Os 4 tipos de riscos que você precisa saber antes de investir

No último artigo, trouxe à tona os 6 passos para começar um planejamento financeiro. Em uma das etapas, comentei sobre os objetivos do planejamento e o perfil de investidor, temas importantes a serem trabalhados antes de começar a investir.

Para além destes, tem outro ponto muito necessário: conhecer os principais tipos de riscos. Esse artigo pode mudar sua mentalidade diante das estratégias de investimentos – você que se considera muito conservador, pode se surpreender!

Algo que tem chamado muito minha atenção é ver pessoas extremamente esclarecidas, muitas vezes que trabalham em bancos ou empresas relacionadas à transações financeiras, com conhecimento muito raso ou quase nulo sobre investimentos. De um lado, aqueles que acreditam que tudo oferecido fora do banco é de alto risco e, do outro, os iludidos com o casos de sucesso dos novos traders que viraram YouTubers.

Uma coisa é fato: investimentos têm se tornado um assunto cada vez mais comum nas rodas de conversa e redes sociais. E, ao que tudo indica, é um caminho sem volta! O número de brasileiros investidores só tende a aumentar.

O que é uma plataforma online para investir?

Muitos ouvem falar sobre o assunto e, com pouco entendimento, já se direcionam a uma “plataforma online de investimentos” como se ganhar dinheiro na bolsa de valores fosse fácil. Assim como também existem aqueles que acham que essas “plataformas” são a bolsa de valores.

Explico: plataformas online dizem respeito às corretoras de valores. Toda vez que é feito um cadastro em uma plataforma online para investir, se trata de abrir uma conta em uma corretora de valores. Simples assim! E é seguro? Sim! É tão seguro – e pode ser até mais seguro – quanto abrir uma conta em um banco.

Na hora de abrir uma conta no banco ninguém fica com medo, sendo que esse é o grande campeão de cobrar taxas de seus clientes sem dar informações claras. Mas fique tranquilo! O mesmo órgão que supervisiona as corretoras, supervisiona os bancos. E tenha bem claro que o primeiro passo para começar a investir é abrir uma conta em uma corretora de valores, um processo 100% online e gratuito.

Tá! Mas quais são os riscos?

Sabendo de tudo isso, o que entra questão agora é o que é você precisa saber sobre os tipos de risco. Isso é necessário não apenas para saber onde investir, mas também para escolher a corretora de valores! Por isso, selecionei aqui os 4 principais tipos de risco para ficar atento na hora de investir:

1 – Risco de crédito

O risco de crédito é aquele em que o investidor enfrenta possíveis perdas pelo não pagamento, total ou parcial, por parte do devedor. Em resumo, é o risco de investir em uma instituição e ela não pagar o que deve aos investidores.

Por mais que a Renda Fixa seja o tipo de investimento mais indicado aos perfis mais conservadores, é na Renda Fixa que mora esse perigo. Se um banco emitir um CDB e depois quebrar, é bem provável que ele não honre com o pagamento aos investidores que investiram em seu CDB.

Para isso existe o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o qual foi criado para mitigar parte do risco de crédito. No exemplo anterior, o FGC pagaria até R$250.000,00 aos investidores pela inadimplência do branco quebrado.

Um aspecto muito interessante é que aplicações em ações não possuem risco de crédito! E esse é o principal tipo de risco que passa na cabeça do investidor quando se fala do mercado acionário.

2 – Risco de liquidez

Esse risco está presente na dificuldade em negociar um ativo pelo preço considerado “justo” e no momento desejado. Faz referência com a facilidade de se converter um ativo em dinheiro.

Esse é um grande risco que correm aqueles que compram imóveis esperando uma valorização para revendê-lo. Sendo assim, é um erro acreditar que investir em imóveis está livre de riscos, existem inúmeros casos de estoques altos de imóveis à venda pelos quais os proprietários não conseguem vender pelo valor que esperam receber por eles.

Esse é o motivo pelo qual pode ser mais interessante investir em imóveis através de Fundos Imobiliários: é uma possibilidade de aplicação diversificada, o valor da aplicação pode ser bem inferior à aquisição de um imóvel e ainda distribuem uma rentabilidade isenta de imposto de renda aos investidores todos os meses. Converse com seu assessor sobre esse tipo de aplicação!

3 – Risco de mercado

O risco de mercado corresponde ao potencial de oscilação dos valores de um ativo em um período de tempo. Essa oscilação é conhecida como volatilidade. A volatilidade ocorre principalmente devido aos efeitos de oferta e demanda em torno de um determinado ativo.

Por exemplo, uma ação a qual muitos investidores querem comprar costuma sofrer uma valorização no seu preço, mas quando muitos investidores resolvem vender uma determinada ação, a mesma acaba tendo seu preço puxado para baixo.

Ações, fundos de investimento em ações e fundos multimercado são típicos exemplos de investimento que sofrem esse tipo de risco. Contudo, lembre-se que riscos de mercado não fazem menção à inadimplência aos investidores, mas sim às oscilações do mercado.

Algo que precisa ficar claro é que quando se pretende realmente auferir lucros significativos com aplicações financeiras, é necessário se habituar com a volatilidade do mercado e saber ter resiliência na tomada de decisões.

Existem inúmeras estratégias de amenizar tipo de risco: ter informações estratégicas, elaborar uma carteira diversificada e contar com uma assessoria qualificada.

4 – Risco Operacional

Nessa modalidade de risco, o investidor está exposto à perdas financeiras decorrentes de falhas ou inadequação de pessoas, processos e sistemas. Esse é o tipo de risco que você precisa considerar ao escolher a corretora, plataforma de operação e o assessor de investimentos.

Tome muito cuidado ao acreditar que pode fazer tudo sozinho, contando apenas com as informações disponíveis na internet! Mesmo investindo em cursos pagos, na hora de investir, o suporte e assessoria são primordiais, digo isso porque no dia-a-dia é muito comum surgir novos clientes que perderam rios de dinheiro por falta de atendimento.

Lembre-se que a assessoria é um serviço pago pela corretora de valores, sendo assim em alguns casos o investidor tem acesso a um atendimento de qualidade sem nenhum custo adicional do que seria investir sozinho. Apenas em situações específicas onde o serviço é mais sofisticado em que pode haver cobrança pelo serviço (tudo isso negociado com o investidor, claro!).

Além disso, sabemos que as plataformas oferecidas pelas corretoras podem deixar a desejar na hora de operar, por isso como diferencial alguns escritórios de assessoria oferecem a plataforma de operação profissional de forma gratuita a seus clientes.

Há muito o que aprender quando o assunto é investir. Perca o medo e busque um assessor capacitado e de confiança! Lembre-se que quanto mais educado financeiramente você for e quanto maior o número de informações claras o assessor te oferecer, menores as chances de você ser enganado.

Com toda certeza a ajuda de profissionais e o acesso à plataformas profissionais na hora de investir são as melhores formas de se proteger dos 4 principais tipos de risco!