Ibovespa sobe com estímulos na China mas cenário político continua no radar

O pregão desta terça-feira (11) começou quente, com o Ibovespa avançando em atenção às movimentações no exterior.

Os investidores se animaram após o governo chinês anunciar a concessão de estímulos financeiros para investimento em grandes projetos de infraestrutura.

Por meio da emissão de bônus com propósito específico, as lideranças locais poderão utilizar os recursos para diferentes tipos de obras, gerando empregos e renda.

E além de impulsionar o crescimento econômico do gigante asiático, esta medida visa fortalecer a integração entre agências governamentais e assegurar a ampla liquidez do mercado.

Por aqui, o radar está na sessão da Comissão Mista de Orçamento do Congresso, que está tentando aprovar um crédito suplementar de R$248,9 bilhões para o governo cobrir as despesas correntes.

Caso não haja aprovação, o planalto estará em uma situação delicada na qual terá que escolher entre deixar de pagar os benefícios sociais à população ou incorrer em crime de responsabilidade.

Mas o grande desafio será transpor as barreiras da oposição, que já ameaçou travar as votações se não houver uma ação direta contra o ministro da Justiça, Sérgio Moro.

No último domingo, o jornal The Intercept divulgou conversas do ministro quando ainda atuava como juiz, que comprometem sua imparcialidade no âmbito da Lava-Jato.

Nesse contexto, às 12h00 (horário de Brasília), o Ibovespa valorizava 0,72%, aos 98.166 pontos, registrando um giro financeiro de R$4,413 bilhões.

Com otimismo no exterior, dólar recua a R$3,86

O dólar comercial faz uma sessão de queda contra as principais moedas globais, reagindo à melhora do ambiente no exterior.

O estabelecimento do acordo EUA-México e a aplicação de estímulos econômicos na China ajudaram a amenizar as preocupações sobre o crescimento do comércio internacional.

Ás 12h00 (horário de Brasília), a divisa americana depreciava 0,57% contra o real brasileiro, sendo cotada a R$3,8630 na venda.

Em linha com os demais pares emergentes, o real apresentava um dos melhores desempenhos no momento, ao lado do peso mexicano e do rand sul-africano.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros seguiam a dinâmica cambial apresentando redução nas taxas em todos os períodos.

O foco dos investidores continua na política local, com o cenário de corte na taxa Selic cada vez mais precificado, confirmando as projeções dos economistas.

O DI outubro/2020 caía 0,65%, sendo negociado a 6,09% (6,10% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 declinava 1,38%, sendo vendido a 7,85% (7,96% no ajuste anterior).

Noticiário Corporativo

Klabin (KLBN11)A Klabin informou que realizará nova captação de recursos através da emissão de debêntures simples e certificados de recebíveis do agronegócio.

A companhia pretende ofertar até R$1 bilhão por meio da Vert Securitizadora e o vencimento dos títulos é 15 de junho de 2029.

Caso a demanda dos investidores para subscrição e integralização dos CRAs for inferior a 1 milhão, com valor unitário de R$1.000, o valor de emissão será reduzido proporcionalmente.

Vale (VALE3) – As ações da Vale estão subindo neste pregão, acompanhando a alta do minério de ferro negociado no mercado de Dalian, na China.

O movimento de alta ocorre graças à notícia de que o governo chinês aplicará mais estímulos na economia para desenvolver as atividades no país.

Foi autorizada a concessão de crédito junto às instituições bancárias para as lideranças locais investirem em obras de infraestrutura, o que certamente aumentará a demanda pela commodity.

COMPANHIAS ESTATAIS
Petrobras (PETR3) +0,44% Vale (VALE3) +4,90%
Petrobras (PETR4) +0,53% Embraer (EMBR3) +0,70%
Eletrobras (ELET3) +1,50% Banco do Brasil (BBAS3) +0,94%
Eletrobras (ELET6) +0,88% Cemig (CMIG4) +1,84%

Carteiras Recomendadas de Ações – Junho 2019

SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Itaú Unibanco (ITUB3) -0,03% Usiminas (USIM3) +1,84%
Santander (SANB11) +0,27% CSN (CSNA3) +5,63%
Bradesco (BBDC3) -0,25% Gerdau (GGBR4) +2,97%