Petróleo fecha em queda com turbulências no cenário geopolítico e de olho nos estoques

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda no pregão desta terça-feira (10), em meio ao clima de intensa volatilidade nos mercados internacionais.

Pela manhã, os preços avançaram seguindo a tônica positiva das declarações do novo ministro de Energia da Arábia Saudita, o príncipe Abdulaziz bin Salman, que assegurou a manutenção a atua política de cortes na produção estabelecida pela Organização dos Países Exportadores da commodity (Opep).

Na volta do dia, os contratos acentuaram os ganhos em expectativa à entrevista coletiva que seria concedida pela Casa Branca, com o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, o secretário de Estado, Mike Pompeo, e o conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton.

Porém, momentos antes da entrevista, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a demissão de Bolton, trazendo grande insegurança entre os investidores.

O conselheiro era considerado um Falcão pela cúpula do governo, por defender com unhas e dentes uma postura mais rígida no Oriente Médio, principalmente, no Irã.

Como resultado, as cotações passaram a oscilar, sem apresentar uma direção comum, já que a saída de Bolton poderia facilitar a reaproximação com Teerã e o retorno do petróleo iraniano ao mercado.

Durante a coletiva, Pompeo e Mnuchin afirmaram que não haveria qualquer alteração na política externa do país e ressaltaram que a diretriz continuará sendo de pressão máxima sobre o país persa.

Mesmo assim, os preços se firmaram em território negativo, à espera da prévia do dado oficial sobre o estoque semanal dos EUA, mensurado pela American Petroleum Institute (API).

A informação é divulgada pela API somente ao final da tarde, após o encerramento das negociações, não surtindo nenhum efeito sobre as movimentações da sessão de hoje.

Como resultado, o barril de WTI/outubro caiu 0,78%, fechando na cotação de US$57,40 a unidade e o barril Brent/novembro recuou 0,34%, sendo negociado a US$62,38 a unidade.