras.

Títulos públicos

Os títulos públicos são emitidos pelo Governo Federal. Ao comprá-los, você está financiando o governo, que usa esse dinheiro no país. Em troca, é paga uma taxa de juros aos investidores. Dessa forma, o risco da aplicação é de o governo dar um calote — considerado muito baixo.

Ainda assim, vale destacar que existem diversos títulos públicos, cada um com uma forma diferente de remuneração e, logo, com riscos diversos. Há aqueles cujos rendimentos acompanham a taxa básica de juros do país, os que pagam um rendimento predefinido (títulos prefixados) e os que seguem a variação da inflação (IPCA) acrescida de uma taxa de juros prefixada.

Fundos de investimento

Ainda mais do que nos títulos públicos, as possibilidades são inúmeras quando se fala em fundos de investimento. Existe um leque que vai desde os mais conservadores, como os fundos DI (que são de renda fixa pós-fixada), até os mais arrojados, a exemplo de ações e alguns multimercados.

Os fundos DI costumam ser uma opção muito comum para os investidores conservadores. No entanto, é preciso lembrar que ele segue um indicador que acompanha a mesma trajetória da taxa Selic. Assim, em épocas de juros baixos no país, como a que vivemos agora, essa opção rende menos.

Portanto, é importante observar a taxa de administração cobrada pelo fundo. Se ela for muito alta, possivelmente corroerá todo o rendimento do investidor.

CDBs

Os CDBs são títulos emitidos pelas instituições financeiras que remuneram os investidores, normalmente com um percentual do CDI (taxa de empréstimo entre os bancos que segue de perto a taxa básica de juros do país).

Os bancos maiores costumam pagar menos, com o argumento de que, por serem grandes e sólidos, correm menos riscos. No entanto, vale lembrar que os CDBs contam com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que garante o reembolso de até R$ 250 mil por CPF por instituição aos investidores de algumas aplicações.

Dessa forma, a diversificação de investimentos é uma das principais medidas que o investidor conservador deve tomar. As vantagens da prática são vastas, sendo que não existem pontos negativos. Então, comece a escolher os melhores ativos e componha sua carteira da maneira correta!

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