Ibovespa fecha em queda com acordo de Trump e expectativa pelas decisões de juros

Em dia de cautela no mercado brasileiro, o Ibovespa oscilou em queda reagindo às novidades do cenário externo.

O presidente americano, Donald Trump, anunciou um acordo realizado entre o governo e o Congresso, que visa suspender o teto da dívida pública dos Estados Unidos até a próxima eleição presidencial.

O fato derrubou as expectativas do mercado sobre um corte mais agressivo na taxa de juros pelo Federal Reserve, na reunião de política monetária que acontecerá na semana que vem.

Em contrapartida, no cenário doméstico, os dados mais fracos do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), que mostra uma prévia da inflação de julho, aumentaram as apostas sobre um corte mais robusto na taxa Selic.

Os investidores estão precificando o início de um ciclo de afrouxamento monetário na economia brasileira, começando com uma redução de 0,50% já na próxima reunião do comitê do Banco Central.

Como resultado, a Bolsa brasileira recuou 0,24%, aos 103.704 pontos, registrando um volume financeiro de R$14,523 bilhões.

Dólar salta a R$3,77 com acordo de Trump sobre dívida dos EUA

O dólar comercial saltou no pregão desta terça-feira (23), fechando com valorização de 0,91% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$3,7730 na venda.

A divisa americana ganhou tração após o presidente Donald Trump anunciar a realização de um acordo que suspende o teto da dívida pública dos EUA.

O ajuste orçamentário realizado entre o governo e o Congresso terá validade até a próxima eleição presidencial e visa suportar o crescimento da economia americana através da expansão dos gastos públicos.

Após a divulgação da notícia, o mercado de câmbio internacional sofreu uma onda de compra de dólares, com o real liderando o movimento de baixa, dentre as principais moedas emergentes.

No sentido contrário, os contratos de juros futuros encerraram apresentando redução nas taxas em todos os períodos, com os investidores de renda fixa retirando o prêmio de risco dos ativos.

A inflação abaixo da meta, o enfraquecimento das atividades estruturais e o crescimento decepcionante confirmaram as expectativas sobre um ciclo próximo de afrouxamento monetário.

O DI outubro/2020 recuou a 5,40% (5,45% no ajuste anterior), o DI janeiro/2024 diminuiu para 6,64% (6,70% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 caiu para 7,20% (7,28% no ajuste anterior).

Petróleo avança com tensões no Oriente Médio e otimismo nas negociações EUA-China

Os contratos futuros de petróleo avançaram nesta terça-feira (23), reagindo ao agravamento das tensões no Oriente Médio e na retomada das negociações entre Estados Unidos e China.

Na última sexta-feira, o Irã apreendeu um navio petroleiro britânico que navegava na região e isso acentuou o conflito entre Teerã e o Ocidente.

Segundo um relatório da Seveis Report Research, as forças armadas da Grã-Bretanha teriam se aproximado da União Europeia para discutir um plano de proteção aos navios que utilizam o entorno do Estreito como rota comercial.

Na manhã de hoje, o presidente Donald Trump acusou o Irã de mentir sobre a suposta prisão de 17 espiões iranianos, que estariam trabalhando secretamente para os EUA.

A escalada de conflitos do país persa com as maiores economias do mundo tem um potencial de mitigar a oferta global de petróleo, já que a república islâmica é um dos principais produtores, por isso, os preços saltaram nesta sessão.

Outro fator que pressionou a alta das cotações foi a notícia de que o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, e o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, viajarão a Pequim na semana que vem, para uma reunião com o vice-primeiro-ministro chinês Liu He.

No fim da sessão regular, o petróleo WTI para entrega em setembro avançou 0,98%, sendo cotado a US$56,77 o barril e o petróleo Brent também para setembro saltou 0,90%, sendo cotado a US$63,83 o barril.

Noticiário Corporativo

Eletrobras (ELET3 / ELET6) – A Eletrobras publicou informações sobre a auditoria que o Tribunal de Contas da União realizou para avaliar sua política de cotas, os sistemas de regulação e os processos de gestão da comercialização aplicáveis à produção energética da Hidrelétrica de Itaipu.

No comunicado, a companhia esclareceu que as bases para a fixação da tarifa de energia foram definidas pelo Tratado firmado entre Brasil e Praguai e regulado pelas Notas Reversais, que foram convertidas em leis pelo processo legislativo de cada país.

A elétrica também reiterou seu compromisso em cumprir toda a legislação vigente pertinente às suas atividades e fornecer todas as informações solicitadas pelos órgãos de controle do governo.

BR Distribuidora (BRDT3) – A BR Distribuidora comunicou a realização da Assembleia Geral de Constituição da Companhia de Gás do Espírito Santo, uma sociedade de economia mista formada pelo poder executivo estadual e a Petrobras Distribuidora.

Na nova companhia, a BR terá uma participação de 60,34% do capital total e 49% das ações ordinárias e a integralização dos recursos de ambas as partes ocorrerá em até 12 meses da constituição da sociedade.

Em fato relevante, a BR afirmou que continuará operando os serviços de distribuição de gás canalizado no estado até a ES Gás assinar o novo contrato de concessão.

Movimentações na B3  

As ações mais negociadas da Bovespa fecharam o pregão em leve declínio. A seguir, as mínimas registradas no dia:

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 22/07 23/07 Ativo 22/07 23/07
Petrobras (PETR3) -0,13% +0,47% Vale (VALE3) -0,42% -1,28%
Petrobras (PETR4) +0,22% +0,18% Embraer (EMBR3) 00% +0,88%
Eletrobras (ELET3) -1,60% -0,96% Banco do Brasil (BBAS3) +0,29% -1,37%
Eletrobras (ELET6) -1,68% -1,46% Cemig (CMIG4) -0,34% +0,42%

E-BOOK GUIA COMPLETO PARA OBTER SUCESSO NOS INVESTIMENTOS EM AÇÕES NA BOLSA DE VALORES

SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 23/07 23/07 Ativo 22/07 23/07
Itaú Unibanco (ITUB3) +1,41% +0,06% Usiminas (USIM3) -3,06% 00%
Santander (SANB11) -0,13% -0,47% CSN (CSNA3) -1,08% -1,50%
Bradesco (BBDC3) +1,20% +0,61% Gerdau (GGBR4) -1,67% +0,36%