Ibovespa renovando a máxima histórica de fechamento com exercício de opções

O Ibovespa encerrou em alta nesta segunda-feira (20), renovando a máxima histórica de fechamento, impulsionado pelo exercício de opções sobre ações na B3.

Tal prática movimentou cerca de R$12,69 bilhões nesta sessão, concedendo tração ao mercado local já no finalzinho das negociações.

O índice geral a maior parte do dia pressionado pela baixa liquidez do mercado e pelas declarações de Paulo Guedes sobre o cenário macroeconômico do Brasil.

O ministro da Economia voltou a dizer que o dólar alto e os juros mais baixos constituem o “novo normal” para a atual conjuntura do país.

Ele destacou que as reformas serão aprofundadas este ano, sobretudo na área tributária, cuja proposta será entregue, muito em breve, à Comissão Mista do Congresso.

Guedes também aposta que, após a conclusão das reformas, a economia brasileira passará a crescer cerca de 4%, porém, é necessário que os parlamentares se comprometam com a agenda do governo.

Até porque, as medidas devem ser aprovadas nas casas legislativas para entrarem em vigor e proporcionarem as transformações que a sociedade tanto precisa.

As falas do ministro provocaram uma postura de cautela nos investidores, que preferiram aguardar sinais mais concretos de recuperação das atividades para aumentar a exposição ao risco.

Lá fora, as Bolsas americanas permaneceram fechadas devido ao feriado em homenagem ao Martin Luther King, provocando baixa liquidez das transações em geral.

Também ficou no radar o Fórum Econômico Mundial, que está sendo realizado em Davos, na Suíça, e que contará com a participação da equipe econômica do governo.

O mercado espera que Guedes mostre aos demais países um Brasil que passou por grandes mudanças e agora está em plena recuperação, oferecendo as melhores oportunidades para investimento.

Além disso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou as projeções de crescimento do país em 2020, elevando de 2% para 2,2%, o que corrobora com a visão de melhora do ambiente econômico local.

Na B3, as companhias B2W Digital (BTOW3), Gerdau Metalúrgica (GOAU4) e Yduqs (YDUQ3) lideraram os ganhos, apurando valorização superior a 4%.

Como resultado, a Bolsa brasileira avançou 0,32% aos 118.861 pontos, com um volume financeiro de R$28,469 bilhões.

Dólar salta a R$4,18 repercutindo baixa liquidez

O dólar comercial avançou 0,60% nesta segunda-feira (20), fechando na cotação de R$4,1890 na venda, em uma sessão de baixa liquidez.

Com os mercados norte-americanos fechados em função do feriado em homenagem a Martin Luther King, a moeda dos EUA se fortaleceu no exterior frente às principais moedas globais.

O sentimento de otimismo prevaleceu no mercado, estendendo a pressão sobre as divisas emergentes, sobretudo o real, que apresentou o pior desempenho em relação aos seus pares.

A percepção de que as economias americana e chinesa estão mais fortes contribuiu para a apreciação do dólar, que também valorizou contra a lira turca (0,44%) e o rand sul-africano (0,28%).

Por aqui, também pesou a declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, ao afirmar, novamente, que o cenário de dólar alto e juros baixos são o “novo normal” do ambiente macroeconômico do país.

No ano passado, quando ele fez essa análise pela primeira vez, a divisa americana superou o patamar de R$4,27, renovando as máximas históricas.

Contudo, é opinião majoritária que essa tendência de depreciação do real seja revertida ao longo do ano, tendo em vista os sinais positivos de retomada do crescimento e as expectativas de normalização do fluxo cambial.

Juros Futuros

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram apresentando oscilações moderadas nas taxas curtas e intermediárias, reagindo à baixa liquidez da sessão.

As perspectivas benignas de inflação ficaram novamente no radar dos investidores, voltando a precificar nos DIs a redução de 0,25% na taxa Selic na próxima reunião de política monetária.

O DI outubro/2020 declinou para 4,30% (4,31% no ajuste anterior), o DI abril/2023 caiu para 5,77% (5,78% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 subiu para 6,78% (6,75% no ajuste anterior).

Futuros do Brent avançam com paralisação da produção na Líbia e no Iraque

Os contratos futuros de petróleo encerraram em alta nesta segunda-feira (20), reagindo à paralisação da produção nos países Líbia e Iraque.

O petróleo vendido em Nova Iorque no West Texas Intermediate (WTI), não foi negociado hoje devido ao feriado americano em homenagem a Martin Luther King.

Já o petróleo Brent comercializado na ICE de Londres para entrega em março registraram alta de 0,53%, fechando na cotação de US$65,20 o barril.

 Os preços da referência global da commodity subiram apoiados pelas preocupações quanto à oferta, visto que, o maior campo de produção da Líbia interrompeu suas atividades, após as forças armadas terem bloqueado um oleoduto.

Cerca de 1,2 milhão de barris deixaram de ser produzidos no país, comprometendo temporariamente os níveis de oferta.

Ao mesmo tempo, uma onda de protestos no Iraque obstruiu os trabalhos em um campo de petróleo, aumentando consideravelmente o risco de convulsões sociais.

Sendo o segundo maior produtor de óleo bruto da Opep, qualquer turbulência em solo iraquiano pode vir a prejudicar a produção global.

Mesmo assim, o avanço das cotações foi moderado, tendo em vista que outros membros do cartel poderão suprir eventuais demandas desacobertadas.

O movimento dos contratos sugere que os investidores estão focados no curto prazo, pois acreditam que o mercado conta com uma elevada oferta, que, dificilmente, sofrerá com impactos pontuais.

Noticiário Corporativo: Petrobras pode arrecadar mais de R$3,35 bilhões com a venda de participação na TAG

A Petrobras (PETR3 / PETR4) prevê uma arrecadação superior a R$3,35 bilhões com a alienação de sua participação remanescente de 10% na Transportadora Associada de Gás (TAG).

O presidente da Engie Brasil, Maurício Bahr, manifestou interesse em exercer o seu direito de preferência, sinalizando que a fatia poderá ser adquirida pelos atuais sócios, a francesa Engie e o fundo de pensão canadense Caisse de Dépot et Placement du Québec (CDPQ).

A estatal espera fechar o negócio com um “prêmio” em relação ao valor pago no ano passado pelos outros 90% da transportadora.

O diretor de relações institucionais da Petrobras, Roberto Ardhenguy, declarou que o preço da fatia na TAG não será proporcional aos R$33,5 bilhões que foram pagos pelo consórcio entre a Engie e o CDPQ.

“Quando você quer adquirir o controle total, você tem que pagar mais” – explicou o executivo.

Na semana passada, petroleira deu início à fase não vinculante referente a este ativo, na qual, os potenciais compradores receberão um memorando com informações detalhadas sobre a companhia e instruções sobre o processo de alienação.

A TAG possui uma atuação estratégica, pois detém autorizações de longo prazo para operar e administrar um sistema de gasodutos com aproximadamente 4,5 mil quilômetros de extensão, localizados nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.