Ibovespa reage com movimento de recuperação e sobe em meio a um clima de cautela

O principal índice acionário brasileiro abriu a sessão desta sexta-feira (17) em ligeira queda, mas logo deu indício de reação.

Às 12h21, o Ibovespa operava em alta de 1,38%, totalizando 91.307 pontos.

O resultado trás certo alívio para o índice que se recupera da queda de 1,75% no dia anterior.

Com o respectivo saldo, o Ibovespa acumulou 5 quedas em 6 pregões e contrasta com o desempenho dos mercados internacionais.

Na mesma ocasião, o Ibovespa registrou seu menor nível desde 28 de dezembro do ano passado.

Sem novidades no cenário político, os investidores se voltam para o mercado corporativo, com destaque para a Vale e Petrobras.

Do lado da petrolífera, Jair Bolsonaro indicou uma possível revisão na política de preços da estatal e fala repercute.

A Vale, por sua vez, reage com a disparada nos preços do minério de ferro e índices sobem.

Dólar segue em alta cotado a R$ 4,087

Após fechar a última sessão acima de R$ 4 pela primeira vez em quase oito meses, o dólar comercial continua a operar em alta.

Por volta das 12h21, a moeda estava cotada a R$ 4,087, alta de 0,83%.

Ademais, o real brasileiro é a moeda que mais recua ante ao dólar em uma lista das 33 divisas de mais liquidez do mundo, pelo terceiro dia consecutivo.

Noticiário Corporativo

Petrobras (PETR4) – Em transmissão semanal e ao vivo no Facebook, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que pode rever a política de preços da Petrobras.

“O pessoal reclama do preço da gasolina a R$ 5 e me culpa, atira para cima de mim o tempo todo. O preço do combustível é feito lá pela Petrobras. Leva em conta o preço do barril de petróleo lá fora, bem como a variação do dólar. Lógico que se a gente puder rever isso aí”, disse o presidente.

A medida, no entanto, só acontecerá desde que não haja prejuízos para a estatal.

Embora os papéis tenham iniciado a sessão em queda, seus índices subiam 0,24% às 12h23, cotados a R$ 24,90.

Vale (VALE3) – A Vale, por sua vez, surpreendeu o mercado investidor que esperava por recuo ou ainda ganhos singelos.

Ao emitir um alerta de um possível novo rompimento de barragens da mineradora, na cava da mina Gongo Soco, na cidade de Barão de Cocais (MG), o Ibovespa caiu no dia anterior.

De acordo com o analista da Eleven Financial Research, Raphael Figueredo, o movimento de ontem foi uma reação natural.

Agora, contudo, o mercado parece ter se estabilizado. Às 11h32, os papéis da Vale subiam 1,51%, cotados a R$ 46,30.

Para o analista, o preço do minério de ferro é um dos grandes responsáveis.

Variações nas Commodities

As commodities sobem no mercado global. Ontem, minério de ferro superou US$100 por tonelada e subiu mais de 2,5%.

Esse foi o maior nível da comoditie desde 2014 e está relacionada com uma possível disputa de cargas e crise global, inflada pelo conflito EUA-China.

Um possível rompimento de barragem da Vale também impacta o minério de ferro.

O petróleo, por sua vez, permanece estável.

Apesar do clima supostamente ameno, Figueredo aposta em um dia de cautela.

“A alta do dólar pressiona aqui dentro, mas acredito que será um dia de alguma recuperação de terreno após o tombo de ontem porque não temos novidade nenhuma que possa interferir muito nos preços”, diz.

Movimentações na B3

As ações de maior liquidez da Bovespa encerraram mistas, apurando perdas e ganhos para diferentes setores. Com destaque para as mínimas da sessão:

  • Cosan (CSAN3) -1,88%
  • CVC (CVCB3) -1,71%
  • ENGIE BRASILON NM (EGIE3) -0,87%
  • BBSEGURIDADEON (BBSE3) -0,63%
  • TAESA (TAEE11) -0,77%
COMPANHIAS ESTATAIS
Petrobras (PETR3) 1,33% Vale (VALE3) 1,57%
Petrobras (PETR4) 0,24% Embraer (EMBR3) 3,90%
Eletrobras (ELET3) 1,48% Banco do Brasil (BBAS3) 1,73%
Eletrobras (ELET6) 0,68% Cemig (CMIG4) 2,20%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Itaú Unibanco (ITUB4) 1,69% Usiminas (USIM5) 2,86%
Santander (SANB11) 0,88% CSN (CSNA3) 4,07%
Bradesco (BBDC3) 1,88% Gerdau (GGBR4) 0,95%