Na véspera do feriado, IBC-Br e safra resultados corporativos são destaques internos; confira mais

No exterior, o dia é de nova aversão ao risco, enquanto as duas maiores potências mundiais, Estados Unidos e China, tentam fechar a primeira fase de um acordo comercial.

Hoje, o porta-voz do Ministério do Comércio chinês, Gao Feng, reafirmou que o cancelamento das tarifas é uma condição importante.

Em contrapartida, o assessor de Comércio da Casa Branca, Peter Navarro afirmou estar otimista sobre a perspectiva do acordo bilateral.

Ele recomendou ainda que as pessoas ignorem os “rumores” sobre as dificuldades nas negociações, segundo publicou a Reuters.

Por aqui, as conversas entre Brasil-China com o propósito de estabelecer uma área de livre comércio estão em fase inicial.

No fechamento do Fórum Empresarial do Brics, os integrantes do bloco composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul discursaram a favor da diversificação dos negócios entre eles.

Além disso, o New Development Bank (NDB), também conhecido como o Banco do Brics, anunciou um empréstimo de US$ 300 milhões para a mineradora Vale.

O governo aproveitou o pacote de emprego Verde Amarelo para promover novas alterações nas regras trabalhistas, segundo informou o Estado.

No Congresso, a matéria enviada por meio de medida provisória e dois projetos de lei, já está sendo apontada como uma segunda fase da reforma trabalhista, de acordo com o Estado.

A respectiva reforma foi aprovada há dois anos pelos senadores e deputados durante o governo do ex-presidente Michel Temer.

Anteriormente, o relator da reforma trabalhista era também o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho.

Hoje, Marinho está à frente do programa de estímulo ao emprego do governo Jair Bolsonaro.

A véspera de feriado começa com um tom de cautela. Os dados mais fracos na Ásia acendem um sinal amarelo ao investidor internacional. A produção industrial chinesa veio em 4,7 por cento (abaixo da previsão de 5,2 por cento) e as vendas no varejo também vieram abaixo da expectativa do mercado em 7,2 por cento. Além disso, o PIB japonês também decepcionou mostrando um crescimento aquém do esperado, a economia avançou 0,2 por cento no trimestre enquanto o esperado era de 0,8 por cento. Tudo isso sem uma definição de qual será acordo entre EUA e China, ou se haverá qualquer tipo de acordo, já que Trump tem mantido o seu discurso ambíguo e confuso.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos

Prévia do PIB brasileiro, PIB japonês e mais indicadores econômicos

Hoje é o último dia de resultados corporativos relacionados ao terceiro trimestre, mas o mercado também vai acompanhar a divulgação do IBC-Br, pelo Banco Central. O indicador é considerado uma prévia do PIB e trará os dados relacionados ao mês de setembro.

O setor varejista britânico frustrou a expectativa de analistas ao revelar um recuo de 0,1% em outubro no segmento.

Analistas previamente consultados pelo The Wall Street Journal acenaram para a previsão de alta em 0,2% nas vendas.

Conforme dados publicados pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês) do país, o varejo do Reino Unido ampliou as vendas em 3,1%.

Por mais que o resultado do mês de outubro tenha sido positivo, o mercado projetava um avanço mais acentuado (3,7%).

A China, que vive um impasse no acordo comercial com os Estados Unidos, reportou um crescimento de 10,8% nas vendas de moradias nos 10 primeiros meses do ano frente ao ano anterior.

De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês), o avanço mostra aceleração no setor imobiliário.

Apenas entre janeiro e setembro, as vendas haviam contabilizado um anual menor, de 10,3%.

Em contrapartida, os investimentos no desenvolvimento de projetos imobiliários tiveram expansão anual de 10,3% entre janeiro e outubro, o que representa uma contração na comparação com o acréscimo de 10,5% no acumulado até o mês de setembro.

Segundo a Dow Jones Newswires, as construções chinesas iniciadas (residências e comerciais) cresceram 10% ante janeiro-outubro do ano passado.

Por outro lado, esse mesmo índice havia avançado 8,6% entre janeiro e setembro.

Ainda no continente asiático, o Japão viu seu PIB crescer 0,2% na comparação anual do 3T19.

Petrobras, Eletrobras e BB acumulam maior lucro líquido da história em 2019, diz Economatica

Um levantamento da Economatica mostrou que as três principais empresas estatais brasileira (Petrobras (PETR4), Eletrobras (ELET3) e Banco do Brasil (BBAS3) acumularam, juntas, o maior lucro líquido da história em 2019.

O compilado corresponde aos nove primeiros meses do ano e aponta um total de R$ 52,0 bilhões de lucro líquido.

Para fornecer os dados, a empresa se baseou nos informativos enviados pelas empresas à CVM por ITR´s ou DFP´s padronizados.

Sua expectativa, inclusive, é que o ano represente um novo marco para as empresas estatais, com lucro recorde em 2019.

Além de mostrar o maior resultado da história na base na base anual, a pesquisa indica que até então, o melhor resultado havia sido contabilizado no ano anterior, com um acumulado de R$ 51,9 bilhões entre janeiro e setembro.

Em 27 anos da amostra, as estatais registraram prejuízo consolidado somente em cinco vezes (1995, 1996, 2014, 2015 e 2016).

Segundo a Economatica, o maior prejuízo anual foi assinalado em 2015, ano em que as estatais registraram R$ 34,8 bilhões.

Na época, o prejuízo de R$ 34,8 bilhões da Petrobras pesou, seguida da Eletrobras prejuízo de R$ 14,4 bilhões.

Foi o resultado do Banco do Brasil, que lucrou R$ 14,4 bilhões no ano, o responsável por equilibrar o acumulado.

Individualmente, o maior lucro líquido anual das estatais até o presente momento é da Petrobras de 2010 (R$ 35,1 bilhões).

Assim também, a petroleira carrega a liderança na categoria do maior prejuízo, em 2015, com R$ 34,8 bilhões.

A Economatica projeta ainda novo recorde para a Petrobras, uma vez que seu maior lucro anual é de R$ 35,1 bilhões, mas já acumula R$ 31,9 bilhões de lucro nos nove meses de 2019.

Lucro da brMalls salta 51% no terceiro trimestre

O lucro da brMalls (BRML3) avançou 51,4% no terceiro trimestre e, com isso, contabilizou R$ 186,8 milhões, conforme seu balanço.

De acordo com a companhia, o resultado é um reflexo de menores despesas, mas também da venda de suas participações em sete shopping centers fora do conjunto de ativos prioritários da companhia.

Para analistas do mercado, a expectativa para o lucro da brMalls era de R$ 150,8 milhões, segundo apontamentos da Refinitiv.

Sua receita líquida também cresceu, mas de forma mais singela (11,3%) e fechou o trimestre com R$ 329,0 milhões.

Similarmente, o resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado também cresceu na casa dos 11%, e encerrou o 3T19 a R$ 247,35 milhões.

O montante ficou acima da média projetada por analistas, que especulavam no total R$ 234,3 milhões, segundo dados da Refinitiv.

Apontamentos do release de resultado revelam ainda uma melhora na demanda de lojistas por espaço de vendas e recuperação de confiança, em paralelo com a redução dos juros sentida na economia.

O avanço, contudo, não bastou para impulsionar com mais força as vendas, que cresceram de forma muito singela (2,2%).

A administração da companhia sinalizou que “o terceiro trimestre marcou o avanço na estratégia de portfólio de longo prazo e a recuperação dos resultados financeiros e operacionais de curto prazo”.

Em termos de inadimplência líquida, atingiu-se o menor nível da história da companhia ao totalizar zero no trimestre.