As queridinhas da Bolsa sem reforma da Previdência

O relatório apresentado pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) sobre a reforma da Previdência pode ser votado amanhã (25).

Com impacto fiscal revisto, especula-se agora uma economia de R$ 913,4 bilhões em dez anos.

Além disso, o deputado prevê ainda R$ 217 bilhões de receitas, no mesmo período, com o fim da transferência de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Desse modo, a economia total prevista é de R$ 1,13 trilhão, ficando pouco abaixo do R$ 1,236 projetado pelo governo.

No final de semana, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a “reforma” se tornou uma “palavra mágica” para investidores interessados em aplicar recursos no País com a aprovação da PEC.

Enquanto a Nova Previdência não é aprovada, o Estado levantou as empresas preferidas na Bolsa de Valores (Vale e Petrobras).

Boa governança corporativa e histórico de bons dividendos são alguns dos requisitos usados para o ranqueamento.

Para o analista de investimentos da Mirae Asset Wealth Management, Pedro Galdi, a Vale é uma das empresas destaque.

Embora tenha sido prejudicada pelo ocorrido em Brumadinho, a mineradora será impactada pelos preços praticados para o minério de ferro.

Quanto a Petrobras, a petroleira deve avançar com desinvestimentos, segundo ele, após a venda de subsidiárias, inclusive a BR Distribuidora.

Para o economista-chefe do banco digital Modalmais, Alvaro Bandeira, com o avanço da reforma travada, sofrem as varejistas com desemprego.

Quanto ao desempenho do Ibovespa, o Estadão sinalizou que a expectativa segue otimista para esta semana.

Dos 30 participantes do Termômetro Broadcast Bolsa, 70% esperam alta do índice, ante 67,74% no levantamento anterior.

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