Ibovespa avança aos 112 mil com decisão do Copom e revisão do risco de crédito no Brasil

Em alta desde a abertura, o Ibovespa avançava nesta quinta-feira (12), chegando a renovar a sua máxima histórica intradia quando atingiu o patamar de 112.099 pontos.

O bom humor do mercado local refletia o otimismo com a decisão do Comitê de Política Monetária e a revisão do risco de crédito no Brasil.

Ontem, após o fechamento do mercado, o Copom anunciou sua decisão de reduzir a taxa básica de juros (Selic) de 5% para 4,50% ao ano, alcançando o menor valor da história.

Além disso, o comitê do Banco Central não indicou que este seria o fim do ciclo de cortes, de forma que, para 2020, a política de afrouxamento ainda poderá ser aplicada.

Os investidores ficaram muito animados com a postura da instituição, uma vez que, as atividades em geral são estimuladas pelo menor custo do crédito e isso gera impactos positivos na economia.

Adicionalmente, quando se pratica uma taxa de juros a 4,5% ao ano, alguns investimentos em renda fixa atrelados à Selic ou ao CDI podem não conseguir oferecer retornos acima da inflação, impulsionando a demanda por ativos de risco.

Nesse cenário, o mercado de ações ganha maior atratividade não só pelo momento macroeconômico, mas também, pela aplicação de políticas pró-mercado e melhora na gestão fiscal do governo.

Outro motivo que também contribuía com o bom desempenho do índice geral era a revisão da perspectiva de risco de crédito do país realizada pela Standard & Poor’s.

Segundo relatório da S&P, o Brasil segue adotando medidas de consolidação fiscal destinadas à redução do déficit nas contas públicas e, por isso, teve sua classificação revisada de estável para positiva.

Na B3, as companhias MRV (MRVE3), Via Varejo (VVAR3), Pão de Açúcar (PCAR4), B2W Digital (BTOW3) e Raia Drogasil (RADL3) lideravam os ganhos da sessão.

Ás 12h32 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira saltava 0,94%, aos 112.003 pontos, anotando um volume financeiro de R$5,064 bilhões.

Dólar cai a R$4,10 de olho nas perspectivas positivas do cenário macroeconômico

O dólar comercial operava em queda nesta quinta-feira (12), de olho nas perspectivas positivas do cenário macroeconômico brasileiro.

Na sessão de ontem, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) anunciou uma redução na taxa básica de juros em 0,50%, passando a ser aplicado o percentual de 4,50% ao ano.

E ao contrário do que o mercado esperava, a instituição não encerrou expressamente a política de cortes, de modo que, no ano que vem, é possível dar continuidade ao ciclo de afrouxamento.

Além disso, a revisão da perspectiva de risco de crédito soberano do Brasil, emanada pela Standard & Poor’s Global Ratings, também impulsionava a valorização do real.

A decisão da S&P alterou a classificação de rating do país de estável para positiva, evidenciando que a conjuntura interna já oferece um grau de investimento.

A divisa americana também recua diante das principais moedas emergentes, acompanhando o exterior mais positivo e aberto para o apetite ao risco.

Ás 12h32 (horário de Brasília), o dólar comercial depreciava 0,41% contra o real, sendo cotado a R$4,1010 na venda.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros operavam em queda firme, sinalizando ajuste em toda a curva a termo, após as decisões de juros.

A expectativa por novas reduções da taxa básica no ano que vem divide a opinião dos analistas, que não veem impacto significativo no movimento das DIs.

O DI junho/2020 caía 1,03%, com negociação a 4,32% (4,37% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 declinava 0,31%, sendo vendido a 6,47% (6,52% no ajuste anterior).

Noticiário Corporativo: NotreDame Intermédica arrecada R$3,7 bilhões com oferta pública de ações

A NotreDame Intermédica (GNDI3) arrecadou o montante de R$3,7 bilhões com a realização de uma nova oferta pública de ações.

Após a adoção da medida, o capital social da empresa foi elevado para R$5,5 bilhões e os recursos provenientes da captação serão destinados majoritariamente ao pagamento de sua recente aquisição, a Clinipam.

Cerca de R$2,6 bilhões ou 70% do total arrecadado servirá para cobrir as despesas com a compra da empresa de saúde suplementar paranaense, efetuada em novembro.

O restante do dinheiro será destinado ao pagamento de saldo devedor de debêntures simples e reforço de investimentos em subsidiárias da companhia.

O preço fixado por ação da oferta pública foi de R$57, sendo que, ao todo, serão oferecidas 65 milhões de unidades, que passarão a ser negociadas a partir de amanhã, na B3.

Além desta oferta primária, haverá também uma oferta secundária de ações, na qual serão oferecidas ao mercado cerca de 22,7 milhões, cuja titularidade pertence ao fundo de investimento Alkes II.

As instituições Itaú BBA, J.P. Morgan, Bradesco BBI, Citigroup, Morgan Stanley, Credit Suisse e UBS serão coordenadoras da oferta.