Ibovespa aprofunda queda com declarações de Bolsonaro sobre a Previdência; dólar sobe a R$3,75

Na B3, o último pregão de fevereiro começou em tom negativo. O mau humor dos mercados internacionais contagiou o Ibovespa, que operou em queda desde a abertura. Porém, à tarde, as perdas ficaram mais acentuadas após o presidente Jair Bolsonaro declarar que haverá alterações em diversos pontos da Reforma da Previdência, como o quesito idade mínima para mulheres e valor dos benefícios de prestação continuada. No final da sessão, a Bolsa brasileira desabou, fechando em baixa de 1,77%, aos 95.584 pontos e um giro financeiro de R$17,088 bilhões.

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O dólar comercial encerrou em valorização de 0,64%, sendo cotado a R$3,75, muito próximo à máxima do dia. Com o surgimento de novos riscos geopolíticos no exterior e um enfraquecimento da economia global mais proeminente, o mercado se movimentou em direção ao dólar em busca de mais segurança. O real brasileiro depreciou, apresentando o sexto pior desempenho dentre as principais divisas globais, sendo impactado em âmbito interno pela possibilidade de desidratação da reforma da Previdência.

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Os contratos de juros futuros fecharam com aumento nas taxas em todos os períodos, com o mercado demonstrando não acreditar em um corte de juros ainda em 2019. Os investidores não se sentirão confortáveis em retirar o prêmio de risco do câmbio até que o cenário interno se restabeleça e que o governo ofereça sinais mais concretos de que as reformas serão efetivamente realizadas. Além disso, a postura de cautela do Banco Central não coaduna com a visão de redução das taxas em um futuro próximo, fazendo com que o mercado busque maior proteção.

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O DI com vencimento para março/2020 saltou para 6,60% (6,55% no ajuste anterior), o DI para setembro/2022 subiu para 8,16% (8,09% no ajuste anterior) e o DI para dezembro/2024 aumentou para 8,79% (8,73% no ajuste anterior).

As principais blue chips encerraram com desempenho negativo e as companhias Eletrobras e Petrobras aprofundaram as perdas junto com as ações que compõem o setor bancário.

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Petrobras – As ações preferenciais da estatal iniciaram o pregão em alta, no compasso dos balanços corporativos positivos divulgados ontem. Porém, no decorrer do dia, reverteram para queda e aprofundaram perdas depois que Roberto Castello Branco, o CEO da companhia, afirmou que não planeja elevar a distribuição de dividendos aos acionistas além do mínimo obrigatório, enquanto o grau de endividamento estiver alto. Em acréscimo, o governo anunciou que realizará o megaleilão de óleo excedente da cessão onerosa dia 28 de outubro deste ano.

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Petróleo – Os preços da commodity apresentaram oscilações ao longo dia, reagindo negativamente ao término antecipado da reunião de cúpula entre os presidentes dos EUA e da Coreia do Norte, o que poderia gerar riscos geopolíticos. O petróleo Brent com vencimento para maio/2019 caiu 0,41%, sendo cotado a US$66,31 o barril e o petróleo WTI para abril/2019 subiu 0,49%, sendo cotado a US$57,22 o barril. No mês de fevereiro, o Brent acumula alta de 7,1% e o WTI tem valorização de 6,4%.

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 27/02 28/02 Ativo 27/02 28/02
Petrobras (PETR3) +0,52% -2,64% Vale (VALE3) -0,78% +0,58%
Petrobras (PETR4) +1,88% -0,07% Embraer (EMBR3) -1,78% -1,40%
Eletrobras (ELET3) +4,76% -5,13% Banco do Brasil (BBAS3) -1,14% -2,50%
Eletrobras (ELET6) +3,64% -4,37% Cemig (CMIG4) +2,37% -1,97%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 27/02 28/02 Ativo 27/02 28/02
Itaú Unibanco (ITUB3) -0,32% -1,08% Usiminas (USIM3) -1,13% -1,67%
Santander (SANB11) -0,99% -4,14% CSN (CSNA3) -3,87% +3,15%
Bradesco (BBDC3) -0,65% -3,07% Gerdau (GGBR4) -0,32% -1,88%