Futuros de petróleo fecham em queda com conflito EUA-China no radar

Os contratos futuros de petróleo encerraram em queda nesta terça-feira (08), reagindo ao agravamento da disputa comercial entre Estados Unidos e China, faltando dois dias para as negociações presenciais.

O governo americano colocou oito empresas chinesas do ramo de tecnologia na lista negra por estarem ligadas a violações de direitos humanos de minorias étnicas e religiosas da província de Xinjiang.

Além disso, Washington restringiu o visto de autoridades chinesas e integrantes do partido comunista, alegando que tais lideranças seriam responsáveis pelas agressões aos grupos minoritários Uigur, Kazakh e outros.

Em resposta, Pequim acusou os EUA de tentar interferir nos assuntos domésticos de seu território e sinalizou que poderá retaliar a medida.

Os investidores ficaram preocupados diante da troca de farpas entre os dois países e optaram por uma postura mais cautelosa, o que prejudicou o desempenho dos contratos.

O cenário de desaceleração latente das economias e a piora das questões comerciais entre os maiores mercados consumidores de petróleo, fizeram as projeções de demanda recuaram novamente.

Segundo relatório divulgado pela Agência Internacional de Energia (AIE) ligada à OCDE, a previsão de consumo global da commodity para 2020 caiu para 102,1 milhões de barris por dia.

“No passado, nós falamos sobre os perigos das disputas comerciais. Agora nós vemos que elas já estão cobrando um preço” – afirmou Kristalina Georgieva, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional.

Como resultado, o petróleo vendido no West Texas Intermediate (WTI) para entrega em novembro recuou 0,22%, sendo negociado a US$52,63 o barril.

Já o petróleo Brent para dezembro, comercializado na ICE de Londres, fechou em queda 0,18%, na cotação de US$58,24 o barril.