Investidor estrangeiro mantém saldo negativo na Bolsa; o institucional renova superávit

O segmento de investimento estrangeiro no mercado de ações brasileiro recua ante a lentidão dos eventos políticos e econômicos internos.

Além de inaugurar as primeiras sessões de junho com um forte movimento de venda por parte do segmento na B3, a jornada da última quinta-feira (6) revelou insistência dos mesmos.

A sessão contou com compras de R$ 5,808 bilhões e vendas de R$ 6,342 bilhões (totalizando R$ 533,626 milhões negativos).

Dessa forma, o saldo negativo de junho é de R$ 2,670 bilhões.

Este recuo, contudo, não é exclusivo para o investidor estrangeiro.

Na mesma jornada, os investimentos de empresas públicas/privadas na bolsa registraram um recuo considerável e já negativa em junho.

O saldo montante de R$ R$ 39,453 milhões (após compras de R$ 70,091 milhões e vendas de R$ 99,524 milhões).

Quem também não teve um dia positivo foram os investidores pessoa física, que somaram entradas em R$ 2,452 bilhões e saídas de R$ 2,609 bilhões.

O saldo negativo de R$ 157,130 milhões na sessão derrubou o índice do acumulado do mês, em R$ 488,834 milhões.

Em contrapartida, os investidores institucionais vivem um mês de entrada expressiva de recursos e totalizam R$ 1,768 bilhão em junho.

Só na última jornada, mais um superávit ocasionado por aquisições de R$ 4,128 bilhões e alienações em R$ 3,410 bilhões.

Também estável estão os investidores de instituições financeiras, que adquiriram R$ 637,468 milhões e alienaram R$ 635,668 milhões. O saldo positivo de R$ 1,800 milhão na sessão contribuiu para elevar o saldo do mês para R$ 456,661 milhões.

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