Cenário político argentino influencia queda nos mercados globais e mais

A derrota do presidente Mauricio Macri nas eleições primárias provocou pânico no mercado financeiro do país, conforme antecipado no portal.

Além de respingar efeitos negativos no Brasil, o dólar disparou e levou o Banco Central Argentino a aumentar a taxa de juros em dez pontos porcentuais, para 74%.

A medida fez o dólar recuar, mas a moeda ainda encerrou com alta de 8,8%, valendo 52,1 pesos.

Os temores derivam da convicção de que a vitória da chapa opositora, de Alberto Fernández e Cristina Kirchner “põem em xeque a política econômica do governo Macri e o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI)”, avaliou a empresa de serviços financeiros, INTL FCStone.

O pânico é ainda sustentado pelo temor de que medidas intervencionistas, amplamente utilizadas anteriormente, no período dos ex-presidentes Nestor e Cristina Kirchner, sejam retomadas.

Isso significaria no controle de acesso ao dólar, bem como a concessão de subsídios em serviços como transporte e energia.

A turbulência deve continuar preocupando os emergentes, após Fernández negar default, mas criticar o modelo econômico atual.

Atrelado a isso, os investidores seguem atentos aos desafetos comerciais entre Estados Unidos e China, a incerteza política na Itália e os protestos contínuos em Hong Kong.

Por aqui, os receios com o global se juntam às preocupações em relação a retomada do crescimento da atividade econômica.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu paciência para com o governo de Jair Bolsonaro.

Ontem, indicadores publicados apontaram uma possível recessão técnica no segundo trimestre deste ano, o primeiro de mandato do atual presidente.

“Deixem um governo liberal ter uma chance, esperem quatro anos. Não trabalhem contra o Brasil”, pediu Guedes.

Ainda em destaque, a Câmara deve votar a MP da Liberdade Econômica a fim de desburocratizar o ambiente de negócios.

Destaque econômico: balanços internos; CPI nos EUA; taxa de desemprego na Europa e mais

Por aqui, o destaque econômico se reserva aos balanços corporativos do Banrisul, Bradespar, BTG Pactual e Equatorial antes do pregão.

Após o fechamento do mercado, investidores se preparam para os resultados da Centauro, Hapvida, Light, Qualicorp e outros. Fique ligado.

Na Europa, a taxa de desemprego do Reino Unido chegou a atingir a marca de 3,9% nos três meses até junho.

Quando comparado ao nível alcançado no trimestre anterior (3,8%, o crescimento se mostra singelo.

O resultado contrariou as expectativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam manutenção da taxa em 3,8%.

Na Alemanha, o índice de expectativas econômicas recuou de – 24,5 pontos em julho para – 44,1 em agosto, segundo pesquisa divulgada pelo instituto alemão ZEW.

Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam queda bem menos acentuada ao indicador, para apenas – 30 pontos.

Nos Estados Unidos, o destaque econômico é a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) na manhã de hoje.

Ademais, saem os dados de produção industrial, investimentos em ativos fixos e vendas do varejo chinês.

Nos quatro cantos

Os dias de marasmo ficaram para trás, o que não faltam são notícias, e mais do que isso, incertezas para serem monitoradas em todos os continentes. Além da guerra comercial entre EUA e China, pode-se incluir na conta, as tensões em Hong Kong (com manifestações pró-democracia, sob a política de “um país, dois sistemas”) e agora, a Argentina. O tombo de nossos vizinho ontem foi grande: queda de 37,9 por cento do índice Merval, peso nas mínimas, o que fez o banco central subir a taxa de juros a incríveis 74 por cento e a percepção de um crescente risco de calote da dívida externa. Para nós, são vários impactos, os hermanos são o nosso terceiro maior parceiro comercial e é mais um elemento negativo que contamina toda a América Latina – dificultando ainda mais o capital estrangeiro vir para cá.

Não para por aí. Na Europa, nem as ações dos bancos escaparam e também estão caindo. Enquanto nos EUA, a curva de juros inverteu novamente, inclinação negativa com o rendimento (yield) do título longo de 30 anos (T-bond) aproximando-se da mínima histórica. Quando isto ocorre, sugere uma crise logo a frente ou certa disfuncionalidade monetária.

Por aqui, nos firmamos na agenda reformista do governo. Hoje, a Câmara deve votar a medida provisória 881 da Lei da Liberdade Econômica, que visa estabelecer garantias para a atividade econômica de livre mercado e desburocratizar o ambiente de negócios. Além disso, os investidores locais ainda devem monitorar o leilão de terminais portuários que podem ser um bom indício de como seguirão as privatizações, além da temporada de resultados que tem o dia cheio de novos dados para serem digeridos.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos

Eletrobras reporta lucro de R$ 5,5 bilhões no 2T19, alta de 305%

A Eletrobras (ELET3; ELET6) reportou um lucro líquido de R$ 5,5 bilhões no 2T19, revelando uma impressionante alta de 305%.

Na comparação anual com o ano anterior, o resultado havia batido a marca dos R$ 1,3 bilhão, mostra um relatório.

De acordo com a companhia, esse montante é composto pelo lucro líquido das operações continuadas (R$ 301 milhões/R$ 5,2 bilhões).

Os saldos referem-se às operações descontinuadas de distribuição, oriundas da reversão do patrimônio líquido negativo da Amazonas Energia.

Além disso, a Eletrobras contabilizou um crescimento de 12% em sua receita operacional líquida, totalizando R$ 6,6 bilhões.

Destaca-se a agregação de receita da Eletrobras Amazonas GT (R$ 727 milhões) e da GAG Melhoria (R$ 250 milhões).

O Ebitda, por sua vez, recorrente cresceu 8%, passando de R$ 2,8 bilhões para R$ 3,1 bilhões.

Clique aqui e confira na íntegra o Informe aos Investidores da companhia. Sua teleconferência de resultados acontecerá nesta terça-feira (13).

Lucro da Estácio contrai 14,8% no 2T19, saldo é de 201,8 milhões

O lucro da Estádio (YDUQ3) contraiu 14,8% no segundo trimestre de 2019 ao somar R$ 201,8 milhões na base pro-forma.

De acordo com a empresa de educação, um dos principais responsáveis pelo respectivo desaquecimento são os efeitos fiscais não recorrentes.

Além disso, a concessão de maiores descontos após o Fies ter sido reduzido impactaram diretamente o resultado publicado.

Anteriormente, o lucro da Estádio foi afetado positivamente por reversão de IR e contribuição social referente ao benefício do POEB.

Sem esses efeitos, o lucro naquele período teria contabilizado R$ 179,9 milhões. Desse modo, o resultado do 2T19 saltaria 12%.

Em contrapartida, quando usado os ajustes contábeis pelo critério IFRS 16, o lucro no período somou R$ 194,8 milhões.

Seu Ebitda totalizou R$ 288 milhões, revelando um avanço de 1,6% em uma comparação anual. A margem atingiu 30,1%.

Com o IFRS 16, o Ebitda somou R$ 342 milhões, abaixo da previsão de analistas ouvidos pela Refinitiv (R$ 348,2).

Embora a holding controladora da companhia tenha passado a ser Ydugs a partir de julho, a marca Estácio foi preservada.

Assim sendo, a receita líquida do grupo atingiu R$ 957,2 milhões no segundo trimestre, indicando um recuo de 0,7%.

A queda foi atribuída ao cenário econômico adverso, à queda de alunos Fies e ao aumento de descontos, conforme publicação.

A base totalizou 576,4 mil alunos, 3,3% maior em 12 meses.

Para reagir à pressão nas receitas, a Estácio gastou 9% a menos em despesas gerais e administrativas (R$ 137,6 milhões).

Para conferir o Release de Resultados na íntegra, basta clicar aqui. Sua teleconferência de resultados acontecerá na manhã de hoje.

Lucro da Cosan soma R$ 418,3 mi e reverte prejuízo no 2T19

O lucro da Cosan (CSAN3) foi capaz de reverter e muito o prejuízo registrado no 2T18, de R$ 64,3 milhões.

De acordo com a empresa de infraestrutura e energia, o montante registrado neste segundo trimestre foi de R$ 418,3 milhões.

Já o lucro da Cosan antes de juros, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 1,18 bilhão, alta de 14,1%.

A moagem de cana da Raízen Energia ficará entre 61 milhões e 63 milhões de toneladas na temporada 2019/20.

Conforme publicação, a operação da joint venture da empresa com a Shell foi afetada pelas chuvas. Apesar disso, o resultado se mostra estável ante previsão anterior.

Sua produção de açúcar equivalente foi de 2,4 milhões de toneladas, indicando um recuo de 11% na comparação anual.

Segundo a empresa, seu foco é a maximização da produção do etanol (51% do mix da cana).

A Raízen energia teve Ebtida ajustado de R$ 402 milhões (-18% ante o mesmo período do ano passado), em função do menor volume próprio vendido de açúcar e bioenergia no período.

Ademais, a Raízen Combustíveis Brasil alcançou Ebitda ajustado de R$ 565 milhões, salto de +4,5% na comparação anual.

Clique aqui e confira na íntegra o Press Release da Cosan. Sua teleconferência de resultados acontecerá nesta terça-feira (13).

Resultado financeiro leva Rumo do prejuízo ao lucro no 2T19

A melhora do resultado financeiro da Rumo (RAIL3) tirou o resultado da empresa do vermelho e passou para o azul.

De acordo com a recente publicação, o lucro líquido do 2T19 foi de R$ 185 milhões, ante R$ 38 milhões.

O período foi marcado por altos e baixos operacionais, relatou a Rumo, mas salvo pela melhora do resultado financeiro.

A companhia, que tem o grupo Cosan (CSAN3) como principal acionista, anunciou também um resultado operacional de alta mais singela.

Segundo a Rumo, o salto foi de 1,9% (R$ 924 milhões) pelo critério do Ebitda. A margem, por sua vez, recuou 1 ponto percentual, para 53,5%.

Ademais, o volume transportado pela estrutura ferroviária foi de 14,4 bilhões de toneladas equivalentes (TKU), 7,1% maior.

Por um lado, o movimento foi beneficiado pela antecipação da safra de milho, diante de um cenário favorável “em função de uma safra recorde nacional, somada à expectativa de quebra da safra americana”, disse a Rumo em relatório.

Em contrapartida, o atraso nos embarques de soja causado pela queda no preço do produto no mercado internacional. “Com patamares de preços mais baixos para a soja, o produtor brasileiro optou por não exportar, aguardando pela recuperação do preço. Segundo projeções, o Brasil deve exportar 14 milhões de toneladas a menos do que em 2018”, afirmou a Rumo.

Assim sendo, o que realmente fez a diferença foi o resultado financeiro, negativo em 259 milhões, montante 48,2% inferior ao de igual etapa de 2018.

Outra redução revelada foi a dívida bancária da Rumo, refletindo pagamento menor de juros.

Para conferir o Release de Resultados na íntegra, basta clicar aqui. Sua teleconferência de resultados acontecerá na tarde de hoje.

Lucro do Magazine Luiza salta 174,7%; montante chega a R$ 386,6 mi no 2T19

O lucro líquido do Magazine Luiza (MGLU3) deu um salto expressivo (de 174,7%) no segundo trimestre deste ano.

De acordo com seu balanço operacional, o montante, sob efeito da norma IRFS, bateu a marca dos R$ 386,6 milhões.

No segundo trimestre do ano anterior, o lucro líquido reportado pela Magazine Luiza foi de R$ 140,7 milhões.

Embora o lucro do Magazine Luiza tenha crescido de forma tão expressiva, sua receita líquida também registrou um saldo positivo.

O salto foi de 16,6% (R$ 4,3 bilhões) ante os R$ 3,6 bilhões registrados no mesmo trimestre do ano passado.

Além disso, o Ebitda cresceu 26,5% e encerrou o primeiro semestre em R$ 775,3 milhões. Sua margem cresceu em 0,6 pontos percentuais e ficou em 9%.

Ademais, as vendas totais do Magalu totalizaram R$ 5,7 bilhões no trimestre e R$ 11,4 bilhões no semestre.

O montante inclui as compras realizadas pelo e-commerce.

“Nossa base de clientes ativos chegou a 22,3 milhões, um crescimento de 53%, sendo 128% no e-commerce, incluindo os clientes únicos da Netshoes, e 19% nas lojas físicas. Atingimos a marca de 12 milhões de usuários ativos mensais no Superapp do Magalu e nos aplicativos da Netshoes, Zattini e Época Cosméticos”, afirmou a empresa.

Clique aqui e confira na íntegra o Release do Magazine Luiza. Sua teleconferência de resultados acontecerá nesta terça-feira (13).