Futuros de petróleo fecham mistos com guerra comercial e reunião da Opep

Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta terça-feira (03) apresentando um desempenho misto, em reação à ofensiva tarifária ampla determinada pelos Estados Unidos a diversos países.

O petróleo vendido em Nova Iorque no West Texas Intermediate (WTI), com entrega para janeiro, subiu 0,24%, sendo negociado a US$56,10 o barril.

Já o petróleo Brent para fevereiro, comercializado na ICE de Londres, recuou 0,16%, fechando na cotação de US$60,82 o barril.

Ontem, Donald Trump anunciou que retomará a imposição de tarifas adicionais sobre o aço e o alumínio importados do Brasil e da Argentina, devido à desvalorização cambial promovida por ambos os países.

Na manhã de hoje, Trump informou que irá sobretaxar em 100% cerca de US$2,4 bilhões em produtos franceses importados, como retaliação às condições desleais que a União Europeia impõe às empresas norte-americanas.

Mais tarde, ele declarou que não há um prazo para Washington fechar um acordo comercial com a China, sinalizando que prefere voltar a discutir o tema somente após as eleições de 2020.

Com isso, a partir do dia 15 de dezembro, iniciará uma nova rodada de aumento nas tarifas sobre US$300 bilhões em produtos chineses importados.

Reconhecendo a gravidade da situação, os investidores adotaram uma postura de cautela, buscando ativos mais seguros e líquidos, o que contribuiu para a queda das cotações.

Em contrapartida, o movimento negativo foi limitado pelas perspectivas otimistas com a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que acontecerá nos dias 5 e 6 de dezembro

O mercado espera que neste evento, os países da Opep consigam chegar a um consenso sobre a quantidade que será reduzida na produção, de forma a assegurar que os preços do barril se mantenham na faixa dos US$60.

Além disso, há uma preocupação crescente em equilibrar os níveis de oferta e demanda de óleo bruto para o próximo ano, sobretudo, diante dos conflitos comerciais entre as maiores economias do mundo.