Petróleo avança 3% na semana com acordo parcial EUA-China e ataque à petroleiro iraniano

Os contratos futuros de petróleo encerraram em alta nesta sexta-feira (11), impulsionados pelas notícias positivas sobre as negociações do acordo comercial entre Estados Unidos e China.

Segundo a agência Bloomberg, os dois países elaboraram um acordo parcial que solucionou as divergências no comércio e estabeleceu uma “trégua” momentânea.

O objetivo será conciliar as demandas para construir um acordo mais amplo até o final do ano, que englobe, até mesmo, os pontos mais sensíveis criticados pelas duas potências.

Dentre os aspectos acordados, Pequim faria concessões aos produtos agrícolas americanos e, em contrapartida, Washington desistiria de elevar as tarifas sobre a importações chinesas.

Desde o ano passado, a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo tem influenciado negativamente o crescimento global, o que impacta diretamente nos níveis de demanda da commodity.

Outro fator que auxiliou no desempenho dos contratos foi o ataque a um navio petroleiro iraniano, que navegava pelo Mar Vermelho, próximo ao porto de Jeddah, na costa da Arábia Saudita.

O navio-tanque sofreu uma série de explosões, que incendiaram a sua estrutura e causaram um derramamento de óleo bruto em todo o entorno.

Com isso, os preços dos contratos saltaram, uma vez que, o incidente poderá representar o acirramento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, a principal região produtora em escala mundial.

Como resultado, o petróleo vendido no West Texas Intermediate (WTI) para entrega em dezembro avançou 2,14%, sendo negociado a US$54,70 o barril.

Já o petróleo Brent para o mesmo mês, comercializado na ICE de Londres, fechou em alta de 2,38%, na cotação de US$60,51 o barril.

No acumulado da semana, o Brent subiu 3,66% e o WTI valorizou 3,57%.