Fed e BC mantém taxa básica de juros; Brexit pode ser adiado; reforma dos militares e mais

A sessão desta quinta-feira (21) foi positiva para os principais índices acionários asiáticos, que fecharam em sua maioria em alta.

O bom resultado foi uma resposta à manutenção dos juros básicos na faixa de 2,25% a 2,50%, divulgado ontem pelo Federal Reserve.

Mesmo em meio aos indícios de desaceleração da economia global, o banco central dos Estados Unidos reforçou a sinalização de que não haverá elevação de juros até o fim de 2019.

Manual do Imposto de Renda para Investidores

A afirmativa foi recebida com muito ânimo por investidores, uma vez que o Fed havia previsto dois aumentos de juros em 2019, há apenas três meses.

Outro fator impactante no humor acionário é a negociação entre Estados Unidos e China que buscam uma solução para o conflito comercial que vem acometendo as duas potências.

Ontem, Donald Trump declarou que as tarifas impostas aos produtos chineses podem continuam em vigor por um “período de tempo substancial”.

O presidente norte-americano também destacou, no entanto, que Washington e Pequim estão caminhando no sentido de fechar “um bom acordo”.

Após o fechamento dos mercados asiáticos, o Ministério de Comércio chinês comunicou que o Representante do Comércio dos Estados Unidos, Robert Lighthizer e o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, estão de viagem marcada para Pequim (28 e 29 de março).

As bolsas norte-americanas e europeias apontam para uma manhã de baixas variações, operando sem direção única enquanto digerem o posicionamento do Fed quanto ao anúncio “dovish” e a expectativa de resolução do conflito entre Washington e Pequim e uma nova sessão de conflitos quanto ao Brexit.

Reforma da Previdência: O Futuro Dos Investimentos No Congresso Nacional

Há apenas oito dias para a data original que marca a saída britânica do Reino Unido, intitulado Brexit, ainda não há uma resposta definitiva.

Em pronunciamento ao Parlamento alemão (Bundestag), a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou sobre a cúpula do Conselho Europeu, que começa hoje em Bruxelas, que buscará um acordo com o Reino Unido até o último instante, mas que também está preparada para um Brexit desordenado.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, por sua vez, enviou carta ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, pedindo por um adiamento do Brexit, marcado para o próximo dia 29.

Relatório Especial: Fundos Imobiliários

Após uma sequência de baixas, a bolsa australiana fechou em alta marginal, favorecida por ações de petrolíferas, de acordo com a Dow Jones Newswires.

Saiba quais são os principais compromissos econômicos globais para esta quinta-feira

Após uma quarta-feira aguardada e movimentada, esta quinta-feira (21) promete ser um dia mais tranquilo em termos de indicadores.

Na manhã de hoje, dados quanto aos pedidos de auxílio desemprego e índices antecedentes serão divulgados nos Estados Unidos. Na parte da tarde, os dados de confiança do consumidor.

Por aqui o dia será de agenda esvaziada, enquanto o Bank of England publicará sua decisão quanto a política monetária agora pela manhã.

Assim como nos Estados Unidos e aqui no Brasil, a expectativa é que o BoE mantenha seu juro básico no nível atual, de 0,75%.

Outono chegou e esfriou

Junto com a chegada do outono, chegou uma frente fria nos negócios. O Fed sinalizou ontem o corte de dois para nenhum aperto monetário este ano. Ou seja, será que o crescimento econômicos norte-americano está ainda mais fraco do que estamos esperando?

Por aqui, a decisão do Copom de manter a Selic já era esperada, mas havia uma esperança de algum indício de um novo corte na taxa já que a atividade econômica ainda patina para sair do lugar. Porém, ainda não foi dessa vez e o comunicado foi mais neutro do que brando e novidades só serão vistas após ajuda do lado fiscal.

Além disso, a decepção de ontem ficou por conta da proposta para os militares. Como foi muito fraca, o entendimento foi de que passar a reforma atual está mais difícil do que parece. A ver.

Glenda Ferreira – Economista e bacharel em Relações Internacionais pela Facamp, tem experiência em planejamento financeiro. Atualmente é Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos.

Banco Central mantém pela 8º vez consecutiva taxa básica de juros em 6,5%

No primeiro Comitê de Política Monetária (Copom) sob o comando de Roberto Campos Neto, o Banco Central optou por manter a Selic em 6,50% ao ano, conforme já era amplamente aguardado por economistas do mercado financeiro.

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O comunicado divulgado pelo BC destaca que a taxa foi mantida em virtude dos indicadores recentes da atividade econômica brasileira e repetiu trechos do texto divulgado após a reunião anterior quando afirmou que “os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”.

Reforma para militares é alvo de críticas e outras notícias em destaque nesta quinta-feira

Em artigo publicado ontem, Jair Bolsonaro reafirmou que o carro-chefe de seu governo é a reforma da Previdência. No documento, o presidente da República prometeu colocar todo o esforço para a aprovação da matéria junto ao Congresso.

A última quarta-feira (20), no entanto, foi um dia conturbado após a entrega da reforma previdenciária para militares.

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados evitou comentar o projeto, mas criticou ministros e voltou a cobrar articulações por parte da equipe do presidente.

Posteriormente e em um tom mais ameno, Maia disse que o governo ainda peca na articulação, mas caminha para a solução do problema.

Entregue dentro do prazo, o documento provocou uma cadeia de reações negativas no mercado, uma vez que o projeto levantou algumas críticas sobre a necessidade de equidade de tratamento entre civis e militares.

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Além disso, a reforma para militares pode ser um risco para a reforma da Previdência no geral, uma vez que outras categorias podem vir a pleitear condições diferenciadas na Nova Reforma, como destacou o deputado Waldir, líder do PSL.

Em meio as incertezas quanto a reforma, o Tesouro Nacional busca reforçar seus cofres e despertar novos ânimos nos investidores.

Para isso, o governo vai dedicar mais atenção e esforços para os planos de privatização da Eletrobrás, adiantando em um ano a sinalização de que o processo ficaria para o 2020.

De acordo com o Valor Econômico, os Ministérios de Economia e de Minas e Energia querem viabilizar uma solução ainda em 2019, com previsão de uma definição quanto ao modelo até junho. A expectativa é que a medida arrecade uma média de R$ 12,2 bilhões.

Cade amplia prazo para venda de ações da Usiminas; executivo da Embraer comandará associação com Boeing e mais destaques corporativos

A CSN teve seu pedido de postergação do prazo para venda de suas respectivas ações da concorrente Usiminas aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, apurou o Valor PRO em tempo real na tarde da última quarta-feira (20).

De acordo com fonte proveniente da administração da Petrobras, a parceria entre a estatal brasileira e a chinesa CNPC está sendo reavaliada. O projeto engloba uma construção da refinaria do Comperj, em Itaboraí (RJ), mas segundo apurações do Valor, o pré-acordo não está em conformidade com os planos de Roberto Castello Branco, que adota uma medida mais agressiva de redução da participação da petroleira no refino.

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Uma possível venda da Braskem à companhia holandesa, LyondellBasell segue indefinida quanto as condições comerciais. Fruto de dúvidas no mercado, a probabilidade de transação não tem encontrado convergência sobre a avaliação da petroquímica brasileira e forma de pagamento.

John Rodgerson, o presidente da Azul falou sobre a negociação em curso com a Avianca Brasil. Embora tenha afirmado que a aquisição da nova empresa está em fase de evolução, destacou a necessidade de a venda ser concluída em até 60 dias para se configurar em uma transação de sucesso. “Os bons negócios têm que ser rápidos. A empresa precisa de uma solução rápida. Os credores, os funcionários precisam de solução rápida. Se o negócio se arrastar por mais tempo não vai ter negócio”, afirmou Rodgerson.

Um executivo da Embraer comandará a joint venture entre a fabricante de aeronaves e Boeing, formada a partir da venda de 80% da divisão de aviação comercial da mesma. A nomeação efetiva do americano John Slattery, vice-presidente executivo e presidente da área de aviação comercial da Embraer, ainda precisará ser ratificada pelo conselho de administração.