Entrave de Bolsonaro e Lula; presidente da Bolívia renuncia; incertezas comerciais e outros

A semana começa repercutindo o desafeto entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o atual presidente, Jair Bolsonaro.

Paralelamente, a CCJ da Câmara dos Deputados pode começar a discutir hoje a PEC da prisão em segunda instância.

O Congresso vai ter uma semana mais curta em função do Brics e do feriado da Proclamação da República (15).

Esse encontro da cúpula (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) está previsto para ter início na quarta-feira (13).

No Twitter, Bolsonaro destacou as principais medidas do governo celebradas na primeira semana de novembro, entre elas: 13º do Bolsa Família, projeto Future-se, abertura do mercado da aviação, lei da liberdade econômica, ampliação das relações internacionais e mais destaques.

Lá fora, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, chamam a atenção.

Ambos darão pronunciamentos diante da uma incerteza renovada sobre as perspectivas de um acordo comercial preliminar entre EUA e China.

Os próximos dias serão de atualizações sobre a saúde da economia global, com vários países programando o anúncio do PIB.

Nos Estados Unidos, a expectativa gira em torno dos dados de inflação, de vendas no varejo e produção industrial.

Começa na China o maior dia de compras online da região, o Dia do Solteiro (11.11). Analistas monitoram sinais de consequências da guerra comercial.

Na Bolívia, o presidente Evo Morales renunciou ao cargo na véspera (10), após pressão das Forças Armadas e protestos intensos.

Morales, que governava o país desde janeiro de 2006, afirmou que “houve um golpe cívico, político e policial”.

Sua renúncia desencadeou a mesma prática daqueles que estavam em sua linha de sucessão direta, deixando o país sem líder e sem eleições marcadas.

Confira a seguir mais destaques que você, investidor, vai acompanhar durante a semana.

No exterior, a semana começa com mais do mesmo: monitorando a guerra comercial entre EUA e China. A China já sabe o que quer, que os dois lados devem remover, simultaneamente e proporcionalmente, as tarifas adicionais em vigor para alcançar a fase 1 de negociação. Agora os norte-americanos ainda não deixaram claro o que desejam nem como deverão conduzir as negociações daqui em diante. Mesmo porque, o silêncio de Trump não dá nenhuma dica do que poderá acontecer.

Por aqui, receberemos a visita do presidente chinês Xi Jinping para o encontro de cúpula dos Brics. Para nós, é a chance de estreitar os laços comerciais com o gigante asiático, em especial levando em consideração a potencial exportação brasileira de produtos agrícolas, parcerias entre empresas e até sinergias na área de tecnologia. Mas, é claro, tudo deve ser bem feito, o Brasil deve mostrar foco e quais são os seus objetivos com clareza, caso contrário corre o risco de não chegar a lugar nenhum.

Além disso, o investidor brasileiro ainda está digerindo quais serão os impactos da soltura do ex-presidente Lula. A polarização política tende a ser agravada e os discursos pelo país de Lula só começaram. Com a exacerbação dos polos o risco é de contaminação da agenda de reformas ficar atrasada e o governo perder o foco. Para o investidor estrangeiro foi um péssimo sinal de que a instabilidade política e jurídica na América Latina não deixou o país imune e a imagem passada é de o risco e insegurança em investir na região só aumenta.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos

IPC-Fipe ganha força e sobe 0,27% na 1ª quadrissemana de novembro e mais Indicadores:

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), também conhecido como medidor da inflação na cidade de São Paulo, cresceu 0,27% na primeira quadrissemana de novembro.

Com isso, o índice ganha força frente ao resultado do fechamento de outubro (+0,16%), segundo dados publicados nesta segunda-feira (11) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Ainda hoje sai o tradicional boletim Focus, do Banco Central, podendo trazer novas perspectivas para a economia brasileira.

Você vai acompanhar a última semana de balanços corporativos referente ao 3º trimestre deste ano, com destaque para: Cemig (CMIG4), Cosan (CSAN3), Eletrobras (ELET6), Embraer (EMBR3), JBS (JBSS3), Sabesp (SBSP3), Marfrig (MRFG3) e Braskem (BRKM5).

No exterior, os Estados Unidos promovem uma série de eventos relevantes para o mercado investidor.

Nos próximos dias, o mercado vai monitorar a fala do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sobre as perspectivas do banco central norte-americano sobre economia, inflação e política monetária.

Powell falará perante o Comitê Econômico Conjunto do Congresso em Washington e o Comitê de Orçamento da Câmara.

Entre os indicadores econômicos norte-americanos, destaque para os dados de inflação ao consumidor na próxima quarta-feira (13).

Dados de crescimento referentes ao terceiro trimestre também estão previstos no Reino Unido (11), Alemanha (14) e no Japão (14).

Na China, o índice de preços ao produtor, que também é conhecido como um indicador-chave da lucratividade corporativa, contraiu 1,6% no comparativo anual do mês de outubro.

Assim sendo, o indicador chegou a seu maior declínio desde julho de 2016, segundo dados da Agência Nacional de Estatísticas.

De acordo com a agência, essa queda registrada foi a mais acentuada em mais de três anos em outubro.

O setor industrial revela menos força diante da demanda em declínio e do impacto da guerra tarifária com os EUA.

BR Properties lucra R$ 25,5 milhões no 3T19 e pode levantar até R$1 bi em oferta de ações

BR Properties (BRPR3) reverteu prejuízo de R$ 37,1 milhões contabilizado no 3T18 e lucrou R$ 25,5 milhões no 3T19.

De acordo com o balanço divulgado, a companhia continua com saldo negativo no acumulado, apresentando prejuízo de R$ 85,2 milhões.

A receita líquida trimestral da administradora de imóveis comerciais contraiu 16%, de R$ 113,4 milhões para R$ 95,3 milhões.

No acumulado de janeiro a setembro, o volume foi de R$ 325,4 milhões para R$ 291,7 milhões.

O Ebitda ajustado, por sua vez, recuou 22% apenas terceiro trimestre, contabilizando R$ 69,9 milhões. Na média dos primeiros nove meses do ano, o saldo também contraiu (-15%) frente ao mesmo período do ano anterior e fechou com R$ 213,6 milhões.

Há também uma dívida líquida de R$ 2,1 bilhões e uma posição de caixa de R$ 597,9 milhões.

Ademais, a BR Properties anunciou a aprovação de oferta pública primária de ações e pode levantar até R$ 1 bilhão.

Segundo fato relevante da companhia, a oferta inicial será de 62,5 milhões de ações.

Esse volume, entretanto, poderá ser acrescido em até 35% (+21,875 milhões) até a conclusão do bookbuilding, em 21 de novembro.

Nesta mesma data deve ser divulgado o preço por ação.

Se considerarmos o preço de fechamento da ação na sexta-feira (R$ 11,80 por papel), data do fato relevante, a oferta poderá chegar a um montante de R$ 737,5 milhões, alcançando, aproximadamente, R$ 995,625 milhões com as ações adicionais.

Conforme publicado, esse levantamento de recursos pela BR Properties terá como fim a aquisição de novos empreendimentos.

Além disso, outros investimentos nas propriedades atuais, assim como o pagamento de empréstimos estão previstos pela companhia.

Para operar, a empresa contará com: banco Itaú BBA (coordenador líder), Bank of America, Santander (SANB11) e BTG Pactual (BPAC11).

Resultados corporativos: confira a agenda referente a última semana do 3T19

Após uma sequência de resultados corporativos impressionantes, esta segunda-feira (11) marca o início do fim da temporada do 3T19.

Confira a programação:

  • Segunda (11/11)

Banrisul (BRSR6)

BR Distribuidora (BRDT3)

Cosan (CSAN3)

Enauta (ENAT3)

Eletrobras (ELET3)

Itaúsa (ITSA4)

Mafrig (MRFG3)

Banco Pine (PINE4)

São Martinho (SMTO3)

Technos (TECN3)

Yduqs (YDUQ3)

  • Terça (12/11)

Embraer (EMBR3)

Cosan Logística (RLOG3)

Aliar (AALR3)

Atompar (ATOM3)

Minerva (BEEF3)

CPFL Energia (CPFE3)

Copel (CPLE6)

Equatorial (EQTL3)

Fras-le (FRAS3)

Helbor (HBOR3)

Le Lis Blanc (LLIS3)

Profarma (PFRM3)

Santos BR (STBP3)

Trisul (TRIS3)

  • Quarta (13/11)

LPS Brasil (LPSB3)

Kroton Educacional (COGN3)

Aliansce (ALSO3)

Alupar (ALUP11)

Anima (ANIM3)

BR Pharma (BPHA3)

Bradespar (BRAP4)

Br Malls (BRML3)

Ez Tec (EZTC3)

Ferbasa (FESA4)

Taurus (FJTA4)

Hapvida (HAPV3)

Light (LIGT3)

Mills (MILS3)

Natura (NATU3)

Positivo Tecnologia (POSI3)

Qualicorp (QUAL3)

Randon (RAPT4)

Renova (RNEW11)

Rossi (RSID3)

Saraiva (SLED4)

Springer (SPRI3)

Sinqia (SQIA3)

Taesa (TAEE11)

Unipar (UNIP3)

Viver (VIVR3)

Via Varejo (VVAR3)

Vivara (VIVA3)

Centauro (CNTO3)

  • Quinta (14/11)

Banco Amazônia (BAZA3)

Banco Mercantil do Brasil (BMEB3)

Bombril (BOBR4)

Schulz (SHUL4)

Whirlpool (WHRL4)

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