Ibovespa muda de direção e sobe com os bancos ofuscando desvalorização da Petrobras

Oscilando desde a abertura, o Ibovespa operava em alta, puxado pelas ações do setor bancário, ao mesmo tempo em que refletia o clima de cautela predominante no exterior.

Mais cedo, a baixa nas ações da Petrobras (PETR3/ PETR4) chegou a limitar o desempenho do índice geral, porém, a valorização dos ativos Banco do Brasil (BBAS3), Itaú Unibanco (ITUB3/ ITUB4) e Santander (SANB11) impulsionavam o avanço.

No mercado internacional, os preços do petróleo despencavam após a notícia de que a Arábia Saudita conseguirá restabelecer os níveis normais de produção mais cedo que o previsto.

Também repercutia as falas do presidente americano, Donald Trump, afirmando que embora o ataque com os drones pareça ser de responsabilidade do Irã, o governo dos EUA não pretende entrar em uma guerra.

No cenário doméstico, os investidores digeriam as declarações do presidente Jair Bolsonaro, que em uma entrevista à RecordTV, antecipou a decisão da petrolífera brasileira de não repassar ao consumidor imediatamente a variação nos preços da commodity.

Em comunicado, a Petrobras confirmou a informação, justificando que a volatilidade do ambiente poderá ser atenuada na medida que novos desdobramentos aconteçam, por isso, a companhia pretende postergar uma reação.

Outro fator de catalisação no comportamento dos ativos era a expectativa pelas reuniões do Federal Reserve, nos EUA, e do Comitê de Política Monetária (Copom), no Brasil, que acontecerão amanhã.

Existe um consenso majoritário entre os analistas do mercado que o Fed cortará a taxa básica de juros em 0,25%, apesar das incertezas provocadas pelo ambiente externo.

Já em relação ao Copom, parece ser uma tendência praticamente consolidada que haverá uma nova flexibilização da taxa Selic, com perspectivas de redução ainda maior até o final de 2019.

Nesse contexto, às 12h25 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira subia 0,29%, aos 103.979 pontos, anotando um volume financeiro de R$4,389 bilhões.

Dólar sobe a R$4,09 com foco nas reuniões de política monetária

Em alta generalizada desde a abertura, o dólar comercial avançava no câmbio doméstico, à espera das reuniões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.

A divisa americana ganhava terreno contra as principais moedas emergentes, refletindo o sentimento de cautela dos investidores, devido às turbulências do exterior.

No radar, estavam os impactos do agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio após o ataque à plataforma saudita e os temores sobre o ritmo de desaceleração da economia global.

Mesmo com tantas variáveis que podem influir na decisão dos Bancos Centrais, o CME Group divulgou que 63,5% dos analistas apostam que o Federal Reserve escolherá reduzir em 0,25% a taxa de juros dos EUA.

Por aqui, as perspectivas são ainda mais otimistas, com o cenário de corte em 0,50% na taxa Selic praticamente desenhado, conforme a visão dos economistas.

Ás 12h25 (horário de Brasília), o dólar comercial avançava 0,20% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$4,0970 na venda.

No mesmo sentido, os contratos de juros futuros operavam em queda em todos os períodos, com os investidores locais aumentando as posições líquidas vendidas em taxa, precificando o quadro de afrouxamento monetário.

O DI março/2020 caía 0,64%, sendo negociado a 5,10% (5,13% no ajuste anterior) e o DI julho/2026 declinava 1,66%, sendo vendido a 7,11% (7,13% no ajuste anterior).

Noticiário Corporativo: MRV reafirma a proposta de investimento na AHS enquanto espera o aval dos acionistas

O Conselho de Administração da MRV (MRVE3) reafirmou sua proposta de investimento de no mínimo US$220 milhões e no máximo US$255 na aquisição da AHS Residential, uma empresa americana com sede na Flórida.

A construtora brasileira interrompeu temporariamente as negociações junto à AHS, justificando que primeiro ouvir a opinião dos acionistas durante a Assembleia Geral Extraordinária, prevista para ocorrer dia 04 de outubro.

Na ocasião, serão discutidas medidas de governança, práticas para assegurar o alinhamento de interesses entre as organizações, parâmetros sobre investimentos necessários para financiar um plano de negócios para a AHS e as condições de venda do controle da nova empresa.

Na avaliação da MRV, a operação tem o potencial de gerar valor ao negócio, além de diversificar a atuação da companhia e criar sinergias para expansão das atividades.