Petróleo fecha em queda com agravamento do conflito comercial EUA-China

Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta sexta-feira (23) em queda, refletindo o agravamento da disputa comercial entre Estados Unidos e China, que hoje ganhou um novo capítulo.

No início do dia, o governo chinês divulgou que irá retaliar a ofensiva tarifária americana, aplicando tarifas que variam de 5% a 10% sobre US$75 bilhões de produtos importados dos EUA.

De acordo com o Ministério do Comércio da China, uma parte das tarifas entrarão em vigência a partir do dia 01 de setembro e outra parte incidirá a partir de 15 dezembro, nas mesmas datas de aplicação das medidas impostas por Washington.

Pequim também avisou que está estudando reativar as tarifas de 25% sobre a importação de automóveis americanos, intensificando a preocupação aos investidores.

Especificamente para o setor de petróleo, o gigante asiático confirmou a inclusão de uma tarifa de 5% sobre o óleo bruto de origem norte-americana.

Em resposta, o presidente Donald Trump elevou o tom das ameaças ao governo de Xi Jinping e utilizou a sua conta no Twitter para pedir as empresas americanas que atuam na China para deixarem o país e voltar a produzir em solo nacional.

Agora não é apenas uma questão dos EUA em competir pelas exportações da commodity, mas se trata de uma crise que apresenta um potencial de acelerar a queda da demanda em nível global.

Por isso, o mercado reagiu com forte cautela, gerando maior volatilidade nos contratos, que operaram o tempo todo sob forte pressão de venda.

No fim da sessão, o petróleo WTI para entrega em outubro desabou 2,13%, na cotação de US$54,17 o barril e o petróleo Brent para o mesmo período recuou 0,96%, sendo negociado a US$59,34 o barril.

No acumulado da semana, o WTI perdeu 1,27% e o Brent ganhou 1,19%.

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