Ibovespa renova a máxima histórica intradia mas fecha nos 110 mil seguindo o exterior

Depois de renovar a máxima histórica intradia ao alcançar os 111.072 pontos, o Ibovespa desacelerou, mas conseguiu fechar em território positivo.

Esboçando um “rali de fim de ano”, o índice geral refletiu o ambiente mais tranquilo no exterior e o aumento da demanda de investidores locais por ações descontadas.

Na B3, as companhias Cielo (CIEL3), Bradespar (BRAP4) e Weg (WEGE3) foram o destaque de valorização junto com a Petrobras (PETR3/ PETR4), que avançou mais de 1%.

Em meio ao movimento de retomada do crescimento econômico no Brasil e o avanço da agenda de reformas no Congresso, a expectativa é que as empresas nacionais ofereçam uma boa rentabilidade em 2020.

Isso porque, os dados do Produto Interno Bruto (PIB) e da produção industrial sinalizaram um ponto de virada, melhorando as perspectivas de curto prazo, apesar de o ambiente internacional se mostrar adverso.

Este clima favorável predominante no mercado provém da esperança de que a primeira fase do acordo comercial entre Estados Unidos e China será concluído antes do dia 15 de dezembro.

Na referida data, está previsto para entrar em vigor um novo aumento nas tarifas americanas sobre US$160 bilhões em produtos importados do gigante asiático.

Conforme autoridades comercias dos dois países, as negociações estão progredindo muito bem e todos estão trabalhando para concluir os termos do documento antes do prazo.

Contudo, em relação às tarifas, o presidente Donald Trump foi evasivo e não deu muitos detalhes. “Alguma coisa pode acontecer, mas ainda não estamos discutindo isso com a China” – disse aos repórteres.

Os investidores também monitoraram a reunião de Cúpula do Mercosul, que contou com a presença dos principais líderes do eixo sul-americano.

Também participaram do evento o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Economia Paulo Guedes e o presidente do Banco Central Roberto Campos Neto.

No fim da sessão, a Bolsa brasileira subiu 0,29% aos 110.622 pontos, registrando um volume financeiro de R$11,636 bilhões.

Dólar recua a R$3,18 registrando o menor valor em duas semanas

Depois de oscilar em alta a maior parte do dia, o dólar comercial virou para queda nesta quinta-feira (05), encerrando na cotação de R$4,1880 na venda, baixa de 0,33% contra o real.

É a primeira vez em duas semanas que a divisa americana registra um valor de fechamento abaixo da fronteira psicológica de R$4,20.

Aparentemente, não houve um catalisador específico, interno ou externo, que possa justificar o comportamento volátil que o câmbio apresentou nesta sessão.

Alguns operadores apontaram como fator predominante o fluxo de entrada e saída de divisas, porém, este seria apenas um vetor sazonal, que, temporariamente, pressionou a oferta e a demanda.

Contudo, o movimento visto no ambiente interno se alinhou ao enfraquecimento da divisa americana no exterior, que refletiu o noticiário positivo da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

No que tange aos juros futuros, a performance foi um pouco diferente, com as taxas fechando com leve aumento, em expectativa aos dados de inflação que serão divulgados amanhã.

Os investidores de renda fixa realizaram leves ajustes, antes de calibrar definitivamente suas posições, avaliando um cenário de possível corte mais agressivo (0,50%) ou moderado (0,25%) na taxa Selic.

O DI outubro/2020 subiu a 4,55% (4,51% no ajuste anterior), o DI janeiro/2024 avançou para 6,21% (6,19% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 saltou a 6,78% (6,73% no ajuste anterior).

Futuros de petróleo fecham sem direção comum refletindo decisão da Opep

Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta quinta-feira (05) sem apresentar um comportamento único, refletindo as sinalizações de corte na produção da Opep.

O petróleo vendido em Nova Iorque no West Texas Intermediate (WTI), com entrega para janeiro, fechou estável, sendo negociado a US$58,43 o barril.

Enquanto o petróleo Brent para fevereiro, comercializado na ICE de Londres, avançou 0,61%, fechando na cotação de US$63,39 o barril.

 No primeiro dia da reunião semestral, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e demais aliados sinalizaram que haverá uma ampliação dos cortes na produção de óleo bruto do ano que vem.

O mercado espera que os 14 membros do cartel, pelo menos, mantenham a redução de 1,2 milhão de barris da commodity por dia, até junho de 2020, conforme o combinado.

Apesar das indicações de que haverá um consenso entre os países, há incertezas sobre o posicionamento da Rússia, tendo em vista as declarações contrárias à política ostensiva de cortes, proferidas recentemente.

Em contrapartida, a Arábia Saudita está empenhada em viabilizar uma redução ainda maior para aumentar os preços do barril, antes da realização da IPO de sua estatal, Saudi Aramco.

O encontro que está acontecendo em Viena, na Áustria, será encerrado amanhã (06), quando o cartel deverá divulgar as estratégias de atuação para os próximos meses.