Ibovespa avança com anúncio do BCE e possível acordo provisório EUA-China

Em um pregão de agenda cheia no exterior, o Ibovespa avançava em território positivo reagindo ao anúncio do Banco Central Europeu (BCE).

Pela manhã, a autoridade monetária do velho continente anunciou mais uma intervenção nas políticas-econômicas da zona do euro, através da adoção de uma série de medidas de estímulos.

A instituição vai reduzir em 10% a taxa de depósitos, para a faixa de -0,50% ao ano, permanecendo nas mínimas históricas até que as perspectivas de inflação coincidam com um nível anual de 2% ou próximo disso.

O BCE também irá retomar o programa de compras de ativos (quantitative easing), que objetiva aumentar a quantidade total de dinheiro em circulação, através de compras mensais de 20 bilhões de euros.

Em um pronunciamento, o presidente da instituição, Mario Draghi, afirmou que “em face da perspectiva econômica mais fraca e a contínua proeminência de riscos negativos, os governos com espaço fiscal devem atuar de forma efetiva e a tempo”.

Outro aspecto que impulsionou os ganhos do índice geral foi a notícia de que o governo americano está considerando a opção de fechar um acordo comercial provisório com a China.

Mais cedo, o presidente americano, Donald Trump, informou a decisão de adiar para 15 de outubro a vigência das tarifas impostas aos US$250 bilhões de produtos importados do gigante asiático.

Ele mencionou que este seria um gesto de boa vontade em relação ao comércio com Pequim e acrescentou que as negociações entre os dois países estão melhorando.

Por aqui, o clima de demanda por risco impulsionava as principais blue chips da Bovespa, sobretudo, às atreladas às commodities, como Petrobras (PETR3/ PETR4) e Vale (VALE3).

Nesse contexto, às 12h15 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira saltava 0,48%, aos 103.944 pontos, anotando um volume financeiro de R$5,677 bilhões.

Dólar e juros recuam com flexibilização adotada pelo BCE

O mercado de câmbio operava em queda nas primeiras horas desta quinta-feira (12), reagindo à decisão de política monetária anunciada pelo Banco Central Europeu (BCE).

A instituição do velho continente reduziu sua taxa de depósito de -0,40% para -0,50%, fazendo o primeiro corte desde 2016 e manteve a taxa de refinanciamento em 0%.

Além disso, os dirigentes definiram a retomada do programa de relaxamento quantitativo, no qual haverá compras mensais de 20 bilhões de euros em ativos, a partir de novembro.

A postura do BCE veio em linha com as expectativas dos investidores, pois as maiores economias na zona do euro estão em pleno ritmo de desaceleração, ensejando intervenção imediata da autoridade monetária.

Outro fato que movimentava os mercados era a decisão do presidente Donald Trump em adiar a imposição de tarifas a US$250 bilhões de produtos importados da China.

O alívio na guerra comercial promovido pelas ações de concessão realizadas pelos dois países também renovava o apetite ao risco, pressionando a queda da divisa americana.

Ás 12h15 (horário de Brasília), o dólar comercial depreciava 0,20% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$4,0570 na venda.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros recuavam em todos períodos, acompanhando o exterior e reagindo ao resultado da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) realizada pelo IBGE.

Em julho, o volume de serviços teve alta de 0,8% na comparação mensal, alcançando o teto máximo das projeções dos analistas.

Analisando o indicador, é necessário reajustar as apostas de corte pujante da Selic, já que o fortalecimento da atividade não corrobora com a taxa básica abaixo de 5%.

O DI janeiro/2020 subia 0,28%, sendo negociado a 5,28% (5,29% no ajuste anterior) e o DI julho/2022 cedia 0,32%, sendo vendido a 6,21% (6,23% no ajuste anterior).

Noticiário Corporativo

EzTec (EZTC3)A EzTec realizará uma oferta pública de ações, com distribuição primária inicial no montante de 20.000.000 de títulos, lançando simultaneamente, a oferta no exterior visando atrair capital estrangeiro.

Até a data final do processo de bookbuilding, cujo término está previsto para 24 de setembro, a incorporadora poderá aumentar em até 35% a quantidade de ações, acrescentando outras 7.000.000 da classe ordinária.

Baseado na cotação registrada ontem na B3, os papeis da companhia valem R$36,50 a ação, totalizando uma oferta de R$730 milhões sem lote adicional, e R$985,5 milhões com a quantidade adicional.

Em comunicado, a EzTec afirmou que manterá os acionistas e o mercado em geral informados sobre a conclusão de todas as etapas do processo e os demais desdobramentos em âmbito interno e externo.