Ibovespa avança 0,9% com setor bancário e Vale; Petrobras é o destaque negativo

Apesar das nuances do cenário internacional, o Ibovespa avançou nesta terça-feira (17), impulsionado pela alta das blue chips do setor bancário e pela Vale (VALE3).

O mercado local reagia com otimismo às declarações do presidente americano, Donald Trump, ao afirmar que um acordo comercial com a China poderá ser concretizado em breve.

Os dois países estão preparando uma nova rodada de negociações para o início de outubro e amanhã, uma delegação chinesa deverá embarcar em Washington, para iniciar as discussões sobre a reunião.

Em contrapartida, as ações da Petrobras (PETR3/ PETR4) foram o destaque negativo do índice geral, encerrando com perdas superiores a 1% em atenção ao recuo do petróleo.

Ao contrário do que o mercado previa, a Arábia Saudita conseguirá restabelecer seus níveis de produção até o final do mês setembro e isso derrubou as cotações dos barris.

Também influenciou no desempenho da petroleira estatal as preocupações dos investidores quanto à política de preços, já que o presidente Jair Bolsonaro informou que a volatilidade da commodity não será repassada aos consumidores.

Na tarde de hoje, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que quem determina o preço do petróleo é a Petrobras, embora a companhia tenha confirmado a diretriz de não reajustar os valores no curto prazo.

Enquanto isso, crescem as expectativas pela “super-quarta”, que trará as decisões de política monetária dos Bancos Centrais dos Brasil e dos Estados Unidos.

Entre os economistas, a aposta majoritária é que o Federal Reserve reduzirá a taxa de juros em 0,25%, apesar de os últimos acontecimentos colocarem em xeque a postura mais dovish dos dirigentes da instituição.

Já por aqui, o cenário de flexibilização da taxa Selic em 0,50% já está praticamente definido, com perspectivas de cortes ainda maiores até o final de 2019.

Como resultado, a Bolsa brasileira saltou 0,90% aos 104.616 pontos, anotando um volume financeiro de R$15,738 bilhões.

Dólar recua a R$4,07 com alívio no petróleo e à espera dos BCs

Em sessão marcada por intensa volatilidade, o dólar comercial recuou 0,29% contra o real brasileiro, fechando na cotação de R$4,0770 na venda.

O clima de alívio veio após a Arábia Saudita anunciar que os níveis de produção de sua petroleira estatal serão completamente restaurados até o final do mês de setembro.

Os investidores estavam temerosos que o ataque comprometesse o volume da oferta global, tendo em vista os riscos inflacionários que a escassez de petróleo poderia causar no longo prazo.

Contudo, as falas do Ministro de Energia, Abdulaziz bin Salman, acalmaram os ânimos, sobretudo, porque ele se comprometeu em cumprir o papel de principal fornecedor de óleo bruto do mundo.

Também no radar, é grande a expectativa pelas reuniões do Federal Reserve, nos EUA, e do Comitê de Política Monetária (Copom), no Brasil, que acontecerá nesta quarta-feira (18).

Apesar das incertezas que rondam o ambiente internacional, o mercado está otimista que o Fed reduzirá a taxa de juros em 0,25% ou, na pior das hipóteses, manterá o mesmo intervalo, à espera de novos catalisadores.

No que tange ao Copom, a tendência é de corte em 0,50% na taxa Selic, com grande possibilidade de seguir um ciclo de afrouxamento até o final do ano.

No mesmo sentido, os contratos juros futuros encerraram em queda ao longo de toda a curva, com os investidores de renda fixa retirando o prêmio de risco, já precificando um cenário de flexibilização.

O DI fevereiro/2020 recuou para 5,12% (5,15% no ajuste anterior), o DI abril/2023 desabou para 6,36% (6,49% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 caiu a 7,02% (7,13% no ajuste anterior).

Petróleo faz sessão de ajustes e cai 6% de olho na produção da Arábia Saudita

Os contratos futuros de petróleo fizeram sessão de ajustes nesta terça-feira (17), encerrando em queda de 6%, após a notícia de que a Arábia Saudita conseguirá restaurar os níveis de oferta antes do previsto.

Operando em território negativo desde a abertura, as cotações já devolviam parte dos ganhos observados na véspera em função da quantidade de especuladores atraídos pela alta da commodity.

Contudo, o movimento descendente se acentuou depois que a petroleira estatal, Saudi Aramco, confirmou o restabelecimento total de sua capacidade produtiva ainda em setembro.

Segundo o Ministro de Energia, Abdulaziz bin Salman, o incidente não afetará a oferta total do país, de modo que até o final do mês, a produção voltará a entregar 11 milhões de barris por dia aos clientes.

Como resultado, o de petróleo WTI/outubro cedeu 6,48%, fechando na cotação de US$59,34 o barril e o petróleo Brent/novembro recuou 6,48%, sendo negociado a US$64,55 o barril.

Noticiário Corporativo: Intermédica anuncia aquisição do Grupo SMEDSJ por R$105 milhões

Dando sequência ao seu projeto de expansão na cidade do Rio de Janeiro, a NotreDame Intermédica (GNDI3) anunciou a aquisição do Grupo Serviços Médicos São José e Nanci & Cia (SMEDSJ).

O valor da transação foi de R$105 milhões, que inclui toda a infraestrutura do grupo, como um hospital com 106 leitos, sendo 31 deles UTI, três centros clínicos e uma carteira com aproximadamente 17 mil clientes.

“Após crescer a operação em São Paulo, estamos investindo no Rio. Mas para aumentar a oferta de planos de saúde, temos que construir uma rede” – explicou Irlau Machado, o presidente da companhia.

Segundo a notícia do Valor Econômico, a conclusão da compra ainda depende do aval dos acionistas e das instituições de regulação do setor como a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Em uma análise, o BTG Pactual elevou o preço-alvo das ações ordinárias da Intermédica de R$47 para R$61, com recomendação de compra, justificando que a ação está dentro da estratégia de consolidação no mercado carioca.

Movimentações na B3  

As ações de maior liquidez da Bovespa encerraram majoritariamente em alta, com melhora no cenário externo. A seguir, as máximas do mercado à vista:

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 16/08 19/08 Ativo 16/08 19/08
Petrobras (PETR3) -0,45% +1,36% Vale (VALE3) -0,46% -0,09%
Petrobras (PETR4) -1,32% +0,50% Embraer (EMBR3) -0,28% -0,28%
Eletrobras (ELET3) +2,60% -1,81% Banco do Brasil (BBAS3) -0,26% -1,97%
Eletrobras (ELET6) +2,34% -0,71% Cemig (CMIG4) +3,05% +1,44%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 15/08 16/08 Ativo 15/08 16/08
Itaú Unibanco (ITUB3) -0,69% +0,40% Usiminas (USIM3) +0,11% +0,53%
Santander (SANB11) -0,31% +0,47% CSN (CSNA3) -2,79% +1,94%
Bradesco (BBDC3) -0,84% +0,24% Gerdau (GGBR4) -4,25% +3,42%