Ibovespa recua aos 103 mil com 2º turno de votações da Previdência só em Agosto

Com os holofotes voltados à Câmara dos Deputados, o Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira (12) em queda, anulando os ganhos percebidos na semana e desviando do bom humor externo.

Embora o presidente da casa, Rodrigo Maia, tenha se comprometido em encerrar os dois turnos de votação da reforma da Previdência antes do recesso parlamentar, os destaques ao texto não lhe permitiram alcançar o objetivo.

Ao todo, os parlamentares protocolaram 20 destaques, que ainda não foram apreciados na integralidade e, por isso, o segundo turno de votações será realizado somente no próximo período legislativo.

Conforme publicação da Bloomberg, os trabalhos da reforma serão retomados dia 06 de agosto e haverá um acordo para quebra do interstício, que estabelece o prazo de cinco sessões entre as votações do primeiro e segundo turno.

Apesar disso, o mercado prevê que a economia com a reforma fique em torno de R$800 bilhões, o que já é um valor muito positivo para os cofres públicos.

Enquanto isso, no exterior, os índices americanos renovaram as máximas históricas impulsionados pelas declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no Senado.

O chairman do Fed reforçou as expectativas de que a autoridade monetária reduzirá a taxa de juros já na próxima reunião, agendada para os dias 30 e 31 de julho.

Como resultado, a Bolsa brasileira recuou 1,18%, aos 103.905 pontos, registrando um volume financeiro de R$16,200 bilhões. Na semana, o Ibovespa teve perdas 0,18%.

Dólar tem queda semanal de 2,15% e fecha a R$3,73 de olho no Fed

O dólar encerrou a semana registrando a maior queda (-2,15%) em cinco meses, com os investidores apostando que o Banco Central americano, Federal Reserve decidirá por um afrouxamento monetário.

O presidente do Fed, Jerome Powell, reforçou a ideia de redução da taxa básica de juros nos EUA já na próxima reunião junto aos demais integrantes, prevista para acontecer no final de julho.

O fato pressionou a divisa americana, que se enfraqueceu contra as principais moedas emergentes, sobretudo, aquelas que operam no setor de commodities.

Por aqui, a aprovação da reforma da Previdência e o otimismo do mercado interno também contribuíram com o bom desempenho do câmbio.

No fechamento, o dólar comercial declinou 0,35% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$3,7390 na venda.

Os contratos de juros futuros encerraram próximos à estabilidade, embora tenham acumulado baixa durante a semana refletindo a votação da Previdência na Câmara e as perspectivas de redução da taxa Selic pelo Copom.

O DI junho/2020 ficou estável no preço de 5,56%, o DI julho/2024 subiu para 6,73% (6,72% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 aumentou para 7,05% (7,01% no ajuste anterior).

Petróleo tem avanço semanal com redução nos estoques e tempestade no Golfo do México

Os contratos futuros de petróleo encerraram em alta nesta sexta-feira (12), refletindo diferentes variáveis do cenário internacional.

Na manhã de hoje, a Agência Internacional de Energia (AIE) divulgou o relatório mensal, no qual manteve inalteradas as projeções de aumento da demanda pela commodity para os próximos meses.

No entanto, houve uma ressalva indicando que a demanda por petróleo bruto deverá alcançar um novo recorde em 16 anos e meio, até o primeiro trimestre de 2020.

Na última quarta-feira, o Departamento de Energia dos EUA já havia sinalizado uma redução nos estoques muito acima do previsto pelos analistas, o que trouxe novo fôlego aos investidores.

Além disso, o governo americano informou que 53% da produção realizada no Golfo do México teve que ser interrompida por motivos de segurança devido à tempestade tropical próxima às instalações.

Nesse cenário, o petróleo WTI para entrega em agosto fechou estável, sendo cotado a US$60,21 o barril e o petróleo Brent para setembro aumentou 0,30%, sendo cotado a US$66,72 o barril. No acumulado da semana, o WTI avançou 4% e o Brent subiu 3,5%.

Noticiário Corporativo

Camil (CAML3)A Camil Alimentos publicou os resultados corporativos referentes a março, abril e maio deste ano, apresentando um lucro líquido de R$49,8 milhões, o que equivale a um avanço de 52,8% na comparação de base anual.

O Ebitda do período foi de R$83 milhões, evidenciando um aumento de 1,2% em relação a 2018 e a receita líquida aumentou 23,2%, totalizando R$1,237 bilhão.

Mesmo registrando um crescimento nos números, o Itaú BBA avaliou o resultado como negativo, justificando que o Ebitda ficou abaixo das expectativas do mercado.

Porém, em outros aspectos, o banco analisou que a companhia obteve maior participação no mercado, tanto em valor quanto em volume, e se fortaleceu nos principais segmentos de atuação.

Light (LIGT3) – O Conselho de Administração da Light aprovou o preço por ação no valor de R$18,75 dentro do processo de aumento de capital, que deverá fechar em R$1,875 bilhão.

Conforme divulgado em fato relevante, a elétrica pretende lançar ao mercado uma oferta de 100 milhões de ações, acrescidas da distribuição secundária de outras 33 milhões.

Movimentações na B3  

A seguir, as ações de maior liquidez que sofreram maior desvalorização durante o pregão:

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 11/07 12/07 Ativo 11/07 12/07
Petrobras (PETR3) +1,50% +0,19% Vale (VALE3) -0,31% -0,38%
Petrobras (PETR4) +1,21% +0,14% Embraer (EMBR3) -0,72% -0,10%
Eletrobras (ELET3) +7,44% +1,33% Banco do Brasil (BBAS3) -1,95% -2,41%
Eletrobras (ELET6) +4,91% +1,27% Cemig (CMIG4) -1,10% -0,92%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 11/07 12/07 Ativo 11/07 12/07
Itaú Unibanco (ITUB3) -0,06% -0,54% Usiminas (USIM3) -1,91% -0,28%
Santander (SANB11) -0,19% -0,65% CSN (CSNA3) -0,29% -0,76%
Bradesco (BBDC3) -2,48% -1,99% Gerdau (GGBR4) -2,48% -1,27%