Cessão onerosa avança e pode liberar calendário da Previdência; IPO e outros destaques

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB), anunciou um acordo feito no Congresso em relação à partilha dos recursos da cessão onerosa.

As regras seriam estipuladas por um projeto de lei, e não mais por uma PEC, como estava tramitando.

Jornais apontam que os recursos arrecadados no megaleilão serão divididos em 15% para municípios por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Outros 15% serão atribuídos a Estados; ⅓ do montante por meio da distribuição da Lei Kandir e ⅔ pelo Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Assim sendo, o PL deve ser votado hoje (9) na Câmara e na próxima terça-feira (15) no Senado.

Além disso, o governo brasileiro pode reacender as tensões com a França por considerar o país responsável pelo bloqueio de sua entrada no comitê do clima da Organização Para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O movimento pode ser uma retaliação semanas após o desentendimento públicos entre os presidentes Jair Bolsonaro e Emmanuel Macron, culminado pelos incêndios na Amazônia.

Em comunicado, um porta-voz da OCDE disse que o Comitê de Política Ambiental “está examinando uma solicitação do Brasil para se tornar um participante do comitê e aderir a certos instrumentos da OCDE no campo do meio ambiente, e continuará a se envolver com o Brasil nisso nos próximos semanas e meses”.

Por falta de quórum, o Congresso adiou a votação de um projeto de lei que remaneja R$ 3 bilhões do Orçamento 2019, e também a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020, de acordo com o Estado.

Em paralelo, China e EUA se preparam para nova rodada de negociações a fim de chegar a um acordo comercial.

Segundo a Bloomberg, a potência asiática ainda está aberta a fechar um acordo comercial parcial com os Estados Unidos.

Renovando as esperanças

Como os bancos centrais irão tentar conter os efeitos de uma guerra comercial, de um possível fim de ciclo de mais de dez anos de crescimento mundial ou ainda de uma nova realidade de taxas de juros baixas e inflação mirrada, são sempre notícias aguardadas pelos investidores. Todos os estímulos monetários para que o crescimento continue (ainda que menor) são bem-vindos. Ontem, por exemplo, Jerome Powell disse que deve voltar a comprar títulos do governo dos Estados Unidos (Treasuries). Veja bem, o termo Quantative Easing (QE), para nós, o afrouxamento monetário, ainda não foi utilizado, o que deixa espaço para que este seja apenas um primeiro passo. E hoje pela tarde é divulgada a ata da última reunião do Fomc. Mas é difícil estimular a economia quando o próprio EUA está disposto a diminuir o fluxo de investimentos do país para a China. Ainda assim, o dia é de recuperação com esperança de que a nova rodada de conversas que inicia amanhã traga pequenos avanços na relação entre os dois países.

Por aqui, os parlamentares chegaram a um acordo sobre cessão onerosa, agora deve seguir para a votação na Câmara hoje e no Senado na próxima semana, o que abre espaço para o maior leilão de uma série de ofertas de petróleo que pode começar já amanhã. Além disso, Bolsonaro e o seu partido, PSL, não estão nos melhores dias. Por ora, com a agenda sendo cumprida, não deveremos sentir respingos da relação mais conflituosa, mas não deixa de ser mais um ponto a ser monitorado.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos

IPC da 1ª quadrissemana de outubro desacelera frente a setembro; IPCA e mais indicadores

O IPC da 1ª quadrissemana de outubro subiu 0,2%, desacelerando frente ao resultado de setembro, quando contabilizou 0,33%. O índice publicado nesta manhã pela Fipe mede a inflação em São Paulo.

Logo mais, o IBGE informa o resultado do IPCA, inflação oficial do governo, referente ao mês de setembro. Posteriormente, o Banco Central divulgará a posição de câmbio dos bancos.

Além de divulgar o IPC da 1ª quadrissemana do mês, a Fundação de Pesquisas Econômicas revelou ainda que o preço médio dos imóveis residenciais no Brasil contraiu 0,15% em setembro, após subir 0,06% em agosto.

Entre janeiro e setembro, no entanto, houve u crescimento de 0,17%. E nos últimos 12 meses, a alta atingiu 0,28%.

Nos Estados Unidos, saem os dados de estoques no atacado, assim como o relatório Jolts sobre o mercado de trabalho.

Ainda pela manhã, o DoE informa os dados de estoques de petróleo, gasolina, destilados, produção e utilização das refinarias.

São aguardados ainda a ata da última reunião do Fomc e a fala do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.

Gol prevê bom desempenho operacional e financeiro no 3T19 e estima EBITDA de 29% a 31%

A companhia aérea Gol (GOLL4) atualizou o investidor sobre algumas previsões de desempenho operacional e financeiro relacionados ao terceiro trimestre.

De acordo com a publicação, a companhia estima uma margem EBITDA de 29% a 31% no trimestre findo em setembro.

O saldo corresponde a um aumento frente ao trimestre findo em setembro do ano anterior, quando a Gol registrou 18,9%.

Ademais, sua receita unitária de passageiro (PRASK) esperada para o terceiro trimestre é maior em aproximadamente 20% na comparação anual.

No mesmo período, a receita unitária (RASK) deve crescer, aproximadamente, 19%.

A Gol também previu uma alta de cerca de 20% da receita unitária de passageiro (Prask) de julho a setembro, na comparação com igual etapa de 2018.

A companhia ainda estimou alta de 15% na linha de custos unitários ex-combustíveis no terceiro trimestre, no comparativo anual.

Além disso, a Gol projetou alavancagem financeira, medida pela relação dívida líquida/Ebitda, de 2,9 vezes no trimestre.

A alavancagem financeira da Gol, medida pelo indicador Dívida Líquida4 /EBITDA UDM, foi aproximadamente 2,9 vezes no trimestre.

Por fim, a companhia aérea amortizou R$182 milhões de dívida no período e a liquidez total no final do trimestre está estimada em R$4,0 bilhões, razoavelmente acima dos R$3,7 bilhões registrados anteriormente, no terceiro trimestre de 2018.

Conforme o calendário da Gol, o resultado do desempenho operacional e financeiro relativo ao 3T19 está previsto para ser divulgado no último dia desse mês (31).

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Santander Brasil projeta crescimento até 2022 em rentabilidade; carteira de crédito e outros

O banco Santander Brasil (SANB11) previu alcançar uma rentabilidade média sobre o patrimônio (ROE) de, aproximadamente, 21% até 2022.

De acordo com o fato relevante do banco, essa e outras projeções foram baseadas em premissas razoáveis da administração.

Elas, no entanto, estão sujeitas a incertezas significativas, muitas das quais não estão nem estarão sob o controle da Companhia

Além disso, o Santander Brasil previu que o crescimento médio de seus clientes ativos será maior que 7% até 2022.

Seu índice de eficiência ficará também mostrará um avanço até o ano projetado e pode ficar em torno dos 38%.

Mais cedo, no mesmo dia da divulgação do fato relevante, o presidente-executivo do banco, Sergio Rial, estimou durante reunião com investidores e analistas na sede do banco em São Paulo, um crescimento anual de 10% na carteira de crédito do banco no período.

Segundo ele, a carteira de crédito pessoa física deverá puxar o crescimento da carteira da instituição nos próximos anos.

A instituição financeira entra em período de silêncio na próxima terça-feira (15) e permanece até 29/10, véspera da divulgação do resultado referente ao 3T19.

O release será publicado antes da abertura do mercado, de acordo com o Santander Brasil.

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Privatização da Petrobras não está no radar, afirma Castello Branco

Não há planos para privatização da Petrobras (PETR3;PETR4), de acordo com o presidente da estatal brasileira, Roberto Castello Branco.

“Privatização da Petrobras não está na mesa, não existe nenhum plano”, disse o executivo em audiência na Comissão de Minas e Energia na Câmara dos Deputados.

“De vez em quando alguém fala, é sempre esse fantasma”, declarou ao comentar a venda de ativos da petroleira.

Na última semana, o secretário Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Salim Mattar, disse a jornalistas que outras estatais podem ser incluídas na lista das que podem ser vendidas.

A previsão, contudo, não inclui a privatização da Petrobras, nem da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil (BBAS3).

Em contrapartida, Mattar destacou que há um valor potencial a ser atingido no futuro com operações envolvendo essas empresas, desde que o Congresso, o presidente da República e a sociedade entendam dessa forma.

Não há, contudo, indícios de que essas privatizações ocorram neste mandato.

Vivara define IPO a R$ 24; estreia na B3 acontece amanhã

A Vivara (VIVA3) definiu o preço do seu IPO em R$ 24 na véspera, de acordo com o Valor Econômico.

Embora o valor definido tenha contrariado as projeções de que a precificação viria perto do topo, ficou ainda acima do centro da faixa que variava entre R$ 21,17 e R$ 25,40.

Conforme previsto, a oferta de ações da maior rede de joalherias do país levantou um total de R$ 2,1 bilhão.

Segundo o Valor Econômico, esse saldo foi alcançado com a oferta base (18,89 milhões de papéis de oferta primária e 51,96 milhões na oferta secundária), além da oferta adicional de 14,2 milhões de ações.

Assim sendo, R$ 480 milhões seguem para o caixa da Vivara, enquanto os controladores ficam com outros R$ 1,5 bi.

Parte da oferta liderada pelo Itaú BBA, saiu para os investidores de varejo com lock-up.

Isso quer dizer que eles permanecerão bloqueados de operar o papel pelos próximos 45 dias.

Em contrapartida, esses investidores ganharam prioridade na distribuição reservas entre R$ 3 mil e R$ 1 milhão.

Por outro lado, os investidores do segmento private, entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhão, ficarão com a negociação travada por 90 dias.

Os recursos do IPO que contou com a assistência do agente estabilizador, Bank of America Merrill Lynch, serão direcionados especialmente para a abertura de novas lojas físicas.

Essa rubrica terá cerca de 65% do resultado líquido, já sem as comissões, da oferta primária, destacou o Valor.

Aproximadamente 15% do montante vai para a expansão das unidades de produção, enquanto 12,5% deverá ser destinado ao lançamento de uma nova marca. O investimento em tecnologia e inovação ficará com os 7,5% restantes.

Também participaram da oferta XP Investimentos e o JP Morgan.