Novo vírus na China afasta investidores; estimativa de alta para Bolsa local; confira destaques

No continente asiático, a nota de crédito de Hong Kong foi rebaixada pela agência de classificação de risco Moody’s.

Além disso, o governo chinês confirmou que o “Vírus de Wuhan” é propagado de pessoa a pessoa, o que levou investidores a retirarem ativos dos mercados chineses.

Essas notícias ofuscam o Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, onde o ministro da Economia, Paulo Guedes representa o Brasil.

De acordo com a Reuters, o Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou sua perspectiva de crescimento do Brasil em 2020 em 0,2 ponto percentual a mais do que no relatório de outubro, totalizando um crescimento previsto de 2,2%.

Essa decisão ajudou a conter a pressão negativa de México e Chile sobre a estimativa para a América Latina.

Desse modo, a estimativa de crescimento da América Latina é de 1,6% em 2020 e 2,3% em 2021.

O Ministério da Economia da Argentina trocou títulos do Tesouro com um valor nominal original de 99,6 bilhões de pesos argentinos (US$ 1,66 bilhão) em um leilão de troca de dívida para auxiliar o adiamento de seu cronograma de pagamento, em meio a uma vasta crise econômica local.

Essa troca de títulos do Tesouro faz parte do plano do governo do presidente de centro-esquerda Alberto Fernández, que almeja reestruturar a dívida soberana do país de, aproximadamente, US$ 100 bilhões.

Entre os indicadores econômicos locais, a FGV publica o IGP-M de janeiro. Posteriormente, sai a arrecadação do governo federal em dezembro, publicado pelo Ministério da Economia.

O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) confirmou a estimativa de manutenção da sua política monetária.

Isso inclui a taxa de depósitos de curto prazo em -0,10% e a meta para o rendimento do bônus do governo japonês (JGBs, na sigla em inglês) de 10 anos em torno de 0%.

Prévia operacional: vendas da Hering e Cyrela caem no 4T19; vendas da Even crescem 73,5%

A prévia operacional da Hering (HGTX3) mostrou queda de 5,2% no faturamento bruto do 4T19 sobre o 4T18.

De acordo com a publicação realizada na véspera, os R$ 502,9 milhões contabilizados para o período foram afetado pela “ressaca” aquém do esperado nas vendas após a Black Friday.

O resultado reverte o saldo positivo de alta identificado nas vendas da companhia ao longo dos últimos sete trimestres.

Agora, contudo, teve queda de 4% no quesito nos três últimos meses de 2019.

Desse modo, as vendas de lojas próprias da empresa recuaram 1,9% no período, “apesar de aumento de fluxo nas lojas”.

Clique aqui para conferir a prévia operacional da Hering.

Assim também, a Cyrela (CYRE3) viu suas vendas contrair no quarto trimestre passado, assim como nos lançamentos de imóveis residenciais.

Conforme o publicado, a companhia teve queda de 15,5% nas vendas entre outubro e dezembro, para R$ 2,06 bilhões.

Desse montante, R$ 1,08 bilhão corresponderam a lançamentos, isto é, a maior parte do volume comercializado.

No acumulado de 2019, a Cyrela viu seus lançamentos crescerem 35% em comparação ao mesmo período de 2018 (4T18), a R$ 6,8 bilhões; as vendas, por sua vez, subiram 30%, contabilizando R$ 6,57 bilhões.

Clique aqui para conferir a prévia operacional da Cyrela.

Em contrapartida, a prévia operacional da construtora e incorporadora Even (EVEN3) mostrou um salto de 73,5% nas vendas líquidas em comparação anual do quarto trimestre de 2019-18.

Desse modo, as vendas contabilizaram R$ 583 milhões, ante R$ 336 milhões.

Do total acumulado no 4T19, R$ 376 milhões vieram das vendas de lançamentos de imóveis, segundo informou a Even.

No acumulado de 2019, as vendas da Even somaram R$ 1,8 bilhão, isto é, +63% sobre 2018.

Clique aqui para conferir a prévia operacional da Even.

Bolsa de Valores deve subir ao menos 13% em 2020, estima UBS

A adesão do brasileiro à Bolsa de Valores como forma de investimento deve crescer em 2020, afinal, o Brasil tem potencial para se destacar entre os emergentes neste ano, de acordo com os analistas do UBS.

Para o banco suíço, as ações brasileiras podem crescer 13% a 15% nos próximos seis a 12 meses.

Os principais fatores determinantes para isso? Na avaliação da instituição monetária, o avanço da agenda de reformas deve ser considerado.

Além disso, a permanência da taxa de juros baixa por um longo período, assim como a retomada econômica local.

O crescimento de lucro das empresas, bem como um ambiente global favorável também são apontados como estímulo para esse desenvolvimento.

A combinação desses fatores compõe uma “história única”, colocando o país à frente dos demais emergentes, descreveu os analistas no relatório intitulado “Brasil: Céu de brigadeiro pela frente”, publicado em 16 de janeiro.

No material, o UBS destaca o passado marcado pela recessão e por anos de decepções com o crescimento econômico.

Em contrapartida, dados recentes, como o PMI (índice de gerentes de compras) de manufatura do ano passado, indicam que uma recuperação econômica está próxima, e deve beneficiar os ativos, em especial a Bolsa de Valores.

Para 2020, a expectativa de lucro corporativo é de alta de 20%; em 2021, o avanço estimado é de 13%.

Assim, o relatório aponta que o crescimento de dois dígitos nos lucros das companhias, impulsionado por uma retomada do consumo, crédito mais barato e pelo crescimento real dos salários, será o principal gatilho para a performance dos ativos nos próximos meses.

Sob o mesmo ponto de vista, o UBS estima um PIB de 2,5% para o Brasil nos três próximos anos.

Dessa maneira, o resultado seria impulsionado pelo crédito privado e por investimentos corporativos, com espaço para chegar até aos 3%.

Privatização coloca Brasil na 4ª posição entre os principais destinos de investimentos globais

Amparado pelo programa de privatização defendido pelo governo federal, o Brasil ficou atrás apenas dos Estados Unidos, China e Cingapura no ranking dos principais destinos de investimentos estrangeiros no mundo em 2019.

De acordo com o relatório divulgado na véspera (20) pela Confederação das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), o país registrou aumento de 26% e, com isso, subiu da sexta para a quarta posição.

Para chegar a essa posição, o Brasil recebeu US$ 75 bilhões em investimentos externos (2019), contra US$ 60 bilhões (2018).

Ocupando as três primeiras posições no ranking: EUA (US$ 251 bilhões); China (US$ 140 bilhões) e Cingapura (US$ 110 bilhões).

Em sua página pessoal no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro celebrou os US$ 75 bilhões que chegaram ao Brasil, equivalentes a mais da metade dos US$ 119 bilhões que a América do Sul recebeu no ano passado. “A confiança de volta ao Brasil”, escreveu ele.

Foi o próprio relatório que atribuiu parte da alta dos investimentos externos ao Brasil ao programa de privatização.

Nesse sentido, as vendas foram concentradas em subsidiárias de estatais e de participações acionárias do governo em empresas privadas.

O levantamento que reforçou o lançamento do programa em julho de 2019 “como parte dos esforços da administração para acelerar a economia”, ressalta que a primeira privatização envolveu uma companhia de distribuição de gásTransportadora Associada de Gás (TAG) – adquirida por um consórcio de investidores liderado pela francesa Engie (EGIE3) por, aproximadamente, US$ 8,7 bilhões.

Para 2020, o Brasil deve continuar a receber investimentos externos em razão da continuidade do programa de privatizações.

“A privatização de grandes companhias como a Eletrobras (ELET3; ELET5; ELET6), a maior empresa elétrica da América Latina, e da Telebras devem provavelmente atrair muito mais investimentos estrangeiros diretos”, acrescenta o documento.

Brasileiro vê melhora econômica em 2020, segundo levantamento da Anbina

Os efeitos da queda dos juros ao menor patamar histórico atrelado a aprovação da reforma da Previdência tem provocado nos brasileiros uma expectativa positiva quanto a melhora econômica brasileira este ano, embora o otimismo não esteja tão alto quanto no ano anterior.

Um recente levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) encomendado ao Datafolha, mostra que 62% dos entrevistados nutrem expectativas positivas para o rumo da economia local em 2020.

Em contrapartida, o otimismo é mais singelo do que o identificado em 2019, quando 74% disseram esperar por uma recuperação.

Embora o índice tenha contraído, parte da população que espera uma piora econômica em 2020 subiu de 14% para 21%.

Assim também cresceu o grupo dos que não estimam mudanças, passando de 12% para 17%.

Entre os homens das 3.433 pessoas economicamente ativas, inativas que possuem renda e aposentados, de 149 municípios pesquisadas, 66% acreditam na melhora econômica para 2020, ante 57% das mulheres.

Na região norte e centro-oeste, 71% dos entrevistados esperam bons resultados, seguidos do nordeste (62%), sudeste (61%) e sul (60%).

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Juro baixo estimula investimento para brasileiro

Um levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) realizado com 3.433 pessoas economicamente ativas, inativas que possuem renda, aposentados, de 149 municípios e encomendado ao Datafolha apontou que o brasileiro encara o juro baixo como estímulo para investir mais em 2020.

Questionados sobre as intenções de investir em 2020, 48% dos pesquisados atribuíram à queda da Selic o principal fator de estímulo às aplicações financeiras.

Em seguida, a redução da taxa básica de juros é seguida pelo risco de desemprego, assinalado por 37% das pessoas.

Além disso, o risco de desemprego é considerado principal fator entre os riscos que diminuem a propensão a aplicações financeiras.

Já a reforma da Previdência motiva 36% da população a investir, de olho na aposentadoria.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

De acordo com a superintendente de educação e informações técnicas da Anbima, Ana Leoni, o contexto econômico deve ser levado em consideração na hipótese de se fazer qualquer tipo de investimento.

Em nota, Ana Leoni explorou, por exemplo, o juro baixo que, segundo ela, trazem a necessidade de diversificar as aplicações.

Decerto, “a reforma da Previdência, por sua vez, acende um alerta sobre como se preparar para aposentadoria”, ressaltou ela.