Tesouro direto x poupança: qual realmente vale a pena?

No mercado financeiro e entre todos aqueles que se interessam por investimentos, o duelo Tesouro Direto x poupança é um dos mais discutidos. Ambos são aplicações estabelecidas no mercado, mas pode ser difícil explicar exatamente porque uma das opções é superior à outra.

Pensando nisso, preparamos esse conteúdo. Após a leitura, você vai entender que, apesar da sua longevidade e tradição entre os brasileiros, a poupança não é, exatamente, a melhor escolha. Sem mais demora, apresentaremos os nossos argumentos. Confira!

Tesouro direto x poupança: qual é o melhor para você?

Vamos imaginar que o seu trabalho duro e disciplina renderam um bom dinheiro para iniciar o seu sonho de investir com segurança: cerca de R$ 10 mil. A sua intenção é fazer esse montante render mais. Ao pesquisar com amigos e curiosos sobre economia em geral, você chega à encruzilhada: Tesouro Direto ou poupança?

Ao contrário do palpite de alguns, a melhor maneira de aumentar essa quantia não é por meio da poupança. Isso porque o Tesouro Direto é tão seguro quanto e rende consideravelmente mais. Por isso, tem atraído diferentes perfis de investidores. Para ter certeza, basta checar os números recentes.

Com a Taxa Selic, que influencia os investimentos como um todo, fixada em 6%, a poupança rende apenas 4,2% ao ano. Desse modo, aqueles R$10 mil seriam transformados R$ 10.420. Já no Tesouro Direto, os títulos prefixados que vencem em 2022 estão oferecendo, hoje, juros de 5,97% ao ano, enquanto os que vencem em 2029 pagam 7,19% ao ano.

Assim, é possível obter até R$ 370 a mais por ano, levando em consideração os títulos que vencem em 2029. Mesmo com as possíveis taxas pagas às corretoras e a incidência de Imposto de Renda, esse investimento se prova mais favorável que a clássica aplicação na poupança.

O que é Tesouro Direto, afinal?

É um modelo desenvolvido pelo Tesouro Nacional e a B3 (Bolsa de Valores) para trabalhar com recursos exclusivamente de pessoas físicas. Funciona assim: o governo pega dinheiro emprestado da população para custear suas obrigações e a remunera diretamente por essa operação.

Esse empréstimo é realizado por meio da emissão e venda de títulos públicos. Esses ativos são de renda fixa e garantem ao investidor a remuneração da quantia aplicada, somada à taxa acordada por ambas as partes para gerar rentabilidade diária.

Hoje, existem diversas opções de títulos públicos para investir, com diferentes rentabilidades e prazos para operar.

Quais são as diferentes modalidades de rendimento?

Há várias opções de títulos públicos. Dessa forma, é possível agradar diferentes perfis de investidor. Vamos conhecer essas categorias.

Prefixados

Nesse modelo, é possível saber logo no momento da compra qual será o retorno exato até o vencimento desse investimento. Assim, independentemente das oscilações econômicas, esse título pagará a taxa acordada na hora da compra.

Os títulos prefixados são indicados para aqueles que acreditam que a taxa praticada na aplicação será maior que a Selic no momento da aquisição e durante as suas possíveis variações. É importante notar que o investidor que decida vender o seu título antes do vencimento exato recebe do Tesouro Nacional o valor de mercado.

Isso significa, basicamente, que esse título estará exposto às suas variações de preço, principalmente de acordo as alterações nas taxas de juros praticadas pelo mercado. É interessante notar que existe também a modalidade conhecida como Tesouro prefixado com justos semestrais.

Ao contrário do Tesouro prefixado, que paga apenas a taxa de rentabilidade preestabelecida, o modelo com juros semestrais também realiza o pagamento de juros a cada seis meses, além desse valor de rentabilidade.

Pós-fixados

Aqui, o investidor sabe exatamente se a sua rentabilidade será equivalente à taxa associada ao título. Ela pode ser a inflação (IPCA) ou a própria Selic. De qualquer modo, só será possível saber mais sobre os valores exatos no futuro.

Os pós-fixados não são tão afetados pelas poucas oscilações de preço e, por isso, são especialmente recomendados para quem tem um perfil mais conservador. Um exemplo dessa modalidade é o Tesouro Selic, que é regulado pela taxa básica de juros da economia de mesmo nome.

As principais características desse título são a sua liquidez diária e a baixa volatilidade. Por isso, é uma ótima opção para investidores cautelosos.

Mistos

Por fim, o título misto paga uma taxa determinada no momento da compra e outra pós-fixada, atrelada ao IGPM ou IPCA, por exemplo.

É indicado para quem deseja garantir ganhos reais, já que, além da inflação, sempre haverá um valor a mais para ser embolsado. São exemplos de títulos mistos o Tesouro IPCA+ e o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B)

Quais são as informações essenciais sobre riscos e liquidez?

Esses títulos são algumas das aplicações mais seguras do mercado, inteiramente garantidos pelo Tesouro Nacional. Podemos dizer, portanto, que esse tipo de investimento é soberano, já que é emitido diretamente pelo governo.

No Tesouro Selic, por exemplo, a liquidez é diária, o que significa que os investidores podem se desfazer de seus papéis quando quiserem. No entanto, há um risco envolvido: na venda antecipada, o Tesouro Nacional custeia o preço de mercado pelo título, quantia que pode estar acima do que foi investido ou até mesmo abaixo — o que gera prejuízo.

Já nas opções prefixadas, como é o caso das aplicações atreladas à inflação, podem ocorrer oscilações significativas no preço. De modo geral, esses valores sobem quando os juros caem e vice-versa.

Custos

Toda aplicação do Tesouro Direto paga uma taxa de custódia. No entanto, o valor é mínimo: 0,25% ao ano, diretamente cobrada pela B3 sobre o valor investido. As instituições financeiras também podem exigir uma quantia destinada à administração, então cabe ao investidor buscar a melhor aplicação.

Como em grande parte dos investimentos, há a incidência de Imposto de Renda (IR), levando a tabela regressiva em consideração. Para entender a cobrança, vale saber o seguinte: quanto maior o tempo de aplicação, menos você paga na hora do resgate.

Como começar a investir?

Para começar a investir nessa modalidade, é necessário abrir uma conta em uma instituição financeira credenciada pelo próprio Tesouro Nacional. Após esse passo, basta procurar pela opção correspondente à aplicação na plataforma virtual e escolher um título para iniciar sua operação.

É uma ótima medida conhecer melhor o seu perfil de investidor — e, para ajudar, é interessante consultar as categorias de remuneração das aplicações. Muitas plataformas virtuais oferecem um teste personalizado para que você conheça diversas características diferentes de quem opera com títulos e ações.

No entanto, o Tesouro Direto é um dos investimentos mais seguros e adequados tanto para iniciantes como para veteranos que buscam rentabilidade. Vale lembrar que o investimento mínimo nessa aplicação é de R$ 30. Além disso, esse valor precisa representar ao menos a quantidade de 1% de um título público.

O rendimento é diretamente proporcional ao quanto você aplica. Como podemos ver, na batalha Tesouro Direto x poupança, a primeira opção leva larga vantagem. Apesar da longevidade da segunda, a rentabilidade dos títulos públicos torna essa modalidade a melhor opção, independentemente do perfil do investidor.

Gostou do conteúdo e quer continuar se informando sobre investimentos? Então, aproveite a visita e leia agora mesmo o nosso post sobre a melhor maneira de aplicar com segurança o seu dinheiro na renda fixa!

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