Juros baixos para investir? Conheça os Clubes de Investimento para ter melhor rentabilidade

É muito comum encontrar pessoas que almejam serem mais arrojadas em seus investimentos e me fazem perguntas do tipo “em qual ação eu deveria investir?”, mas mesmo aqueles com bom patrimônio para investir enfrentam dificuldades de entrar em investimentos mais arriscados.

Diante de um novo cenário de taxa de juros mais baixas, os investidores “mal-acostumados” em dedicar reservas à Renda Fixa têm repensado suas estratégias. Mas como se aventurar na Renda Variável sem experiência? Por onde começar?

Primeiramente, a Renda Fixa “não morreu” por dois motivos:

1) Deve-se considerar a inflação, se a mesma estiver sob controle os juros reais podem estar sendo os mesmos de tempos de juros altos.

2) A Renda Fixa é a base da carteira de investimentos da maioria dos investidores e é importante que seja para preservar a paz financeira dos indivíduos.

Busque diversificar e não fazer trocas radicais, sendo assim…

Uma simples solução que sempre entrego é a de explorar mais as formas de investimentos coletivos. As modalidades de investimentos coletivos, além de serem regulamentadas e reconhecidas pela B3 e CVM, são aquelas opções de investimento onde o investidor consegue se unir a outros investidores na montagem de uma carteira de investimentos.

Ao se unir a outros investidores, além de haver um montante muito maior para fazer as aplicações, ele pode delegar a tarefa de realizar as aplicações a algum profissional. Ele não está sozinho na decisão de compra e venda de ativos.

Antes de mais nada, pare de pensar que contar com ajuda de outras pessoas na hora de investir seja algo ruim, isso é um “trauma” que trazemos de uma época (não muito distante) em que só conhecíamos investimentos através dos bancos e éramos (e ainda somos) atendidos por profissionais sem capacitação e com um único propósito: bater as metas do banco.

Retomando sobre investimentos coletivos, nesse artigo vou trazer uma modalidade muito atrativa e pouco conhecida para se investir: Os Clubes de Investimento.

 Primeiramente, preste atenção no que vou revelar aqui: Clubes de Investimento NÃO são Pirâmides! Infelizmente algumas pirâmides utilizam-se do termo “Clube” para convencer investidores de suas estruturas, mas fique ligado! Acompanhe aqui o que são e como funcionam os Clubes de investimento para não cair no papo de quem atua na informalidade.

Mas afinal, você sabe qual o objetivo de um clube de investimento? É justamente ser um meio de aprendizado ao pequeno investidor e canal de acesso ao mercado de capitais. Não é igual a um Fundo de Investimento, pois destina-se a um grupo mais restrito de investidores e os mesmos conseguem ser mais participativos nas aplicações.

Quais os primeiros passos para fazer parte de um Clube de Investimento?

  • Reúna no mínimo 3 e no máximo 50 investidores
  • Apure o quanto cada investidor estará disposto a contribuir para o Clube tomando o cuidado de que nenhum dos investidores poderá deter mais que 40% do total de quotas.
  • Para iniciar um Clube de Investimento você precisa ter um administrador (sociedade corretora ou sociedade distribuidora) e um gestor (que poderá ser o mesmo que o administrador ou um gestor contratado). Dica: Se você é o tipo de investidor que trabalha ao menos 8h por dia e está buscando investir de forma sofisticada sem que isso seja sua função profissional, busque uma assessoria para começar seu Clube de Investimento.

Para o funcionamento de um clube faz-se necessário a elaboração de um estatuto, lembrando que o Clube é constituído por ato do administrador e para funcionar depende de registro em entidade administradora de mercado organizado.

Neste estatuto deve haver as particularidades do Clube: prazo de duração do mesmo (pode ser determinado ou não), regras, valor da taxa de administração, valor da taxa de performance (se houver), políticas de divulgação das informações e convocação de assembleias, dentre outras especificações exigidas pelos órgãos supervisores no registro do Clube..

Quais são as regras na composição da carteira de um Clube de Investimento?

De forma bem resumida e simplista, 67% da carteira deve estar destinada de forma direta ou indireta à Renda Variável. O restante pode ser destinado a títulos públicos, Renda Fixa, entre outros.

Como funciona a tributação?

Os Clubes de Investimento respeitam as mesmas regras de tributação que um Fundo de Investimento em Ações. Sendo assim, a alíquota de Imposto de Renda é de 15% sobre a rentabilidade e deve ser apurada apenas no resgate. Não há incidência de IOF.

Mas afinal, quais são as vantagens de se investir através de um Clube de Investimento?

Além da vantagem de se montar uma carteira de investimentos com um patrimônio maior, nos Clubes os investidores podem investir na Renda Variável sendo mais participativos que em Fundos de Investimento, há uma flexibilidade maior para as aplicações e as taxas e custos são potencialmente menores.

Lá nos primeiros passos eu falei sobre a possibilidade de buscar uma assessoria para o clube. Pois é, nos últimos anos a assessoria de investimento no Brasil tem sido um serviço que expandiu de forma bastante expressiva.

Diante da concorrência, muitos escritórios têm buscado se diferenciar e tive a honra de ser convidada a conhecer um escritório que faz um atendimento especial aos Clubes de Investimento.

O escritório se chama Invista Mais, além de dar assessoria aos investimentos tradicionais, os assessores da Invista se mostraram prontos para dar toda a orientação aos investidores interessados em Clubes de Investimento. A Invista Mais conta com unidades em Porto Alegre e  Florianópolis, mas oferece assessoria em todo Brasil através de seus assessores que trabalham na modalidade “home office” por todo país.

Alguns defendem que os juros baixos no Brasil vieram para ficar. Como economista sei que isso é bastante positivo para a economia de nosso país, mas para aqueles acostumados com os juros alto em suas aplicações em Renda Fixa chegou a hora de sair da zona de conforto e explorar um pouquinho mais a Renda Variável. Sendo assim, os Clubes de Investimento podem ser a chave que abrirá as portas ao investidor brasileiro.