Ibovespa dispara renovando a máxima intradia com payroll nos EUA e IPCA no Brasil

O Ibovespa operava em alta nesta sexta-feira (06), alcançando nova máxima intradia aos 111.429 pontos, reagindo aos indicadores mais fortes nos Estados Unidos e no Brasil.

Na manhã de hoje, foi divulgado o relatório de empregos americano (payroll), evidenciando a criação de 266 mil novos postos de trabalho, durante o mês de novembro.

Os dados publicados pelo Departamento do Trabalho contrariaram as projeções dos analistas, que esperavam a adição de apenas 183 mil novas vagas no período.

O número mostrou que a economia norte-americana possui bases sólidas e está em pleno crescimento, apesar das adversidades do cenário externo.

Outro fator que renovou o apetite ao risco nesta sessão foi o aceno da China à Washington, no sentido de fazer concessões em algumas demandas para acelerar as negociações do acordo comercial.

O Ministro de Finanças chinês declarou que Pequim poderá remover a sobretaxa de 25% que impôs sobre a carne suína e a soja importados dos EUA.

Esse seria um gesto de boa vontade sinalizando o esforço do país asiático para firmar um acordo com o governo americano até meados de dezembro.

Por aqui, os investidores locais seguem repercutindo a publicação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que subiu 0,51% na comparação mensal.

As previsões do mercado apontavam para um avanço de apenas 0,47% do indicador, de modo que, este foi o maior resultado para novembro desde 2015.

Como justificativa para este aumento, os economistas indicaram o reajuste nos preços da carne, das loterias e da tarifa de energia elétrica, além do avanço recente do dólar no câmbio local.

Na B3, as companhias Via Varejo (VVAR3) e BTG Pactual (BPAC11) lideravam o ranking positivo, apurando ganhos superiores a 4%.

A valorização de 1% nas blue chips Petrobras (PETR3 / PETR4) e Vale (VALE3) também impulsionava o índice geral, devido ao peso que cada uma exerce no desempenho global.

Ás 12h30 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira subia 0,63%, aos 111.315 pontos, anotando um volume financeiro de R$4,024 bilhões.

Dólar recua a R$4,17 refletindo o exterior e os indicadores de inflação

O dólar comercial operava em queda nesta sexta-feira (06), dando continuidade ao movimento de baixa visto nos últimos pregões.

O comportamento da divisa americana no câmbio local é o mesmo visto no exterior, sobretudo, na paridade com as demais moedas emergentes e ligadas às commodities.

Novamente, as perspectivas de aproximação comercial entre Estados Unidos e China catalisavam as transações, com os investidores esperançosos de que um acordo será firmado antes do final do ano.

Contudo, o que realmente impactou o desempenho da moeda dos EUA foi a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que avançou 0,51% em novembro.

Ao contrário do que os economistas pensavam, o dado veio muito acima das estimativas, mas ainda dentro do intervalo pré-definido, cujo teto era de 0,58%.

A conjuntura macroeconômica mostrada reforça a análise do Banco Central de que há espaço para um novo corte de 0,50% na taxa Selic, que será definida durante a reunião da próxima semana.

Ás 12h30 (horário de Brasília), o dólar comercial recuava 0,38% contra o real, sendo cotado a R$4,1720 na venda.

No mesmo sentido, os contratos de juros futuros apresentavam recuo nas taxas em todos os vencimentos, evidenciando um leve ajuste em sintonia com o câmbio.

Porém, após a divulgação dos números de empregos dos EUA, indicando a criação de vagas acima do esperado, as taxas desaceleraram as perdas, sobretudo, as de curto prazo.

O DI fevereiro/2020 caía 0,58% com negociação a 4,47% (4,50% no ajuste anterior) e o DI julho/2023 declinava 1,32%, sendo vendido a 5,98% (6,04% no ajuste anterior).

Noticiário Corporativo: Petrobras prevê o aumento dos níveis de produção de petróleo em 2020

A Petrobras (PETR3 / PETR4) está prevendo aumentar os níveis de produção de petróleo a partir de 2020, prevendo que a média diária deverá superar os 2,7 milhões de barris de óleo equivalentes (BOE).

Segundo o diretor de exploração e produção da estatal, Carlos Alberto Pereira de Oliveira, a produção atualmente já alcançou algo em torno de 3,1 milhões de BOE por dia.

O executivo também destacou que, no mês de novembro, a companhia atingiu um novo recorde de produção, chegando na marca de 3,2 milhões de BOE diários.

Durante um encontro com investidores em Londres, no qual também participou o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, o diretor mencionou que a meta para o ano que vem poderá sofrer variações pontuais.

No entanto, a expectativa é que a produção global ultrapasse todas as projeções e se mantenha em uma trajetória crescente nos próximos anos, conforme explicou Oliveira.

Como não poderia faltar uma análise de perspectivas, Castello Branco aproveitou para falar sobre o projeto de venda das oito refinarias da estatal, que está previsto no plano de desinvestimentos.

Além disso, o presidente da companhia ressaltou a intenção de promover ampla abertura dos mercados de refino e gás natural, visando atrair capital estrangeiro para atuação no segmento.