Ibovespa avança 1,36% com nova trégua na disputa comercial entre EUA e China

O pregão desta terça-feira (13) foi recheado de surpresas! Depois de abrir em queda refletindo as eleições na Argentina, o Ibovespa mudou de direção e fechou apresentando forte viés alta.

O clima positivo veio com a notícia de que os Estados Unidos e a China vão retomar as negociações por telefone nas próximas duas semanas, visando alcançar uma solução para a disputa comercial.

Em sinal de boa-fé, o governo americano anunciou que irá adiar para 15 de dezembro a imposição de tarifas sobre determinados produtos chineses como videogames, laptops, celulares, monitores de computador, brinquedos eletrônicos, alguns tipos de calçados e vestuário.

Tais classes de mercadorias correspondem a aproximadamente US$40 bilhões, dos US$300 que Washington afirmou que taxaria.

O fato reascendeu o apetite ao risco nos mercados, ofuscando a tensão gerada pela derrota do atual presidente argentino, Maurício Macri, nas primárias das eleições presidenciais.

Diante do cenário de possível vitória da chapa da oposição, formada por Alberto Fernández e Cristina Kirchner, o presidente Jair Bolsonaro pretende rever seus planos sobre o Mercosul.

Embora o Brasil tenha assinado um acordo no qual dispensa a anuência da Argentina para colocar em vigor o acordo de livre-comércio com a União Europeia, um vizinho alinhado à esquerda trará outras implicações ao bloco econômico sul-americano.

Como resultado, a Bolsa brasileira avançou 1,36%, aos 103.299 pontos, registrando um volume financeiro de R$18,152 bilhões.

Dólar cai a R$3,96 com alívio na guerra comercial sino-americana

Após semanas de acirramento no conflito comercial entre Estados Unidos e China, a sessão de hoje representou um alívio aos mercados em geral.

A decisão do governo americano de adiar para 15 de dezembro a imposição de tarifas à determinados produtos chineses, abriu espaço para uma nova rodada de diálogos entre os dois países.

Em sua conta no Twitter, o presidente Donald Trump explicou que as tarifas poderiam elevar os preços dos produtos, prejudicando os consumidores nas festas de final de ano.

Ele também argumentou que Pequim poderá cumprir a promessa de aumentar as compras de produtos agrícolas, visando restabelecer a proximidade com os EUA.

O fato impulsionou os ativos de risco, desviando o mercado da derrota do presidente argentino, Maurício Macri, nas primárias das eleições presidenciais.

Operando muito volátil, o dólar recuou 0,38% contra o real brasileiro, fechando na cotação de R$3,9680 na venda, assumindo posição mediana entre a mínima e a máxima do dia.

Na mesma linha, os contratos de juros futuros encerraram em queda, com o movimento das taxas acompanhando a melhora na percepção do risco nos mercados.

O cenário de apaziguamento entre as duas maiores economias do mundo permitiu aos investidores de renda fixa reduzir o prêmio de risco dos ativos, realizando um pequeno ajuste sobre os últimos avanços.

O DI março/2020 recuou para 5,33% (5,32% no ajuste anterior), o DI julho/2024 caiu para 6,77% (6,79% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2029 declinou para 7,39% (7,41% no ajuste anterior).

Petróleo tem sessão de ganhos com aceno de Washington à Pequim

Os contratos futuros de petróleo fizeram nova sessão de ganhos, impulsionados pelo anúncio de que os Estados Unidos vão adiar a imposição de tarifas sobre determinados produtos chineses.

Pela manhã, o escritório do Representante Comercial dos EUA divulgou a decisão do governo americano de adiar para 15 de dezembro a aplicação de tarifas sobre mercadorias importadas da China.

Não são todos os itens, mas apenas os de consumo discricionário, como videogames, roupas, celulares, brinquedos, calçados e outros eletrônicos.

A notícia surpreendeu os investidores, que se animaram diante da melhora das perspectivas sobre a demanda da commodity no gigante asiático, que atualmente, é o maior importador líquido.

No curto prazo, o fato modificou as expectativas, pressionando a alta das cotações, porém, como não se trata de uma solução final para o conflito, no longo prazo, as projeções permaneceram neutras frente ao ritmo de desaceleração da economia global.

Como resultado, o petróleo WTI para entrega em setembro saltou 3,95%, sendo cotado a US$57,10 o barril e o petróleo Brent para outubro disparou 4,66%, sendo cotado a US$61,30 o barril.

Resultados Corporativos

Banrisul (BRSR6)O Banrisul divulgou os resultados corporativos do segundo trimestre, registrando um lucro líquido de R$335,4 milhões, evidenciando um avanço de 28% em comparação ao mesmo período do ano passado.

O patrimônio líquido do banco totalizou R$7,522 bilhões ao final do mês de junho, mostrando um aumento de 6,93% sobre o valor apurado em 2018.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE) foi de 17,5%, apresentando um crescimento de 1,9% na base anual, e o índice de Basileia, que mensura a solvência das instituições financeiras, fechou o trimestre em 15,8% (avanço de 0,8%).

Itausa (ITSA4) – A Itaúsa, controladora das companhias Itaú Unibanco, Duratex, Alpargatas, Itautec, dentre outros, publicou os balanços corporativos do segundo trimestre reportando um lucro líquido de R$2,435 bilhões.

O resultado recorrente de suas empresas investidas alcançou o patamar de R$2,573 bilhões, em um avanço de 15,2% na comparação anual.

O setor financeiro subiu cerca de 13%, passando a R$2,446 bilhões no período. Porém, os demais setores em conjunto cresceram aproximadamente 170%, atingindo a marca de R$127 milhões.

A Itaúsa também anunciou que no dia 23 de agosto realizará o pagamento de dividendos aos acionistas, no valor de R$0,3405 por ação, tendo como referência a posição acionária do dia 15 de agosto.

Movimentações na B3  

As ações de maior liquidez da Bovespa encerraram em alta, acompanhando o cenário externo. A seguir, as máximas registradas no dia:

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 12/08 13/08 Ativo 12/08 13/08
Petrobras (PETR3) -2,55% +1,34% Vale (VALE3) -0,77% +3,34%
Petrobras (PETR4) -2,63% +1,41% Embraer (EMBR3) -0,77% +0,31%
Eletrobras (ELET3) -3,00% +1,23% Banco do Brasil (BBAS3) -3,47% +1,47%
Eletrobras (ELET6) -2,99% -0,38% Cemig (CMIG4) -0,68% +2,41%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 12/08 13/08 Ativo 12/08 13/08
Itaú Unibanco (ITUB3) -3,62% +0,95% Usiminas (USIM3) -1,27% +2,35%
Santander (SANB11) -1,65% +0,87% CSN (CSNA3) -1,16% +3,31%
Bradesco (BBDC3) -1,69% +1,99% Gerdau (GGBR4) -3,16% +2,78%