Guaidó se encontrará com Bolsonaro, Trump e Kim Jong-um não entram em acordo e mais

O humor favorável do mercado asiático parece ter virado após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump antecipar o encerramento do encontro com Kim Jong-um de forma abrupta.

Os índices acionários asiáticos fecharam a sessão desta quinta-feira (28) em baixa quase generalizada.

A queda mais expressiva foi sentida na própria Coreia do Sul, após o anúncio da Casa Branca de que a reunião foi encerrada sem um acordo – e sem previsão de um terceiro encontro entre os dois líderes.

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Trump disse a jornalistas que as conversas foram produtivas, mas não foi possível chegar a um entendimento quanto as sanções de Washington impostas ao regime norte-coreano.

“Às vezes você tem que ir para frente, e este foi apenas um desses momentos”, disse ele.

Somado a isso, o Representante do Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, deu a entender que a resolução comercial entre Estados Unidos e China ainda é incerta, uma vez que o pacto deveria ir além da compra adicional de produtos americanos por parte dos chineses.

Os últimos eventos devem ser absorvidos pelas bolsas norte-americanas, que apontam para uma abertura em queda. Na Oceania, a bolsa australiana não cedeu ao tom negativo do continente asiático, de acordo com a Dow Jones Newswires. O S&P/ASX 200 subiu 0,30% em Sydney, a 6.169,00 pontos.

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Em commodities, os preços do petróleo seguem recuando após o recorde de produção registrado nos Estados Unidos, bem como o enfraquecimento industrial na China.

Saiba quais são os principais compromissos econômicos globais nesta quinta-feira

Agora pela manhã, será conhecido o PIB do último trimestre de 2018 dos Estados Unidos. No Brasil o dia também está reservado para a divulgação do índice pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

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Mais tarde, Jerome Powell, o presidente do Federal Reserve volta a falar. O mercado investidor segue atento aos pronunciamentos de Powell, buscando indícios do andamento econômico norte-americano.

Sigla de peso

São apenas três letras, mas juntas, representam algo muito maior. Falo do PIB (Produto Interno Bruto) dos países que é capaz de abalar mercados. Se o ritmo de crescimento, que leva em consideração a agropecuária, indústria e serviços vem levemente acima do esperado, nada segura a euforia. Da mesma forma que o contrário é válido. Esse número que representa tudo o que o país produziu, do pão ao caminhão, apontando para qual direção o país anda. Mesmo porque, quanto mais se produz, mais a economia está girando. Mais pessoas estão consumindo, mais as empresas contratam funcionários, mais investimentos, e tudo gira e se aquece.

O nosso ritmo de crescimento no último ano não foi dos melhores, foi de 1,1%, mas é o segundo ano consecutivo de crescimento após uma longa recessão. Não deixa de demonstrar o quanto ainda patinamos no mesmo lugar e demoramos a engatar uma retomada mais sólida. Os números divulgados pelas empresas também merece atenção, o dia será movimentado para Petrobras, Ambev, BRF, entre outras, empresas de grande importância que ajudarão a ditar o ritmo por aqui.

Além daqui, o PIB dos EUA será divulgado hoje. Como já venho comentado, o medo de uma desaceleração global ronda o mundo. Por isso, todos ficam de olho.

Fora o ritmo de crescimento, chama atenção o fim abrupto da reunião entre Trump e Kim, o líder norte-coreano. Sem acordo nuclear e demonstrando como negociações com Trump (alô, China) não são nada fáceis.

Glenda Ferreira – Economista e bacharel em Relações Internacionais pela Facamp, tem experiência em planejamento financeiro. Atualmente é Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos.

Guaidó chega a Brasília para encontro com Bolsonaro, presidente pode ser investigado e mais

Juan Guaidó, líder oposicionista e autodeclarado presidente da Venezuela, pousou em Brasília na madrugada desta quinta-feira (28) para um encontro com o presidente do Brasil.

O encontro está previsto para as 14h e acontecerá no próprio gabinete de Jair Bolsonaro, apontou o porta-voz da Previdência, Otávio Rêgo Barros.

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De acordo com a assessoria de Guaidó, o líder vai aproveitar a viagem para se encontrar com outros representantes diplomáticos que o reconhecem como presidente da Venezuela e que possuem embaixada em Brasília.

Quanto a Nova Reforma, Jair Bolsonaro vai participar mais ativamente dos debates após o Carnaval, de acordo com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia já havia cobrado publicamente mais engajamento do presidente da República, visto que a reforma ainda não tem os votos necessários para passar caso viesse a ser colocada para votação. Sua sugestão é que a equipe do governo alimente seus seguidores na internet com argumentos favoráveis à reforma.

Lorenzoni classificou ainda como “inegociável” o fato de que a economia do governo gere R$ 1 trilhão em 10 anos por meio da reforma da Previdência.

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Esse posicionamento contrapõem o governador de São Paulo, João Doria que manifestou dúvidas quanto ao orçamento previsto e defendido pela equipe econômica do presidente.

Em evento celebrado pelo BTG Pactual, Doria disse que o ganho com a reforma pode ficar abaixo do esperado. “A melhor reforma da Previdência é aquela que for aprovada. Se a economia for de R$ 800 bilhões ao invés de R$ 1 trilhão é bem-vinda”.

Para Onyx, contudo, o saldo estipulado e defendido é uma “cláusula pétrea” da proposta de emenda à Constituição (PEC) enviada ao Congresso. A tramitação na Câmara e no Senado, por outro lado, podem implicar em ajustes no número.

Carlos Bolsonaro também criticou a pouca manifestação em favor da Nova Reforma por parte de parlamentares eleitos com o apoio de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro.

Os demais parecem resistentes às mudanças no pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC). O governo vai precisar sinalizar com mais firmeza a disposição em tomar menos drásticas as alterações para que a reforma avance junto aos demais parlamentares.

Quem também tem deixado claro sua insatisfação e resistido às mudanças é o setor público, em virtude das novas regras previstas no texto da reforma encaminhada ao Congresso.

Relatório gratuito – Petrobras: O petróleo é nosso

O jornal Valor apurou que há iniciativas para que o assunto seja discutido em assembleias estaduais, eventos em que os governadores ficam mais vulneráveis às pressões do funcionalismo local.

Ainda em destaque, o caso das candidaturas suspeitas de ser laranjas – ligadas ao ministro do Turismo, Marcelo Alvaro Antônio, ganhou um novo capítulo.

A Polícia Federal em Minas Gerais abriu inquérito policial para investigação e há suspeitas de que a candidatura do ministro teria recebido recursos do fundo eleitoral que originalmente estavam propondo para algumas candidatas que tiveram votação insignificante.

Quem também pode vir a ser investigado é o próprio presidente da República, Jair Bolsonaro.

Carlos Henrique Martins Lima, procurador da República do Distrito Federal encaminhou à Procuradoria-Geral da República uma representação que apura a prática de suposto crime de peculato e improbidade administrativa pelo presidente.

De acordo com o Valor, a principal suspeita é Bolsonaro tenha empregado funcionários fantasmas em seu gabinete na Câmara, quando ainda era deputado federal.

A origem do caso está em Nathália Queiroz, que trabalhou com Bolsonaro entre 2007 e 2016 no mesmo horário em que atuava como personal trainer no Rio.

Moody’s tira selo de bom pagador da mineradora Vale e outras notícias corporativas

Pouco mais de um mês após a tragédia culminada pelo rompimento de uma das barragens da Vale em Brumadinho (MG), a mineradora viu a agência de classificação de risco Moody’s retirar seu grau de investimento (selo de bom pagador). Seguido disso, o rating das debêntures de infraestrutura da mineradora em escala global também foi rebaixado de “Baa3” para “Ba1”. A nota em escala nacional foi mantida em “Aaa.br”. A perspectiva para as notas é negativa, apurou o Valor Econômico.

Divulgamos nesta semana a aquisição por parte do grupo Raia Drogasil sobre a rede de farmácias Onofre, mas só agora o contrato teve algumas de suas cláusulas divulgadas – o grupo desembolsará apenas um valor simbólico para concretizar a operação, uma vez que a RD absorverá um negócio com prejuízo operacional.

Para a diretoria estatutária da Tim, a administração propôs uma remuneração de R$ 29,988 milhões referente ao exercício 2019. O orçamento deve ser votado pelos acionistas no dia 28 de março, em assembleia geral ordinária e extraordinária.

A companhia alemã que atua nos cuidados com a saúde de ciências da vida, Merck, propôs a compra da Versum Materials dos Estados Unidos por US$ 5,9 bilhões. A notícia poderia parar por aí, se isso não implicasse em um golpe para a concorrente Entegris, uma vez que a Merck atravessou um negócio avaliado em US$ 4,5 bilhões que estava sendo negociado entre duas companhias químicas.

Mais dúvidas do que certezas dominam a tese de investimento nas ações de uma das mais importantes varejistas da bolsa: a Via Varejo. Com o futuro incerto da empresa depois do anúncio da saída do Grupo Pão de Açúcar (GPA) do seu capital, os investidores estão divididos entre os fundamentos positivos do papel e as perguntas — ainda sem respostas — sobre quem vai comandar a companhia e qual será a estratégia dela no longo prazo.

Ainda na onda de balanços financeiros, a Marfrig registrou lucro líquido de R$ 2,2 bilhões no quarto trimestre de 2018, a Petrobras reverteu o prejuízo do trimestre de 2017 e fechou os últimos três meses do ano com lucro líquido de R$ 2,10 bilhões. No mesmo período, o grupo Fleury registrou lucro líquido de R$ 58,2 milhões, ao passo que a EDP Brasil cravou R$ 524 milhões.