BTG Pactual corta alvo de ADR da Petrobras por Brent mais baixo, produção menor; mantém compra

O BTG Pactual cortou o preço-alvo da ADR da ação preferencial da Petrobras, considerando um perspectiva de preço mais baixo para o petróleo Brent e expectativas mais conservadores para a produção, mas manteve a recomendação de compra, dado que ainda há “uma história de crescimento para contar” e que o papel ainda está barato comparado aos pares.

Em relatório distribuído ontem, a equipe de analistas do BTG Pactual, que se encontrou com gerentes da estatal na semana passada, afirma que a empresa reiterou que trabalha para cortar custos, aumentar eficiência e seguir no plano de desinvestimentos para focar no pré-sal. Um total de 26 termelétricas ainda podem ser parcialmente colocadas à venda, disseram os representantes da companhia, que afirmaram ainda que a estatal pode se desfazer de participações na BR Distribuidora e na Braskem se surgirem boas oportunidades.

Segundo os analistas, os principais pilares do caso de investimento continuam sendo os mesmos: ainda é necessária uma maior desalavancagem através de um plano de capex mais disciplinado e mais vendas de ativos; é preciso melhorar a alocação de capital; a companhia segue trabalhando para se tornar mais independente, com a venda de refinarias como forma de reduzir a ingerência política e voltar ao grau de investimento. “Percebemos a gestão da Petrobras totalmente alinhada com a agenda liberal do governo federal”, disseram.

 Porém, a principal preocupação dos analistas “é que o crescimento da produção de longo prazo da Petrobras poderia ser reduzido quando o novo plano de cinco anos for anunciado em dezembro”, avaliam os analistas em referência ao plano de investimentos. Por isso, o BTG Pactual cortou o preço-alvo do ADR da ação PN da Petrobras para US$17. Ontem, o ADR de Petrobras PN fechou em alta de 2,23% negociado a US$12,98.