Afinal de contas, o que são debêntures?

A época dos juros altos — e do rendimento polpudo e de baixo risco para o investidor — parece ter ficado para trás no Brasil, por, pelo menos, um bom tempo. No momento em que este texto está sendo escrito, em outubro de 2019, a taxa Selic está em apenas 5%. Assim, quem está em uma aplicação que rende o equivalente a ela vê seu dinheiro render menos de 0,5% ao mês.

Vale lembrar-se de que, em fevereiro de 2017, essa taxa estava em 12,25%, o que proporcionava um rendimento próximo de 1% ao mês nas mesmas aplicações. Assim, quem quer buscar retornos mais altos, atualmente, precisa diversificar e buscar outras opções no mercado. Em renda fixa, as debêntures podem ser uma alternativa interessante.

Neste post, vamos explicar exatamente o que são debêntures, como elas funcionam, quais são as possibilidades de rendimento que oferecem e como investir nelas. Confira!

O que são debêntures?

O nome pode soar um pouco estranho, mas vamos fazer uma comparação que tornará a questão muito mais simples. Muita gente conhece o Tesouro Direto, certo? É o programa do Tesouro Nacional que permite que investidores pessoa física comprem títulos públicos, que nada mais são do que títulos da dívida do governo.

Na prática, quem compra um título público está emprestando dinheiro para o governo. As debêntures são títulos de dívida privada, emitidos por uma empresa. Elas emitem debêntures para captar recursos e reforçar o caixa ou expandir a operação. Quem compra uma debênture está, portanto, emprestando dinheiro para uma empresa.

Da mesma forma que ocorre nos títulos públicos, as debêntures pagam aos investidores uma taxa de juros pelo tempo em que o dinheiro permanece investido. São, portanto, uma modalidade de aplicação do mercado de renda fixa, assim como os títulos públicos.

Como as debêntures funcionam?

Existem alguns tipos de debêntures. Vamos ver as principais.

Debêntures simples

Como o nome indica, são o tipo mais simples que existe. Você compra a debênture, sabe qual é o retorno que terá, aguarda até o vencimento do título e recebe o principal mais o rendimento, descontados impostos e taxas.

Debêntures conversíveis

Esse tipo de debênture tem uma especificidade: no vencimento do título (ou em outro prazo estabelecido), as debêntures podem ser convertidas em ações da companhia que as emitiu. Pode ser interessante se você acredita que aquela companhia tenha um futuro promissor.

Debêntures incentivadas

As debêntures incentivadas contam com um atrativo muito especial: seus rendimentos são isentos de Imposto de Renda. Nas demais debêntures, há incidência de IR sobre os rendimentos de acordo com a tabela regressiva dos investimentos de renda fixa, a mesma regra que existe para os títulos públicos. A alíquota mais alta é de 22,5% para quem deixa o dinheiro aplicado por até seis meses, e a mais baixa, de 15%, para prazos superiores a dois anos.

As debêntures incentivadas são emitidas por empresas do setor de infraestrutura, e a isenção do IR é justamente um benefício que o governo concede para incentivar (daí o nome) esse segmento, que é muito importante para o país.

Como é o rendimento das debêntures?

Aqui, mais uma vez vale a comparação com os títulos públicos do Tesouro Direto. Como dissemos, as debêntures são aplicações de renda fixa e podem ser:

  • prefixadas – quando o rendimento é conhecido no momento da aplicação;
  • pós-fixadas – quando o rendimento é atrelado ao desempenho de algum indicador, como o CDI;
  • híbridas – quando parte do rendimento é pós-fixada, muitas vezes atrelada ao IPCA, e a outra é prefixada.

Se as debêntures são tão parecidas com os títulos públicos, por que, então, investir nelas, e não no Tesouro Direto? Como as debêntures são títulos privados, elas apresentam um risco maior. A chance de uma empresa não honrar seus compromissos é maior do que a do governo não o fazer. É o chamado risco de crédito.

Por isso, para conseguir atrair os investidores, elas costumam oferecer rendimentos superiores aos das aplicações de risco mais baixo. Vale dizer que risco mais alto não significa alto risco. Em geral, as empresas que emitem debêntures são avaliadas pelas agências de classificação de risco, que dão uma nota à organização de acordo com a probabilidade de ela conseguir honrar seus compromissos.

Assim, empresas com notas boas apresentam baixo risco de não pagar os investidores e, por isso, também pagam juros menores a eles. A lógica é mais ou menos a mesma de quando uma pessoa física pede um empréstimo. Se ela nunca ficou inadimplente, tem uma boa renda, garantias e consegue empréstimo com taxas de juros mais baixas.

As debêntures são, portanto, uma boa opção para diversificar os investimentos dentro da renda fixa e buscar rendimentos superiores. É importante mencionar alguns cuidados a serem tomados: em geral, o dinheiro deve permanecer aplicado até o vencimento do título.

Por isso, o dinheiro que será aplicado em debêntures não deve ser o da sua reserva de emergência, uma vez que você não conseguirá resgatá-lo em caso de necessidade. Deve ser um recurso destinado à diversificação.

Como investir em debêntures?

Bancos e corretoras de valores oferecem o produto, sendo que, muitas vezes, as corretoras contam com um cardápio mais variado. Se você for investir por uma corretora, precisa abrir uma conta ali, transferir o dinheiro e comprar a debênture de sua escolha. Mas fique tranquilo porque hoje em dia esse processo é muito simples e rápido e pode ser feito de forma totalmente digital.

Seja qual for a sua decisão, observe sempre se existem taxas para investir e, se houver, certifique-se de que elas não sejam tão altas que corroam boa parte dos seus rendimentos.

Agora você já sabe o que são debêntures e pode começar a investir. Uma dica importante é sempre estar atento à qualidade da empresa emissora. Você não emprestaria dinheiro para alguém que você acha que não sabe cuidar bem das finanças, não é? O raciocínio é o mesmo aqui. Lembre-se sempre de que manter suas finanças sob controle permitirá que você tenha mais tranquilidade e realize seus sonhos.

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