Com exterior positivo e Previdência dos Militares no foco, Ibovespa e dólar operam em queda

Depois de alcançar a marca histórica de 100 mil pontos na véspera, o Ibovespa vive um dia de alta volatilidade. O mercado segue acompanhando de perto o envio do projeto de reforma da Previdência dos militares ao Congresso, que, segundo o presidente Jair Bolsonaro, está programado para ocorrer na próxima quarta-feira. Com o exterior positivo, o índice geral chegou a avançar na abertura, mas perdeu força e virou para queda, refletindo o clima de cautela diante das decisões de política monetária dos Bancos Centrais americano e brasileiro.

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Ás 12h00 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira recuava 0,29%, aos 99.707 pontos, registrando um volume financeiro de R$3,235 bilhões. O dólar comercial desvalorizava 0,24%, sendo cotado a R$3,78, em um dia tranquilo para ativos emergentes no exterior. A divisa americana depreciava contra as principais moedas globais, com os investidores ajustando posições à espera do pronunciamento do Fed. No cenário interno, as expectativas são positivas em relação à tramitação da reforma da Previdência e sua possível aprovação.

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Os contratos de juros futuros operavam em queda em atenção ao encontro de Jair Bolsonaro com o presidente americano, Donald Trump, que acontecerá hoje após as 13h, na Casa Branca. As taxas de curto prazo destoavam do geral, registravam leve variação positiva devido à expectativa pelo anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom), que acontecerá na quarta-feira.

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O DI com vencimento para dezembro/2019 subia 0,24%, sendo vendido a 6,36% (6,35% no ajuste anterior), o DI para dezembro/2021 caía 0,40%, sendo comercializado a 7,52% (7,55% no ajuste anterior) e o DI para dezembro/2023 tinha redução de 0,60%, sendo negociado a 8,28% (8,33% no ajuste anterior).

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As ações de maior liquidez da B3 apresentavam desempenhos mistos, com certa igualdade entre os setores. O destaque positivo vai para as companhias do setor siderúrgico (CSN, Gerdau, Usiminas e Vale), que lideravam os ganhos na sessão.

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Vale – Em um comunicado ao público, a Vale informou que conseguiu uma decisão em sede de liminar autorizando o restabelecimento das atividades no Terminal da Ilha de Guaíba, localizada na cidade de Mangaratiba/RJ. Enquanto isso, a justiça de Minas Gerais proibiu a mineradora de prosseguir com o depósito de rejeitos em duas barragens localizadas em Itabira, a Dique Minervino e Dique Cordão Nova Vista. A juíza Dayane Rey da Silva, que atua na 1ª Vara Cível da comarca de Itabira, alegou na determinação que pelas informações, os peritos não estão aptos para confirmar a estabilidade das barragens mencionadas.

Embraer – O atual presidente da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, deixará o cargo dia 22 de abril, no encerramento do seu mandato. Segundo a companhia aérea, o CEO teria sido convidado para exercer o cargo de consultor sênior do Conselho de Administração, visando facilitar a integração do novo diretor presidente e assessorar os dirigentes até o fechamento do processo de joint venture com a Boeing. O nome do sucessor ao cargo de presidente será anunciado até a data final do mandato.

COMPANHIAS ESTATAIS
Petrobras (PETR3) +1,18% Vale (VALE3) +1,11%
Petrobras (PETR4) +0,14% Embraer (EMBR3) +0,05%
Eletrobras (ELET3) -0,16% Banco do Brasil (BBAS3) -0,98%
Eletrobras (ELET6) -0,97% Cemig (CMIG4) -0,74%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Itaú Unibanco (ITUB3) -0,53% Usiminas (USIM3) +2,56%
Santander (SANB11) -0,60% CSN (CSNA3) +2,39%
Bradesco (BBDC3) -1,40% Gerdau (GGBR4) +1,55%