Ibovespa avança e renova a máxima histórica com Petrobras e acordo EUA-China

O Ibovespa avançou nesta quinta-feira (07), renovando a máxima histórica de fechamento acima dos 109 mil pontos, impulsionado pela valorização das ações da Petrobras (PETR3/ PETR4).

Neste segundo dia de leilão de cessão onerosa do pré-sal, somente a estatal, por meio de um consórcio com a chinesa CNODC, participou da disputa oferecendo uma proposta, que, inclusive, foi a única a ser avaliada na sessão.

Apesar do resultado frustrante do certame, os investidores avaliaram de forma detalhada o protagonismo da estatal no certame e mudaram a direção das apostas.

As projeções, nesta tarde, passaram a ser positivas, pois a petroleira arrematou os campos que eram de seu interesse (Búzios, Itapu e Aram) e por valores compatíveis com o orçamento planejado.

Além disso, a alta dos preços do petróleo no mercado internacional também contribuiu com a intensa volatilidade dos papeis da companhia, que subiram mais de 3% nesta sessão.

Outro fator de peso que catalisou as movimentações, aqui e no exterior, foi a notícia sobre o avanço das negociações entre Estados Unidos e China.

Pela manhã, o Ministério do Comércio chinês afirmou que Washington e Pequim decidiram remover “em etapas” as tarifas adicionais impostas uns aos outros, durante a guerra comercial.

Segundo o porta-voz do ministério, a retirada das taxas será realizada de forma proporcional e simultânea, de maneira que, os dois países possam construir uma comunicação fluída ao longo do processo.

Mesmo assim, relatos indicaram que a reunião de formalização da primeira fase do acordo entre Donald Trump e Xi Jinping, será adiada para dezembro.

Como resultado, a Bolsa brasileira saltou 1,13% aos 109.580 pontos, depois de ter batido em 109.672 na máxima intradiária. O volume financeiro registrado foi de R$18,640 bilhões.

Dólar avança a R$4,09 com decepção na cessão onerosa

O dólar comercial encerrou em valorização contra o real nesta quinta-feira (07), fechando na cotação de R$4,0910 na venda.

A decepção com o resultado geral do leilão de cessão onerosa manteve a moeda brasileira pressionada durante todo o pregão, contrariando o movimento positivo do exterior.

Na paridade com as principais moedas emergentes e ligadas às commodities, como o rand sul-africano e o rublo russo, a divisa americana perdia terreno.

O segundo dia de disputas pelos campos excedentes do pré-sal, assim como na véspera, também não registrou participação de companhias estrangeiras, de modo que só a Petrobras realizou propostas de aquisição aos blocos.

Sendo assim, as perspectivas de entrada de fluxo cambial ficaram muito comprometidas e algumas casas que ainda apostavam no dólar abaixo de R$4, revisaram suas posições na sessão de hoje.

Na visão de alguns analistas, essa frustração não compromete o nível de atração do mercado local para outros investimentos no curto prazo, principalmente, com a continuidade da agenda de reformas do governo.

O alívio na guerra comercial entre Estados Unidos e China, através da assinatura do acordo, também deve impulsionar a economia do Brasil, já que os chineses são responsáveis por boa parte das exportações brasileiras.

No mesmo sentido, os contratos de juros futuros fecharam com expressiva alta nas taxas em todos os períodos, com os investidores recompondo o prêmio de risco.

O DI julho/2020 subiu a 4,41% (4,44% no ajuste anterior), o DI janeiro/2024 saltou para 6% (5,91% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 avançou a 6,56% (6,47% no ajuste anterior).

Petróleo fecha em alta com negociações EUA-China no radar

Os contratos futuros de petróleo encerraram em alta nesta quinta-feira (07), impulsionados pelas notícias otimistas sobre as negociações entre Estados Unidos e China.

Autoridades americanas e chinesas informaram a decisão de retirar, gradualmente, as tarifas impostas uns aos outros, durante o período de acirramento da guerra comercial.

 A redução nas tensões entre os dois países e o progresso do acordo ajudam a melhorar as perspectivas em relação ao crescimento da demanda global pela commodity.

Em função disso, o dia foi positivo nos mercados internacionais, sobretudo para ativos de risco, com os preços do barril devolvendo parte das perdas anotadas na véspera.

O petróleo vendido no West Texas Intermediate (WTI) de referência americana, para entrega em dezembro subiu 1,39%, sendo negociado a US$57,15 o barril.

Já o petróleo Brent para janeiro, comercializado na ICE de Londres, de referência global, aumentou 0,88%, fechando na cotação de US$62,29 o barril.

Também no radar, os investidores seguem acompanhando a política de produção da Organização dos países Exportadores de Petróleo (Opep).

Segundo relatos, a Arábia Saudita estaria pressionando os membros do cartel e demais aliados, para aprofundarem os cortes na produção.

O objetivo do posicionamento saudita seria dar força à oferta pública de ações que será realizada pela sua estatal, Saudi Aramco, no decorrer dos próximos meses.

Noticiário Corporativo: Banco do Brasil dispara 33,5% e fecha o 3º trimestre com lucro de R$4,5 bilhões

O Banco do Brasil (BBAS3) reportou um lucro líquido ajustado de R$4,543 bilhões no terceiro trimestre, mostrando um avanço de 33,5% sobre a cifra do mesmo período do ano passado.

O lucro líquido contábil subiu 34% na comparação anual, alcançando o montante de R$4,253 bilhões e a margem financeira bruta do período aumentou 4,9%, somando R$13,260 bilhões.

Com destaque para o valor apurado como receita de tarifas, que alcançou R$7,466 bilhões, o que equivale a um crescimento de 8,7% sobre o mesmo trimestre de 2018.

Todos os demais segmentos de receita (conta corrente; administração de fundos; seguros, previdência e capitalização; cartão de crédito e débito) também computaram expansão no intervalo.

Em contrapartida, as despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa (PDD) alcançaram R$3,316 bilhões, avançando 2,8% na comparação anualizada.

E o índice de inadimplência geral, mensurado de julho a setembro, fechou em 3,47% da carteira de crédito, representando um ligeiro aumento de 0,66% sobre o mesmo trimestre de 2018.

Em relatório, a instituição avaliou que os bons resultados foram impulsionados por maiores margens financeiras e pela redução nos valores de imposto de renda e na contribuição social.

Além disso, houve uma revisão para cima das projeções de lucro do banco, fixando uma nova estimativa entre R$16,5 a R$18,5 bilhões, ante a previsão de R$14,5 a R$17,5 bilhões.

O Banco do Brasil também anunciou que realizará o pagamento de juros sobre o capital próprio adicional, no valor de R$1,041 bilhão, referentes ao terceiro trimestre.