Ibovespa cai com sessão ajustes pela aprovação da Previdência e incertezas no exterior

Ao contrário do otimismo da véspera, o Ibovespa operava em queda neste pregão, refletindo diferentes variáveis internas e externas.

Mesmo com a aprovação da reforma da Previdência com ampla margem de diferença e projetando uma economia de R$933,9 bilhões nos próximos 10 anos, o mercado segue em tom de cautela.

Isso porque os destaques realizados pelos deputados e que ainda serão apreciados pelo plenário têm um potencial de desidratar a proposta, reduzindo cada vez mais a economia planejada pelo governo.

Outro aspecto que faz o índice geral recuar é a máxima do mercado financeiro, onde a Bolsa “sobe no boato, cai no fato”, apresentando uma tendência a partir das expectativas e apostas e consolidando um movimento de ajuste quando ocorre a situação.

O mercado brasileiro vem precificando a aprovação da reforma já há algum tempo e agora diante da concretização, é comum os investidores realizarem lucros refazendo suas posições.  

No cenário externo, o que está pressionando o desempenho dos índices é a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) nos EUA, que veio em alta de 0,1%, superando as previsões dos especialistas.

Esse indicador reduz parcialmente as projeções de corte em 0,5% na taxa básica de juros do país e eleva as incertezas quanto à decisão do Federal Reserve sobre um afrouxamento monetário.

Nesse contexto, às 12h15 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira recuava 0,55%, aos 105.193 pontos, registrando um volume financeiro de R$5,362 bilhões.

Dólar tem leve alta com o exterior negativo contrapondo o cenário interno

Depois de abrir em queda repercutindo a aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, o dólar comercial mudou de direção e agora ronda a estabilidade.

O grande catalisador do câmbio foi a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) nos Estados Unidos, que se fortaleceu, vindo acima das previsões do mercado.

Este indicador pode impactar na avaliação do Banco Central americano, Federal Reserve, sobre a política que será adotada em relação à taxa de juros na reunião que acontecerá nos dias 30 e 31 de julho.

O fato abalou as expectativas dos investidores, que antes projetavam um cenário de corte em 0,50% na taxa básica e agora arriscam em uma redução mais modesta, de 0,25%.

Ás 12h15 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 0,05% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$3,7580 na venda.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros seguiam a dinâmica do câmbio e apresentavam elevação nas taxas em todos os períodos.

O DI fevereiro/2020 aumentava 0,62%, sendo negociado a 5,72% (5,70% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2024 subia 0,45%, sendo vendido a 7,65% (6,63% no ajuste anterior).

Noticiário Corporativo

Sabesp (SBSP3)O governador de São Paulo, João Dória, afirmou à Bloomberg que a privatização da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) é a melhor alternativa no momento.

Durante a entrevista, ele mencionou que pretende arrecadar R$20 bilhões com a operação, mas está dependendo da aprovação do Projeto de Lei do Senado que institui o marco regulatório do setor e permite a privatização de estatais.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que colocará o projeto em pauta e tentará realizar a votação até o final de agosto.

Energias do Brasil (ENBR3) – A Energias do Brasil divulgou uma prévia dos resultados operacionais referentes ao segundo trimestre, mostrando um aumento de 2,5% no volume de energia distribuída.

Em comparação ao mesmo período do ano passado, a distribuição em São Paulo cresceu 0,8% e no Espírito Santo saltou 5,3%.

No semestre, o volume de energia distribuída avançou 3,8%, porém os níveis de energia comercializada recuaram 30,4%, em função da venda das participações que a companhia detinha em outros empreendimentos do setor.

COMPANHIAS ESTATAIS
Petrobras (PETR3) +1,40% Vale (VALE3) +0,27%
Petrobras (PETR4) +1,00% Embraer (EMBR3) -0,36%
Eletrobras (ELET3) +3,00% Banco do Brasil (BBAS3) -1,94%
Eletrobras (ELET6) +2,12% Cemig (CMIG4) +0,19%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Itaú Unibanco (ITUB3) -0,13% Usiminas (USIM3) -2,46%
Santander (SANB11) -0,15% CSN (CSNA3) -1,39%
Bradesco (BBDC3) -1,45% Gerdau (GGBR4) -2,48%