Ibovespa dispara com acordo parcial EUA-China e fecha a semana em alta de 1,25%

O Ibovespa disparou 2% nesta sexta-feira (11), apoiado pelo otimismo das negociações entre Estados Unidos e China e o anúncio de um acordo parcial no comércio.

O encontro de dois dias em Washington reuniu autoridades de alto escalão dos dois países e resultou em um compromisso de concessões mútuas, até as questões sensíveis serem discutidas.

Após reunir-se com o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, o presidente Donald Trump disse que o entendimento na esfera cambial foi uma parte muito relevante no acordo, mas que ainda serão discutidos temas ligados à propriedade intelectual e serviços financeiros.

Pequim se comprometeu a aumentar para US$40/50 bilhões as compras de produtos agrícolas dos EUA e o governo americano garantiu que não elevará as tarifas sobre as importações da China.

Apesar de o acordo ser provisório e sujeito a alterações, Trump disse que seria capaz de assiná-lo sem a necessidade de aprovação do Congresso, caso as duas partes chegassem a um consenso.

O presidente americano também lembrou que essa é apenas a primeira fase de um planejamento mais amplo e que “os termos ainda devem ser colocados no papel, o que deve levar de três a cinco semanas”.

O desfecho deste conflito, que já se arrasta há mais de um ano, renovou o ânimo aos mercados, sobretudo, em Wall Street. O Dow Jones avançou 1,21%, o S&P 500 subiu 1,09% e o Nasdaq Composto cresceu 1,34%.

Por aqui, ficou no radar dos investidores as falas de Jair Bolsonaro, que durante sua live semanal, afirmou que a taxa Selic deverá chegar a 4,5% até o final de 2019, considerando os dados de inflação divulgados nos últimos dias.

Na B3, as ações da Petrobras (PETR3/ PETR4) subiram mais de 1%, após a notícia de que um navio-tanque iraniano sofreu um ataque que gerou explosões em sua estrutura e derramamento de óleo no local.

As companhias siderúrgicas como Vale (VALE3), Gerdau (GGBR4), CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5) também avançaram, seguindo a alta dos preços do minério de ferro no cenário internacional.

Como resultado, a Bolsa brasileira disparou 1,98% aos 103.831 pontos, anotando um volume financeiro de R$15,416 bilhões. Na semana, o índice geral fechou com valorização de 1,25%.

Dólar recua a R$4,09 mas fecha a semana com ganhos sobre o real

Fazendo um pregão de ajustes nesta sexta-feira (11), o dólar comercial recuou 0,75% contra o real brasileiro, fechando na cotação de R$4,0930 na venda.

Depois de duas sessões consecutivas de alta, o otimismo com o acordo parcial celebrado entre Estados Unidos e China se sobrepôs às nuances do câmbio, pressionando a queda da divisa americana.

As principais moedas emergentes, bem como os demais ativos de risco, se beneficiaram com o alívio do cenário externo, porém, desaceleraram no final do pregão, ficando longe das máximas.

Com destaque para a valorização das divisas rand sul-africano, peso mexicano e rublo russo. A lira turca foi a moeda que mais depreciou em relação dólar, declinando 3,47%.

Apesar de ter apresentado um movimento semelhante aos seus pares, o real não conseguiu devolver as perdas registradas na semana, permitindo o avanço de 0,95% da moeda dos EUA.

No mesmo sentido, os contratos de juros futuros encerraram nas mínimas, reagindo aos indicadores mais fracos da economia nacional e os baixos níveis de inflação, que corroboram com o ambiente de corte agressivo na taxa Selic.

O desdobramento favorável da guerra comercial também pressionou à nova rodada de queima para o prêmio de risco, que hoje, se concentrou nos vértices intermediários e longos da curva de juros.

O DI fevereiro/2020 caiu para 4,72% (4,75% no ajuste anterior), o DI abril/2023 declinou para 5,71% (5,87% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 recuou a 6,26% (6,44% no ajuste anterior).

Petróleo avança 3% na semana com acordo parcial EUA-China e ataque à petroleiro iraniano

Os contratos futuros de petróleo encerraram em alta nesta sexta-feira (11), impulsionados pelas notícias positivas sobre as negociações do acordo comercial entre Estados Unidos e China.

Segundo a agência Bloomberg, os dois países elaboraram um acordo parcial que solucionou as divergências no comércio e estabeleceu uma “trégua” momentânea.

O objetivo será conciliar as demandas para construir um acordo mais amplo até o final do ano, que englobe, até mesmo, os pontos mais sensíveis criticados pelas duas potências.

Dentre os aspectos acordados, Pequim faria concessões aos produtos agrícolas americanos e, em contrapartida, Washington desistiria de elevar as tarifas sobre a importações chinesas.

Desde o ano passado, a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo tem influenciado negativamente o crescimento global, o que impacta diretamente nos níveis de demanda da commodity.

Outro fator que auxiliou no desempenho dos contratos foi o ataque a um navio petroleiro iraniano, que navegava pelo Mar Vermelho, próximo ao porto de Jeddah, na costa da Arábia Saudita.

O navio-tanque sofreu uma série de explosões, que incendiaram a sua estrutura e causaram um derramamento de óleo bruto em todo o entorno.

Com isso, os preços dos contratos saltaram, uma vez que, o incidente poderá representar o acirramento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, a principal região produtora em escala mundial.

Como resultado, o petróleo vendido no West Texas Intermediate (WTI) para entrega em dezembro avançou 2,14%, sendo negociado a US$54,70 o barril.

Já o petróleo Brent para o mesmo mês, comercializado na ICE de Londres, fechou em alta de 2,38%, na cotação de US$60,51 o barril.

No acumulado da semana, o Brent subiu 3,66% e o WTI valorizou 3,57%.

Noticiário Corporativo: Eletrobras divulga novo plano de demissão consensual para desligar até 1.681 empregados

A Eletrobras (ELET3 / ELET6) divulgou o Segundo Plano de Demissão Consensual (PDC) de 2019, cujo objetivo é promover o desligamento voluntário de até 1.681 empregados até o final de dezembro.

A medida integra um conjunto de esforços para reduzir os custos com pessoal em aproximadamente R$510 milhões por ano, segundo informou a companhia.

O plano é uma das diretrizes propostas pelo “Desafio 23: Excelência Sustentável”, que indica caminhos de uma gestão mais eficiente para tornar a estatal atrativa à privatização.

De acordo com o comunicado da administração, o PDC terá início a partir de hoje na Eletrobras e nas subsidiárias CGTEE, Chesf, Eletrobras Termonuclear, Eletronorte, Amazonas Geração e Transmissão de Energia e Furnas Centrais Elétricas.

Em acordo coletivo já mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), há previsão de mais dois novos programas de desligamento a serem propostos em 2020, cuja meta é dispensar 12.500 empregados efetivos a partir de janeiro e 12.088 em maio.

Movimentações na B3  

As ações de maior liquidez do Ibovespa acentuaram ganhos neste pregão, seguindo o movimento positivo do exterior. A seguir, as máximas do mercado à vista:

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 10/10 11/10 Ativo 10/10 11/10
Petrobras (PETR3) +0,48% +1,48% Vale (VALE3) +3,44% +2,96%
Petrobras (PETR4) +0,83% +1,94% Embraer (EMBR3) -0,29% +1,29%
Eletrobras (ELET3) -0,68% -1,42% Banco do Brasil (BBAS3) +0,45% +1,87%
Eletrobras (ELET6) -1,00% -2,00% Cemig (CMIG4) -0,94% +1,46%

Carteira Recomendada de Outubro por 17 corretoras

SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 10/10 11/10 Ativo 10/10 11/10
Itaú Unibanco (ITUB3) +0,88% +1,74% Usiminas (USIM3) +1,45% +1,21%
Santander (SANB11) +2,24% +1,71% CSN (CSNA3) +5,31% +1,76%
Bradesco (BBDC3) +0,58% +1,45% Gerdau (GGBR4) +3,67% +2,39%