Ibovespa salta 1,4% com nova trégua EUA-China aliviando os mercados

O pregão de hoje começou muito volátil, com o Ibovespa avançando em atenção à nova trégua comercial estabelecida entre Estados Unidos e China.

Os investidores ficaram em êxtase após a notícia de que em duas semanas, os dois países negociarão por telefone uma solução para a disputa tarifária.

Em sinal de boa vontade, o governo americano decidiu adiar para 15 de dezembro a imposição de tarifas sobre determinados produtos chineses, como videogames, celulares, laptops, eletrônicos em geral, monitores de computador, alguns calçados e vestuário.

O fato renovou o fôlego dos mercados, que operavam em queda, refletindo a derrota do atual presidente da Argentina, Maurício Macri, nas primárias das eleições presidenciais.

O presidente Jair Bolsonaro se viu obrigado a construir um novo plano para o Mercosul, já que é muito provável o retorno da esquerda ao poder do país vizinho, representada pela chapa de Alberto Fernández e Cristina Kirchner.

Enquanto isso, na Bolsa brasileira, todas as blue chips operavam em forte alta, com alguns setores exponenciando ganhos, como os bancos (+2%), as companhias siderúrgicas (+3%) e a Petrobras (+2%).

Também no radar, aumentaram as preocupações com a retomada do crescimento econômico, já que as projeções sinalizam para um cenário de recessão técnica no terceiro trimestre.

Mais cedo, em uma reunião, o ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu à população que tenha paciência com o governo e espere pelo resultado dos quatro anos de sua gestão liberal.

Ás 12h20 (horário de Brasília), o Ibovespa saltava 1,44%, aos 103.381 pontos, anotando um volume financeiro de R$6,182 bilhões.

Dólar recua a R$3,96 de olho negociações EUA-China

Depois de abrir em alta, refletindo o mau humor que se instaurou nos mercados internacionais, o dólar virou para queda com a notícia de que Estados Unidos e China retomarão as negociações nas próximas duas semanas.

O governo americano informou que vai adiar a imposição de tarifas de determinados produtos chineses para dia 15 de dezembro, em sinal de boa vontade com Pequim, visando buscar uma solução para a disputa tarifária.

Mais cedo, a divisa americana se fortaleceu após a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA, que avançou 0,3% em julho, vindo dentro das expectativas dos economistas.

Porém, os dados de inflação mais fortes reduzem a probabilidade de o Federal Reserve adotar uma postura mais expansionista na condução da política monetária do país, o que desanimou os investidores.

Ás 12h20 (horário de Brasília), o dólar comercial caía 0,38% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$3,9680 na venda.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros rondavam a estabilidade, porém assumiam um viés de baixa, acompanhando a dinâmica cambial.

O DI novembro/2019 permanecia estável a 5,66%, o DI janeiro/2024 recuava 0,45%, sendo vendido a 6,64% (6,68% no ajuste anterior).

Noticiário Corporativo

Azul (AZUL4) – A Azul informou que iniciará as operações em ponte aérea a partir do dia 29 de agosto, com previsão para realizar 34 operações diárias entre os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Segundo a companhia aérea, as passagens já estarão disponíveis ao público em todos os canais de venda a partir de hoje, o que concretiza o aumento da concorrência no mercado doméstico.

O CEO da Azul, John Rodgerson, afirmou que “este é o primeiro passo da nossa expansão no aeroporto de Congonhas, onde esperamos adicionar ainda mais rotas e destinos no futuro”.

Cemig (CMIG4) – A Cemig aprovou o aumento do plano de investimento da Cemig Distribuição, prevendo a execução adicional de R$1,2 bilhão para o período de 2020 até 2022.

A companhia também informou a realização da maior reestruturação da história, reduzindo 25% dos cargos de Superintendência e Gerência, e enxugando os níveis hierárquicos.

Tal reorganização estrutural foi desenvolvida em parceria com uma das maiores consultorias empresariais do mundo e tem o objetivo de proporcionar maior fluidez no processo decisório e integração, com foco na eficiência, sustentabilidade e melhoria no atendimento aos clientes.