Ibovespa faz pregão de ajustes e recua com exterior negativo; dólar sobe a R$3,84

O pregão de hoje começou em tom negativo, com o Ibovespa operando em queda desde as primeiras horas de negociação. Em determinado momento, o índice geral chegou a aprofundar as perdas, retrocedendo ao patamar de 97 mil, mas logo depois recuperou parcialmente, embora sem fôlego para a virada. Os dados de produção industrial na China vieram abaixo do esperado e despertaram a preocupação dos investidores sobre a desaceleração da segunda maior economia do mundo.

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Além disso, a notícia do adiamento da reunião entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, aprofundou o clima de aversão ao risco, tendo em vista que o objetivo deste encontro era finalizar os termos do acordo tarifário entre os dois países. Com isso, o benchmark da Bolsa brasileira encerrou em desvalorização de 0,30%, aos 98.604 pontos e um volume financeiro de R$12,369 pontos. O dólar comercial subiu 0,91%, sendo cotado a R$3,84, interrompendo uma sequência de quatro baixas.

Reforma da Previdência: O Futuro Dos Investimentos No Congresso Nacional

Sem novidades sobre a reforma da Previdência, o real acompanhou as demais moedas globais e depreciou contra o dólar, diante de um ambiente menos amigável para ativos de risco. A recomposição de posições compradas em dólar e outros fatores técnicos influenciaram a divisa americana a avançar no mercado de câmbio. O envio do projeto de reforma da Previdência dos militares ao Congresso também causou ruídos devido à inclusão de um aumento nos salários da categoria.

Relatório Especial: Fundos Imobiliários

Os contratos de juros futuros encerraram com aumento nas taxas em todos os períodos, dando sequência ao movimento de correção do alívio nos prêmios visto nos últimos dias. O mercado se sentiu mais confortável em embolsar lucros após a divulgação dos dados de vendas no varejo acima das medianas projetadas, o que leva a afastar a possibilidade de corte na Selic no curto prazo. O DI com vencimento para março/2020 saltou para 6,46% (6,42% no ajuste anterior) e o DI para junho/2023 aumentou para 8,25% (8,15% no ajuste anterior)

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As principais blue chips fecharam em território negativo. O destaque vai para o setor bancário, que aprofundou perdas na sessão.

Petrobras – O dia hoje foi cheio de novidades. O HSBC elevou a recomendação das ações da Petrobras para compra, com preço-alvo de R$32. Nos próximos dias, a companhia abrirá os termos do contrato celebrado com a fraco belga Engie, para novas ofertas. Segundo as regras definidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), nessa etapa, os investidores poderão refazer as antigas propostas ou adicionar novas. Ainda no radar, a estatal está na fase final da venda de 90% da Transportadora Associada de Gás (TAG), considerada uma transação estratégica no processo de desinvestimento.

Petróleo – Os preços do petróleo encerraram a sessão de hoje sem apresentar uma direção comum, reagindo a diferentes catalisadores. Os dados fracos da produção industrial na China pressionaram a queda, porém a redução dos estoques da commodity nos Estados Unidos segurou a valorização. O relatório da Opep também balançou o mercado, indicando que o corte na produção de fevereiro foi bem menor do que em janeiro, em função das sanções impostas à Venezuela. O petróleo WTI para abril avançou 0,60%, com cotação a US$58,61 o barril e o petróleo Brent para maio recuou 0,47%, com cotação a US$67,23 o barril.

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COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 13/03 14/03 Ativo 13/03 14/03
Petrobras (PETR3) +3,15% +1,16% Vale (VALE3) +1,40% -0,10%
Petrobras (PETR4) +1,82% +0,07% Embraer (EMBR3) -0,27% -0,16%
Eletrobras (ELET3) +1,18% -0,51% Banco do Brasil (BBAS3) +1,24% -0,76%
Eletrobras (ELET6) +0,54% -0,05% Cemig (CMIG4) +0,48% -0,68%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 13/03 14/03 Ativo 13/03 14/03
Itaú Unibanco (ITUB3) +1,06% -2,15% Usiminas (USIM3) -0,53% +2,39%
Santander (SANB11) +2,84% -1,44% CSN (CSNA3) +9,39% -0,45%
Bradesco (BBDC3) -0,05% -1,01% Gerdau (GGBR4) +2,32% -1,34%