Ibovespa renova sua máxima histórica acima de 99 mil e sobe 4% na semana; dólar recua a R$3,82

O pregão de hoje foi intenso, com o Ibovespa renovando a sua máxima histórica intradia em 99.393 pontos logo nas primeiras horas de negociação. Os investidores concentraram suas atenções no leilão de privatização de 12 aeroportos localizados nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, realizado pelo governo federal. No fim da sessão, a arrecadação superou a outorga estipulada inicialmente em R$2,1 bilhões, chegando a alcançar o montante de R$2,377 bilhões.

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Com isso, o Ibovespa encerrou em valorização de 0,54%, renovando a sua máxima histórica de fechamento aos 99.136 pontos e um giro financeiro de R$17,877 bilhões. Na semana, o índice geral acumulou alta de 3,96%, com mercado cheio de expectativas pela reforma da Previdência. O dólar comercial fechou em queda de 0,71%, sendo cotado a R$3,82, em um dia volátil no câmbio. A divisa americana registrou uma perda semanal de 1,28%, após subir três semanas consecutivas.

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Para Rafael Bevilacqua, Estrategista-chefe da Levante, a divisa americana apresenta uma clara tendência de queda, acompanhando os desdobramentos do cenário político. “Com a reforma da Previdência andando, a tendência do dólar é de baixa, podendo chegar a R$3,50 ou menos”, afirmou.

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Os contratos de juros futuros encerraram com leve redução nas taxas, em atenção aos próximos passos da política monetária brasileira, que serão anunciados após a reunião do Copom, na próxima quarta-feira.  O DI com vencimento para novembro/2019 caiu para 6,37% (6,38% no ajuste anterior), o DI para dezembro/2022 recuou para 8,05% (8,08% no ajuste anterior) e o DI para dezembro/2024 declinou para 8,59% (8,61% no ajuste anterior).

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As ações de maior liquidez fecharam majoritariamente em território positivo, com destaque para Embraer (+4,20) e BRF (+7,08%), que dispararam na sessão.

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BRF – A gripe suína que reduziu drasticamente a quantidade de porcos na China pode vir a beneficiar a BRF, segundo relatório divulgado pelo Bradesco BBI. Em um cenário de preços mais elevados para carnes de porco e frango, a BRF pode saltar em lucratividade e assumir novos mercados. “Acreditamos que a BRF pode ser a mais beneficiada por ter um maior preço global de todas as proteínas e custos mais baixos de grãos, uma vez que a China está demandando menos ração”, afirmam os analistas.

Embraer – A Embraer obteve grande salto nessa sessão, com os investidores apostando que o modelo de aeronave Tucano entrará no acordo com a Boeing. Este produto especificamente é muito fácil de comercializar devido à sua aceitação e capilaridade no mercado. Se confirmado, será uma excelente oportunidade de diversificação para a joint venture que surgirá da união entre as companhias aéreas.

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 14/03 15/03 Ativo 14/03 15/03
Petrobras (PETR3) +1,16% +1,15% Vale (VALE3) -0,10% -0,47%
Petrobras (PETR4) +0,07% +0,11% Embraer (EMBR3) -0,16% +4,20%
Eletrobras (ELET3) -0,51% +3,62% Banco do Brasil (BBAS3) -0,76% +0,74%
Eletrobras (ELET6) -0,05% +2,71% Cemig (CMIG4) -0,68% +0,55%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 14/03 15/03 Ativo 14/03 15/03
Itaú Unibanco (ITUB3) -2,15% -1,35% Usiminas (USIM3) +2,39% 00%
Santander (SANB11) -1,44% +0,56% CSN (CSNA3) -0,45% +0,65%
Bradesco (BBDC3) -1,01% +0,58% Gerdau (GGBR4) -1,34% +2,44%