EUA anunciam retomada de tarifas ao Brasil e Bolsonaro reage; confira os destaques do dia

Ontem, os Estados Unidos propuseram tarifas de até 100% contra US$ 2,4 bilhões em importações francesas, alegando que as taxas são uma resposta a um novo imposto sobre serviços digitais criado pela França.

Além disso, o Escritório do Representante Comercial do país anunciou que começará a avaliar uma elevação de tarifas a produções da União Europeia.

Nesse sentido, as aplicações devem corresponder às últimas apelações do bloco no caso dos subsídios à fabricante de aviões Airbus, que foram rejeitadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Donald Trump, presidente dos EUA, também sinalizou a retomada de tarifas ao aço e ao alumínio ao Brasil e Argentina.

Para justificar à medida que tem efeito imediato, ele acusou os dois países sul-americanos de desvalorizarem propositalmente suas moedas.

Em entrevista exclusiva à Record TV, o presidente Jair Bolsonaro revelou que o governo brasileiro está negociando os Estados Unidos.

Confiante em uma negociação nos próximos dias, para Bolsonaro, o posicionamento de Trump faz parte de uma “estratégia pública”.

Ao ser questionado sobre uma possível permanência da decisão, Bolsonaro disse que “caso não tenha sucesso, me enganei sobre Trump”.

O porta-voz do Palácio do Planalto, Otávio Rêgo Barros, afirmou que o governo ainda não foi notificado formalmente de nenhuma mudança específica nas atuais regras tarifárias para a importação de aço e alumínio vendidos pelo Brasil.

Trump ainda rejeitou um convite para participar da audiência de impeachment marcada para amanhã (4) no Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes, de acordo com a Casa Branca.

Os mercados futuros de Nova York operam de forma negativa nesta manhã, após Trump sinalizar que um acordo comercial com a China pode ser adiado para após as eleições do próximo ano, embora a potência asiática queira selar um acordo agora.

Confira a seguir mais destaques que vão guiar você, investidor, nas operações do dia.

A tensão voltou a predominar nos mercados, tendo como protagonista, Trump. Após a fala de que irá impor sobretaxas ao aço e alumínio argentinos e brasileiros (nem fez cócegas ao bom humor local), chegou a vez da França. Paris resolveu taxar produtos tecnológicos e agora os EUA estudam impostos sobre 2,4 bilhões de dólares em produtos franceses. Ademais, Trump afirmou que é melhor aguardar as eleições americanas antes de fazer um acordo com os chineses. Enquanto os próprios chineses já desejam algum tipo de acordo por agora, mas que também estão avaliando uma forma de sanção ao apoio que o país fez a Hong Kong. Parece que Trump voltou com tudo e está disposto a começar uma nova onda de taxas e retaliações.

Por aqui, o Banco Central prontamente respondeu às ameaças de Trump (aço e alumínio) afirmando que o câmbio é flutuante e ninguém está deixando o Real mais fraco em comparação ao dólar. Além disso, às 9h o nosso PIB do terceiro trimestre será divulgado e a expectativa de que um número surpreendente seja divulgado é alta, que conta com a construção civil, produção nacional, investimentos fixos e consumo interno.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos

PIB do 3T19 deve crescer 0,4%; balança comercial de novembro desaponta e mais indicadores

Hoje, o PIB do 3T19 é o principal indicador. Especialistas consultados pela Bloomberg estimam alta de 0,4% na base trimestral.

Ontem, o governo federal divulgou uma correção para cima no registro das exportações de setembro a novembro.

Em função de uma falha humana, houve uma subnotificação de US$ 6,488 bilhões, que contribuiu, de forma negativa, para o resultado da balança comercial brasileira divulgado originalmente.

Assim, as exportações aumentaram em US$ 1,368 bilhão (setembro) e US$ 1,345 bilhão (outubro), conforme divulgou o Ministério da Economia.

Com a correção, a balança comercial brasileira contabilizou um superávit de US$ 3,428 bilhões para o mês de novembro.

Mesmo assim, esse foi o pior desempenho para o mês desde 2015 (quando a balança comercial contabilizou US$ 1,177 bilhão).

Entre janeiro e novembro de 2019, o superávit chegou a US$ 41,079 bilhões, o que representa uma contração de 21,1% frente aos onze primeiros meses correntes de 2018.

Assim também, foi o desempenho mais fraco para o período desde 2015 (+US$ 13,3 bilhões).

No exterior, os investidores devem monitorar os desdobramentos da possível retomada da cobrança de sobretaxas sobre aço e alumínio, enquanto o Chile repercute a queda de 5,4% no índice mensal de atividade econômica (Imacec) de outubro, impactado pelos protestos na região que tiveram início em 18 de outubro. Na comparação anual, a contração foi de 3,4%.

Gol bate recorde histórico de vendas na Black Friday

A Gol (GOLL4) bateu recorde de vendas na Black Friday deste 2019, segundo informou a companhia aérea na véspera (2).

As vendas superaram os R$ 120 milhões em mais de 450 mil bilhetes na última sexta-feira (29), data do evento.

Com isso, houve também um aumento de 38% em relação a Black Friday do ano anterior, o que, conforme publicado, representa um incremento de 51% em termos de transações em bilhetes ano a ano. Em contrapartida, a tarifa média ficou abaixo de R$ 265 e mais de 165 mil passagens foram vendidos com valores inferiores a R$ 150.

Do montante comercializado em 29 de novembro, os destinos mais procurados são: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Salvador.

As vendas de Black Friday saltaram 38% no primeiro dia da campanha, o que representa um incremento de 51% em termos de transações em bilhetes ano a ano e contribuíram para o recorde histórico da Gol.

A tarifa média ficou abaixo de R$ 265; mais de 165.000 bilhetes foram vendidos com valores inferiores a R$ 150.

Outro dado destacado pela companhia é o acréscimo de 35% frente a 2018 sobre os visitantes únicos aos canais digitais.

Foram, aproximadamente, 4 milhões de visitantes e 28% das vendas foram efetuadas por meio do aplicativo da Gol para Smartphones.

Para o Vice-Presidente Comercial e Marketing da Gol, Eduardo Bernardes, os resultados demonstram que o propósito da Gol, de ser a primeira para todos, está consolidado.

Segundo ele, o objetivo da companhia aérea é também “oferecer a melhor experiência para o Cliente em termos de produtos e serviços”, atrelado ao mais baixo custo do mercado.

A ação, inclusive, se estendeu até a manhã de ontem e mais de 3 milhões de assentos foram disponibilizados.

Em programa de desinvestimento, BNDES venderá R$ 38,8 bi em ações em 2020

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) definiu um cronograma de ações vinculado ao seu programa de desinvestimento.

Segundo apurou o Valor Econômico, o plano engloba as próximas quatro ofertas de ações que serão disponibilizadas no próximo ano: a segunda tranche de ações da JBS (R$ 8 bilhões), assim como uma participação relevante em Petrobras (R$ 18 bilhões); ambas devem ocorrer no 1S20, com distribuição pública pelo processo mais rápido de aprovação previsto pela CVM.

No caso da petrolífera, a posição total da BNDESPar na estatal chega a, em média, R$ 52 bilhões.

A operação possibilita liquidar parte das ações das duas classes (ON e PN), mas também ADRs.

Em contrapartida, seguindo o cronograma, o banco encerra o ano sem ações da JBS na carteira.

Ademais, a venda das ações da Copel (R$ 4 bilhões) e as da Tupy (R$ 800 milhões) também fazem parte do programa de desinvestimentos BNDES; no primeiro caso, as vendas também estão previstas para o primeiro semestre do próximo ano, em uma oferta restrita, deixando apenas as ações da fundição Tupy (em uma oferta restrita) para o segundo semestre do ano.

Na estimativa do Valor que, considera os valores atuais, representam vendas de R$ 30,8 bilhões.

Assim também, a primeira tranche de oferta de JBS, inicialmente prevista para dezembro, pode ser postergada para janeiro.

Se confirmado, o montante de ações a serem vendidas por sua subsidiária BNDESPar em 2020 deve contabilizar R$ 38,8 bilhões.

Hoje, o BNDES procura reduzir sua carteira de investimentos e participações, chegando o mais perto de zero em três anos.