Ibovespa avança e segura os 106 mil com IBC-Br ofuscando exterior negativo

O Ibovespa encerrou em alta nesta quinta-feira (14), apoiado pelo avanço inesperado do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br).

Em setembro, o IBC-Br registrou aumento de 0,44%, superando as expectativas do mercado, que indicavam alta de apenas 0,3%.

O indicador atua como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) e pode evidenciar que há um movimento de retomada do crescimento econômico, ainda que seja lento e gradual.

Ainda no cenário doméstico, o ministro da Economia, Paulo Guedes, informou que o governo brasileiro está iniciando um diálogo com a China para estabelecer uma área de livre comércio entre os países.

No último dia de reunião entre os BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o comunicado final da cúpula realizada em Brasília não abordou temas polêmicos, como a situação da Venezuela e da Bolívia.

O documento elaborado dedicou um capítulo exclusivamente a “conjunturas regionais”, sem fazer qualquer referência aos impasses na vizinhança brasileira.

Como resultado, a Bolsa brasileira subiu 0,47% aos 106.556 pontos, registrando um volume financeiro de R$18 bilhões.

Enquanto isso, no exterior, o assessor de Comércio da Casa Branca, Peter Navarro, desmentiu a notícia publicada pelo Dow Jones, dizendo que o governo chinês teria se recusado a comprar quantidades fixas de produtos agrícolas dos EUA.

Navarro ironizou a situação, especulando que “alguém deve ter ganhado muito dinheiro no mercado” com a reportagem, à qual, classificou como sendo um mero boato.

No Chile, os manifestantes seguem insatisfeitos com o governo local, apesar de o presidente Sebastián Pinera anunciar a realização de uma nova Assembleia Constituinte.

Já na Bolívia, a senadora que assumiu internamente a presidência, Jeanine Ánez, anunciou que convocará eleições nos próximos três meses, porém, disse que Evo Morales não poderá ser candidato.

Dólar salta a R$4,19 renovando a máxima histórica de fechamento

O dólar comercial encerrou em leve alta nesta quinta-feira (14), sendo cotado a R$4,1930 na venda, alcançando o segundo maior valor de fechamento da história do plano real.

A cotação mais alta registrada até hoje foi de R$4,1957, anotada dia 13 de setembro de 2018, em meio às eleições presidenciais.

Em um dia de liquidez reduzida, as tensões na América Latina voltaram a impactar os movimentos do câmbio brasileiro.

Com destaque para o peso chileno, que acumulou desvalorização superior a 1%, mesmo com o leilão de swaps cambiais realizados pelo Banco Central do país.

Também operavam em território negativo o peso mexicano, o peso colombiano e o peso argentino, de modo que, em bloco, as moedas emergentes do eixo sul-americano declinaram na paridade com a moeda dos EUA.

O real, por ser uma das divisas mais líquidas da região, acabou se tornando um importante mecanismo de “hedge”, favorecendo as compras de dólar contra o real.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram mistos, após uma sessão de oscilações contidas, no último pregão da semana, em função do feriado de Proclamação da República amanhã.

Os investidores conseguiram ajustar os prêmios de risco ao longo da curva, retirando das taxas de longo prazo e adicionando às taxas centrais.

O DI outubro/2020 fechou estável na cotação de 4,51%, o DI outubro/2023 subiu para 6,04% (5,99% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 caiu a 6,64% (6,67% no ajuste anterior).

Petróleo recua moderadamente refletindo aumento nos estoques dos EUA

Os contratos futuros de petróleo encerraram em queda nesta quinta-feira (14), com ambas as referências, americana e inglesa, recuando devido ao aumento nos estoques da commodity.

O petróleo vendido em Nova Iorque no West Texas Intermediate (WTI), com entrega para dezembro, teve queda de 0,61%, sendo negociado a US$56,77 o barril.

Já o petróleo Brent para janeiro, comercializado na ICE de Londres, caiu 0,14%, fechando na cotação de US$62,28 o barril.

Segundo o Departamento de Energia (DoE) americano, os estoques de óleo bruto saltaram 2,2 milhões de barris na semana passada, superando as previsões do mercado.

A produção de petróleo nos EUA avançou 200 mil barris por dia, alcançando a marca diária de 12,8 milhões, estabelecendo um novo recorde.

Além disso, as incertezas sobre os rumos do acordo comercial com a China e a falta de clareza da nova política tarifária de Washington, limitaram o desempenho das cotações.

Não menos importante, o mercado também repercutiu a divulgação do relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

O cartel revisou as projeções de crescimento da produção de seus aliados para 2020 e reforçou a diretriz de dar continuidade ao ciclo de cortes nos próximos anos.

Noticiário Corporativo: Vivara apura lucro líquido de R$39,6 milhões no 3º trimestre

Em seu primeiro resultado como companhia de capital aberto, a Vivara (VIVA3) reportou um lucro líquido de R$39,6 milhões no terceiro trimestre, ficando praticamente estável em relação ao mesmo período do ano passado.

A receita líquida avançou 9,2%, para R$240,3 milhões, com destaque para a venda do segmento de joias, que foi o responsável por 52,1% do volume global.

Nas unidades abertas há mais de 12 meses, as vendas aumentaram 8,5%, sendo que, os resultados com o comércio eletrônico registraram um avanço exponencial de 25,5%.

“Vamos encerrar 2019 com mais de 250 pontos de venda em operação” – afirmou o diretor-presidente, Marcio Kaufman.

As despesas gerais e administrativas registraram alta de 12,8%, contudo, o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) saltou 28,3%, somando R$63,6 milhões.

Em nota, a companhia ressaltou que o plano estratégico para os próximos anos está sendo fielmente cumprido e que servirá como motor para manutenção do crescimento contínuo.