Ibovespa cai mais de 2% com exterior negativo e ameaças à Previdência; dólar dispara a R$3,89

Ainda sob a forte tensão da véspera, o Ibovespa seguia trajetória de queda desde a abertura do pregão. A combinação de notícias negativas do exterior e as turbulências do cenário doméstico pressionavam o índice geral a recuar ao patamar de 94 mil. Após a prisão do ex-presidente Michel Temer, os conflitos entre o governo e a sua base aliada se acirraram, principalmente em relação ao MDB, atual partido de Temer.

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Em acréscimo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, declarou que irá se retirar do núcleo de articulação política a favor da reforma da Previdência, devido à chuva de críticas que tem recebido nas redes sociais por pessoas ligadas à Bolsonaro. No exterior, os dados frustrantes sobre o desempenho das atividades na Alemanha renovam os receios de desaceleração da economia global e acentuam o clima de aversão ao risco, que resulta em perdas nas Bolsas internacionais.

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Ás 12h10 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira desvalorizava 2,16%, aos 94.642 pontos, registrando um giro financeiro de R$5,028 bilhões. O dólar comercial disparava 2,31%, sendo cotado a R$3,89, em uma sessão que o mercado renova os temores sobre um novo período de recessão nos EUA, devido ao achatamento da curva de rendimentos dos Treasuries americanos.

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Os investidores ajustaram posições optando pela compra de títulos de prazo mais longo, gerando um spread menor que de 1 ponto-base na rentabilidade dos papéis, cujo vencimento é de três meses e de dez anos. A situação serve de alerta já que essa é a principal relação monitorada pelo Federal Reserve para tomar decisões sobre a política monetária dos EUA. A divisa americana ganhava terreno contra as principais moedas emergentes e o real brasileiro apresentava um dos piores desempenhos.

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Os contratos de juros futuros operavam em firme alta, refletindo as turbulências do cenário político, a busca por maior proteção nos mercados globais e as incertezas quanto ao avanço das medidas de ajuste fiscal e as reformas estruturais na economia nacional. O DI com vencimento para dezembro/2019 subia 1,26%, sendo vendido a 6,43% (6,35% no ajuste anterior), o DI para setembro/2022 disparava 3,19%, sendo negociado a 8,09% (7,84% no ajuste anterior) e o DI para junho/2025 saltava 3,74%, sendo comercializado a 8,90% (8,58% no ajuste anterior).   

As principais blue chips seguiam em território negativo. O destaque vai para as companhias do setor bancário (Itaú Unibanco, Santander, Bradesco e Banco do Brasil), Petrobras e Eletrobras, que lideravam as perdas da sessão.

Eletrobras – Devido à prisão do ex-presidente Michel Temer, que ocorreu na manhã de ontem sob a acusação de um suposto recebimento de propinas durante a construção do complexo de Angra 3, a Eletrobras declarou que os contratos celebrados no projeto de 2015 a 2018 foram objeto de análise no curso das investigações, de forma independente e conduzida pela própria estatal. Segundo o comunicado emitido pela companhia, “todos os ilícitos referentes a Angra 3 identificados na investigação foram objeto das medidas administrativas cabíveis, como encerramento de contratos e exoneração de executivos envolvidos, bem como foi efetuado o registro de perdas na ordem de R$141,3 milhões”.


COMPANHIAS ESTATAIS

Petrobras (PETR3)

-2,97%

Vale (VALE3)

-0,77%

Petrobras (PETR4)

-3,12%

Embraer (EMBR3)

-0,84%

Eletrobras (ELET3)

-2,49%

Banco do Brasil (BBAS3)

-2,94%

Eletrobras (ELET6)

-2,91%

Cemig (CMIG4)

-1,41%

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SETOR BANCÁRIO

SETOR SIDERÚRGICO

Itaú Unibanco (ITUB3)

-2,35%

Usiminas (USIM3)

-2,84%

Santander (SANB11)

-1,94%

CSN (CSNA3)

-1,80%

Bradesco (BBDC3)

-3,03%

Gerdau (GGBR4)

-3,64%